Futuro renovável

Nossa atuação está voltada para um futuro renovável. Por isso, há anos trilhamos o caminho da sustentabilidade, com objetivos claros e significativos para o planeta.

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Tema

Gestão dos temas ambientais

Nossa atuação está voltada para um futuro renovável. Por isso, há anos trilhamos o caminho da sustentabilidade, com objetivos claros e significativos para o planeta.

A gestão dos temas ambientais considera os recursos hídricos, as fontes de energia, as emissões atmosféricas e os resíduos sólidos. Atuamos em conformidade com leis e regulamentos e contamos com parâmetros para controle de indicadores, alguns dos quais ainda mais rigorosos do que os previstos na legislação.

Nosso papel na agenda de mudanças climáticas

As mudanças do clima constituem um tema material que integra a Agenda Klabin 2030. A busca constante da redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é um dos itens da Política de Sustentabilidade da Klabin, que orienta as ações da Companhia e a tem levado a aderir a iniciativas externas importantes, reforçando seu compromisso com o tema.

Desde 2019, participamos da campanha global da ONU Business Ambition for 1.5o C – Our Only Future, contribuindo para restringir o aumento da temperatura no planeta a 1.5o C. A iniciativa exige o comprometimento por meio de ações baseadas em fatores científicos, o que nos levou a submeter nossas metas de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa ao Science Based Target (SBT). 

Em 2020, nós nos tornamos TCFD Supporter, o que representa o apoio público às recomendações do Financial Stability Board acerca da gestão de riscos e oportunidades do clima, aperfeiçoando assim a transparência e a comunicação da Companhia sobre o tema.

Além de sermos a primeira empresa brasileira a se comprometer com o desenho de metas para a redução de emissões baseadas na ciência, em alinhamento com a Science Based Targets initiative (SBTi), e de termos sido a primeira empresa do setor de papel e celulose da América Latina a ter as suas metas aprovadas pelo SBTi, em 2021, estruturamos uma campanha, em parceria com a Rede Brasil – Pacto Global da ONU,  para engajar empresas e a sociedade em projetos de redução e neutralização de emissões de carbono até 2050. Com isso, além de assumirmos esse compromisso, contribuímos para mobilizar outras empresas e pessoas a aderirem ao movimento. 

Iniciativas que reforçam nosso compromisso

Como gerenciamos o tema

Realizamos anualmente, desde 1993, o inventário de GEE, que também é verificado por terceira parte. O material fica disponível para consulta no Registro Público de Emissões, que é uma plataforma de divulgação transparente, rápida e simples dos inventários corporativos de emissões das organizações participantes do Programa Brasileiro GHG Protocol. Possuímos uma matriz detalhada de oportunidades e riscos climáticos, na qual se inclui o mapeamento interno dos impactos já ocorridos devido a eventos climáticos, bem como apontamentos da Conferência do Clima (COP) e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Mantemos dois pesquisadores especialistas em Ecofisiologia e Climatologia, focados na análise do comportamento das mudanças climáticas que podem influenciar nosso planejamento florestal.

Em 2020, desenvolvemos a ferramenta Curva de Custo Marginal de Abatimento (MACC, na sigla em inglês), que prioriza saber quais tecnologias a Klabin possui em seu roadmap estratégico de mudanças climáticas que visam à redução do uso de combustíveis fósseis, levando em consideração um mercado com precificação de carbono.

Veja no Painel ASG, indicador GRI 201-2 e nossos objetivos da Agenda 2030 para o tema material Mudanças do clima.

Plantações de eucaliptos e preservação de mata nativa. Telêmaco Borba (PR). Foto: Eduardo Knapp.

O que temos feito

Em 2020, instalamos 32 estações de previsões meteorológicas e monitoramento climático da nossa área de atuação no Paraná. Também desenvolvemos um estudo para integrar nossas informações e ações na agenda de riscos e oportunidades do clima, de modo a comunicar como implementamos as recomendações do TCFD.

Além disso, demos início ao desenvolvimento de um aplicativo para indicar aos motoristas das operações florestais do Paraná o melhor caminho a percorrer na área florestal, com sugestão de percursos com menor consumo de combustível ou mesmo de rotas alternativas para evitar inconvenientes às comunidades.

Desde 2019, utilizamos nos caminhões o dispositivo Salvador, que auxilia na redução de consumo de diesel e, consequentemente, na redução de emissão de gases.

Veja no Painel ASG, indicadores GRI 305-1, 305-2, 305-3 e 305-4 e outros indicadores relacionados a Mudanças do clima.

Gestão de gases de efeito estufa (GEE)

A tecnologia tem-se tornado uma aliada da Companhia para a redução de emissões de GEE. Nas operações florestais do Paraná, por exemplo, motoristas de caminhões continuam a utilizar nos veículos o dispositivo Salvador, que auxilia na redução de consumo de diesel e, consequentemente, na redução de emissão de gases. Também iniciamos o desenvolvimento de um aplicativo para indicar a esses motoristas o melhor caminho a ser traçado na área florestal, com sugestão de percursos com menor consumo de combustível ou mesmo de rotas alternativas para evitar inconvenientes às comunidades.

Mesmo com incremento de 2% na produção entre 2019 e 2020, a Klabin reduziu as emissões específicas de escopos 1 e 2 de 185 kg CO2eq/t para 165 kg CO2eq/t*. As emissões absolutas de escopo 1 tiveram redução de 1%; e as emissões absolutas de escopo 2 diminuíram 19%, com base na localização e 23% com base na escolha de compra para o mesmo período. 

* Desde 2020, a Klabin passou a considerar as emissões de escopo 2 a partir da metodologia baseada na escolha de compra.

Em 2021, nossa meta foi aprovada pela Science Based Target initiative (SBTi): nós nos comprometemos a reduzir as emissões de GEE (escopos 1 e 2) por tonelada de celulose, papéis e embalagens em 25% até 2025 e em 49% até 2035, tendo 2019 como ano-base. O limite das metas inclui emissões e remoções biogênicas de matérias-primas de bioenergia.

Desde 2003, já reduzimos mais de 64% das emissões específicas de escopo 1 e 2 em nossas operações.
Veja no Painel ASG indicadores GRI e outros relacionados ao tema de emissões.

Veja no Painel ASG, indicadores GRI e outros relacionados ao tema de emissões.

Por uma matriz energética cada vez mais renovável

A busca da eficiência energética é uma de nossas diretrizes para a gestão de mudanças climáticas. Por isso, nós nos empenhamos para aumentar progressivamente a matriz energética renovável, produzida a partir de biomassa e licor negro.

 Atualmente, 90% de nossa matriz energética é composta de fontes renováveis: 57% de licor negro, 32% de biomassa e 1% de outras fontes.  

O destaque é a Unidade Puma, que usa biomassa para geração de energia, sendo toda a energia excedente comercializada. Em 2020, foram entregues ao Sistema Elétrico Brasileiro 1.007.411,83 MWh. Nessa unidade, contamos com o envolvimento dos colaboradores, por meio do Comitê Interno de Conservação de Energia (CICE). A partir dele, os profissionais buscam oportunidades de redução de consumo de energia, de vapor e de ar comprimido, além da eliminação de desperdícios.

Com certificação ISO 50001:2018 (atestando boas práticas na gestão energética), a Unidade Puma mantém rotina de auditorias internas e externas em seu sistema de Gestão de Energia.

Metas

Entre as nossas metas para o uso de energia, a serem atingidas até 2030, estão a redução da participação de combustíveis fósseis para garantir uma matriz energética, no mínimo, 92% renovável e a compra de 100% de energia certificada, proveniente de fonte renovável.

Toras de madeira na Fábrica Unidade Puma, em Ortigueira (PR). Foto: Eduardo Knapp.

Energia renovável

A Unidade Puma tem capacidade de gerar 270 MW de energia limpa a partir do vapor produzido pelas caldeiras de licor negro e de biomassa, dando à Companhia condição de autossuficiência energética nessa unidade e disponibilização de até 120 MW para o Sistema Integrado Nacional, contribuindo para a limpeza da matriz energética brasileira.

No Projeto Puma II, aplicamos o mais alto nível de tecnologia conhecido para garantir a continuidade de autossuficiência em energia, por meio dos processos de otimização, automação e uso total de biomassa. A instalação de uma planta de gaseificação permitirá transformar a madeira em gás para utilização como principal combustível em um dos fornos de cal, em substituição ao uso do óleo combustível.

Ver no Painel ASG, indicadores GRI 302-4 outros relacionados ao tema material Uso de energia.

Foco na redução do consumo de água

A água é um dos insumos mais importantes para nossos processos, principalmente na produção de celulose e papel. Por isso, todas as nossas unidades atuam em conformidade com as leis e regulações ambientais vigentes, nos âmbitos municipal, estadual e federal. Além disso, atuamos com foco na redução do consumo e buscamos a melhoria contínua em todos os processos, prezando a conservação dos recursos naturais e o aumento do reúso de água.

Integramos o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tibagi, no Paraná, e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Canoas, em Santa Catarina. Também participamos de outros comitês em que nossas unidades fabris estão instaladas. Representantes da Companhia participam ativamente de discussões sobre o uso de água, nas quais se estabelecem seus mecanismos de cobrança e o plano de recursos hídricos.

Por meio da ferramenta WRI Aqueduct, medimos a proporção entre o total de retiradas anuais de água e o fornecimento renovável anual disponível. Índices superiores a 20% apontam que há competição entre os usuários, ou seja, representam áreas de estresse hídrico. Em 2020, quatro unidades da Klabin estavam localizadas em áreas consideradas de estresse hídrico: duas em Jundiaí (SP) – Distrito Industrial e Tijuco Preto –, a Unidade Goiana (PE) e a Unidade Horizonte (CE). Juntas, elas captaram 928,86 megalitros de água no ano, o que representa 0,9% do total da água retirada pela Klabin, uma redução de 23% em comparação com 2019.

Metas

Entre as metas da Agenda Klabin 2030 para o uso de água estão as seguintes: reduzir em 20% o consumo específico de água industrial; realizar 100% de operações florestais sob gestão própria com manejo hidrossolidário; ter em 100% das localidades onde atuamos iniciativas para o aumento da segurança hídrica territorial.

O manejo hidrossolidário é uma iniciativa pioneira da Klabin que visa a verificar as melhores práticas de manejo florestal para extinguir ou minimizar impactos em microbacias. Baseada em estudos científicos, considera, entre outros fatores, o plantio de pínus ou eucalipto com suprimento de água local e a disponibilidade do recurso em pequenas propriedades.

Captamos dos recursos hídricos (águas superficiais, subterrâneas e de terceiros) 23,7 m³ de água por tonelada de produto.

Uso específico da água  (m³/t)

Gestão de impactos relacionados ao descarte de água

Os padrões de descarte de efluentes são baseados na legislação federal e nas legislações municipais e estaduais de cada unidade. Além disso, comparamos nossos resultados com os indicadores do IFC/IPPC, que são referência no setor de papel e celulose. Para determinação dos limites máximos de lançamento, o órgão ambiental responsável solicita estudo de dispersão hídrica e de autodepuração do corpo hídrico para avaliar e determinar os limites que não gerem alteração na qualidade e no volume do corpo hídrico.

Descarte de efluentes

As unidades fabris seguem os limites estabelecidos pelas legislações vigentes em cada estado e país para referência e monitoramento de efluentes. Parâmetros como Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO5) e eficiência de remoção de DBO5 são prioritários. Nas fábricas de celulose e papel, as concentrações de Demanda Química de Oxigênio – (DQO) e fósforo nos efluentes também são de grande importância. Os índices são frequentemente comparados com benchmarks mundiais, como é o caso do IPPC e da IFC.

Em 2020, reduzimos em 3% o volume de efluentes tratados lançados nos corpos receptores e concessionárias. Nas unidades localizadas em áreas com estresse hídrico, a redução do lançamento de efluentes tratados atingiu 43%.

Efluentes tratados

Cem por cento dos efluentes são tratados nas Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) antes de retornar aos corpos hídricos.  O tratamento é monitorado internamente e por terceira parte, evidenciando o atendimento a todos os requisitos legais exigidos. Periodicamente, as unidades passam por auditorias internas e externas para avaliação do Sistema de Gestão, incluindo o sistema de águas e efluentes. Em diversas unidades da Klabin, metas relacionadas às questões hídricas estão atreladas ao Programa de Participação nos Resultados (PPR).

Inclusão de uma terceira etapa no tratamento na Unidade Puma garante padrões de emissão facilmente absorvíveis pelo corpo hídrico. Além disso, o ponto de descarga é anterior ao ponto de captação.

Veja no Painel ASG, indicadores GRI 303-1, 303-3, 303-5 e outros relacionados ao tema material Uso de água.

Gestão de resíduos

Nossa Política de Sustentabilidade contempla a prevenção de poluição por meio da redução dos impactos da geração de resíduos sólidos, a busca das mais eficientes tecnologias e soluções, a orientação pelos ODS; e o atendimento à legislação e às normas aplicáveis ao produto, ao meio ambiente, à saúde e à segurança. A gestão ambiental também é pautada pelas diretrizes estabelecidas pela ISO 14001, na qual grande parte de nossas unidades é certificada. A meta KODS para resíduos é zerar a destinação de resíduos industriais para aterros.

Em 2020, a Klabin alcançou uma importante evolução em busca da meta dos KODS de zerar, até 2030, os resíduos industriais enviados para aterro. Alcançamos 98,3% de reaproveitamento de resíduos sólidos.

Veja no Painel ASG, indicadores GRI 301-1, 306-2 e outros relacionados ao tema material Resíduos.

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