Desempenho

Meio ambiente

GRI 103-1, 103-2, 103-3

Atuamos em conformidade com leis e regulamentos, com parâmetros para controle de indicadores, alguns deles ainda mais rigorosos do que os previstos na legislação. Aspectos como água, energia, emissões atmosféricas, mudanças climáticas e biodiversidade são considerados em todas as operações, reafirmando o nosso compromisso com a conservação dos recursos naturais e com o controle e mitigação de impactos ambientais.

Objetivos e metas

Objetivo Resultado 2018 Resultado 2019 Meta médio prazo
ano base 2017 (de 3 a 5 anos) – 2020 a  2022
Análise 2019 Análise do resultado
Reduzir emissões de gases de efeito estufa (Escopo 1+2) por tonelada de produto produzido 178,677 kg CO2/t produto (Klabin S.A.) 185,33 kg CO2/t produto (Klabin S.A) 185 kg CO2 eq/t papel (Klabin S.A.) Meta ainda não alcançada O aumento de 7% no resultado está relacionado aos aumentos de consumo de combustíveis; uso de gases de ar-condicionado; uso de compostos nitrogenados na operação de implantação de florestas
Reduzir emissões diretas de gases de efeito estufa (Escopo 1, valor em absoluto) Redução de 6% ( Emissão direta de 669.341,61 tCO2eq) Aumento de 7% (Emissão direta de 713.885,93 tCO2eq) Reduzir em até 1% Meta não alcançada
Reduzir energia comprada 1.150.437,53  MW-h/ ano 1.231.454,72 MW-h/ano Reduzir em até 5% Meta não alcançada Houve aumento na compra de energia devido ao aumento também na produção da Klabin
Reduzir consumo de água 109.413,52 m³/ano x 1000 109.710,76 m³/ano x 1000 Reduzir em até 5% Meta ainda não alcançada Observada redução de 2% desde o ano base (2017).
Aumentar a participação de fontes renováveis na matriz energética 89% 90% 88% Meta alcançada Aumento do consumo de biomassa, licor negro e hidrogênio na matriz energética
Ampliar a autossuficiência em geração de energia 77% 74% 75% Meta ainda não alcançada A geração de energia elétrica disponível para venda deve ser igual ou superior a compra de energia do SIN. Em 2019, a autossuficiência foi de 74%
Reaproveitamento de resíduos sólidos 92% 97% Manter Reaproveitamento (reutilização e reciclagem) de resíduos > 95% Meta alcançada Reflexo da redução da geração de resíduos perigosos, além do aumento no reaproveitamento de resíduos, principalmente recuperação energética, devido à alteração na contabilização de resíduos de biomassa
Redução de resíduos sólidos  PERIGOSOS 0,11% 0,04% Manter a geração de resíduos perigosos  < 0,50% da geração total de resíduos Meta alcançada Redução de disposição de resíduos perigosos em todas as categorias

Investimentos ambientais

 

2016 2017 2018 2019
Gerenciamento de resíduos (compra de lixeiras, caçambas de resíduos, melhorias nas centrais de reciclagem) R$ 42.169.278,68 R$ 292.527,43 R$ 1.108.059,11 R$ 3.685.551,38
Tratamento de emissões atmosféricas (manutenção de precipitadores eletrostáticos, lavadores de gases, incineradores e melhorias nos equipamentos de controles) R$ 28.276.213,86 R$ 1.315.444,60 R$ 17.261.233,82 R$ 1.710.982,72
Custos de prevenção (investimentos, monitoramentos, formação e educação ambiental) R$ 69.683.600,35 R$ 13.815.311,41 R$ 8.892.954,90 R$ 55.173.669,69
Despesas de gestão ambiental (despesas com pessoal, custo com certificação e taxas ambientais) R$ 6.860.123,42 R$ 8.027.789,56 R$ 11.778.705,33 R$ 6.714.347,22
Total R$ 146.989.216,31 R$ 23.451.073,00 R$ 39.040.953,16 R$ 67.284.551,01
Tratamento e disposição de resíduos sólidos R$ 26.466.032,04 R$ 31.489.284,86

Energia

GRI 103-1, 103-2, 103-3

A BUSCA PELA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E OTIMIZAÇÃO DO CONSUMO EM NOSSAS UNIDADES INDUSTRIAIS SÃO ESFORÇOS CONSTANTES.

A gestão ambiental e de mudanças climáticas, a promoção e o incentivo à eficiência energética estão expressos no documento de Diretrizes para Gestão de Mudanças Climáticas – Adaptação e Mitigação. Na Unidade Puma, contamos com o envolvimento dos colaboradores, por meio do Comitê Interno de Conservação de Energia (CICE). A partir dele, os profissionais buscam oportunidades de redução de consumo de energia, vapor e ar comprimido; e a eliminação de desperdícios.

A Companhia também se empenha na produção de energia e aumento progressivo de matriz energética renovável, produzida a partir de biomassa e licor negro.

89,54% da matriz energética é de fontes renováveis.

Nesse contexto, a Unidade Puma, que usa biomassa para geração de energia, é destaque. A energia excedente é comercializada. Em 2019, foram entregues ao Sistema Elétrico Brasileiro 911.854 Megawatt hora (MWh), o suficiente para abastecer todo o estado de São Paulo por dois dias e meio1.

Com certificação ISO 50001:2018, a Unidade Puma mantém rotina de auditorias internas e externas em seu sistema de Gestão de Energia. Iniciativas como a instalação de tubulação que vai da peneira de extração ao topo do digestor de eucalipto, contribuem para a redução do consumo de vapor na produção de água quente na linha de fibras.

Na Unidade Puma, metas relacionadas às questões energéticas estão atreladas ao Programa de Participação nos Resultados (PPR).

De forma geral, em 2019, reduzimos o indicador de intensidade energética em quase todos os negócios, com exceção do Negócio Reciclados.

 

1 Considerando consumo de dezembro de 2019, conforme Resumo Executivo, divulgado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Disponível em: 6º bimestre 2019

Consumo interno de combustíveis em 20191

GRI 302-1

8%

de aumento na utilização de combustíveis provenientes de fontes renováveis, o correspondente a 89,54% do total.

74%

de autossuficiência energética.

35%

de redução de consumo de diesel estacionário.

4%

de redução no consumo de GLP.

3,5%

de aumento na utilização de combustíveis fósseis2.

3%

de aumento na venda de energia, gerada a partir de fontes renováveis, na comparação com 2018, contribuindo para matriz energética renovável.

1comparação em relação a 2018.
2 relacionado ao aumento de 12% no consumo de gás natural (substituição da caldeira de óleo combustível por caldeira de gás natural na Unidade de Feira de Santana (BA) e 1% no consumo de óleo combustível.

Consumo de combustíveis de fontes não renováveis, em Gigajoules (GJ)

 

2016 2017 2018 2019
Gás natural 1.500.832,00 1.544.884,00 1.654.529,93 1.859.677,84
Óleo combustível 5.347.095,00 4.695.937,00 4.119.543,39 4.165.393,55
GLP 360.188,00 446.586,00 460.608,87 444.240,63
Diesel estacionário 62.385,00 39.220,00 26.881,62 17.360,52
Não renovável 7.270.500,00 6.726.627,00 6.261.563,81 6.482.968,14

Consumo de combustíveis de fontes não renováveis, em Megawatt hora (MWh)

 

2016 2017 2018 2019
Gás natural 416.897,78 429.134,44 459.591,65 516.577,18
Óleo combustível 1.485.304,17 1.304.426,94 1.144.317,61 1.157.053,76
GLP 100.052,22 124.051,67 127.946,91 123.400,18
Diesel estacionário 17.329,17 10.894,44 7.467,12 4.822,36
Não renovável 2.019.583,33 1.868.507,50 1.739.323,28 1.800.824,48

Consumo de combustíveis de fontes renováveis, em Gigajoules (GJ)

 

2016 2017 2018 2019
Biomassa 19.829.173,00 21.128.715,00 17.568.544,99 18.627.631,41
Licor negro 25.922.799,00 31.420.144,00 33.096.853,86 36.304.324,98
EE hidráulica 298.882,00 191.026,00 226.810,26 191.963,62
Piche de Tail Oil1 210.117,00 256.008,69 173.187,23
Hidrogênio1 152.970,00 148.342,96 161.575,47
Metanol 47.552,76
Renovável 46.050.854,00 53.102.972,00 51.296.560,76 55.506.235,47

1 Com o início da Unidade Puma, o Hidrogênio passou a ser considerado combustível. Também se considerou importante separar o combustível piche do licor negro, por isso, o relato passa a considerar estes dois itens a partir de 2017. O piche é um combustível renovável gerado do processamento de Tail Oil, que é um subproduto da indústria de celulose.

Consumo de combustíveis de fontes renováveis, em Megawatt hora (MWh)1

 

2016 2017 2018 2019
Biomassa 5.508.103,61 5.869.087,50 4.880.151,39 5.174.342,06
Licor negro 7.200.777,50 8.727.817,78 9.193.570,52 10.084.534,72
EE hidráulica 83.022,78 53.062,78 63.002,85 53.323,23
Piche de Tail Oil1 58.365,83 71.113,52 48.107,56
Hidrogênio1 42.491,67 41.206,38 44.882,08
Metanol 13.209,10
Renovável 12.791.903,89 14.750.825,56 14.249.044,66 15.418.398,74

1 Com o início da Unidade Puma, o Hidrogênio passou a ser considerado combustível. Também se considerou importante separar o combustível piche do licor negro, por isso, o relato passa a considerar estes dois itens a partir de 2017. O piche é um combustível renovável gerado do processamento de Tail Oil, que é um subproduto da indústria de celulose.

Total de energia consumida e vendida, em Gigajoules (GJ)

 

Total de energia consumida (GJ)1 2016 2017 2018 2019
Combustíveis de fontes não-renováveis 7.270.500,00 6.726.627,00 6.261.563,81 6.486.682,55
Combustíveis de fontes renováveis 46.050.854,00 53.102.972,00 51.296.560,76 55.506.235,47
Energia consumida 11.048.113,04 13.707.541,69 13.972.803,45 14.238.808,56
Energia vendida 1.563.474,82 3.077.550,00 3.199.269,71 3.282.673,68
Total 62.805.992,23 70.459.590,69 68.331.658,31 72.949.052,90
Energia consumida (GJ)
Eletricidade 11.048.113,04 13.707.541,69 13.972.803,45 14.238.808,56
Energia vendida (GJ)
Eletricidade 1.563.474,82 3.077.550,00 3.199.269,71 3.282.673,68

1 Os dados de combustíveis são gerados através de medições diretas e a conversão para GJ é calculada com os fatores de conversão que se encontram na planilha do GHG Protocol Brasileiro, cuja fonte é o IPCC. Os fatores de conversão usados se encontram na planilha do GHG Protocol Brasileiro, cuja fonte é o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas)

Total de energia consumida e vendida, em Megawatt hora (MWh)1

 

2016 2017 2018 2019
Combustíveis de fontes não-renováveis 2.019.583,33 1.868.507,50 1.739.323,28 1.801.856,26
Combustíveis de fontes renováveis 12.791.903,89 14.750.825,56 14.249.044,66 15.418.398,74
Energia consumida 3.068.920,29 3.807.650,47 3.881.334,29 3.955.224,60
Energia vendida 434.298,56 854.875,00 888.686,03 911.853,80
Total 17.446.108,95 19.572.108,53 18.981.016,20 20.262.594,03
Energia consumida (MWh) 2016 2017 2018 2019
Eletricidade 3.068.920,29 3.807.650,47 3.881.334,29 3.955.224,60
Energia vendida (MWh) 2016 2017 2018 2019
Eletricidade 434.298,56 854.875,00 888.686,03 911.853,80

1 Os dados de combustíveis são gerados através de medições diretas e a conversão para GJ é calculada com os fatores de conversão que se encontram na planilha do GHG Protocol Brasileiro, cuja fonte é o IPCC. Os fatores de conversão usados se encontram na planilha do GHG Protocol Brasileiro, cuja fonte é o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas).

Consumo externo de energia
GRI 302-2

Tivemos aumento de 21% no consumo de energia fora da empresa, no transporte de madeira e na entrega de produtos. O resultado pode ser explicado pela expansão das operações florestais no Paraná. A frota que abastece as fábricas de Monte Alegre e Ortigueira praticamente dobrou e a distância média percorrida também teve acréscimo em relação a 2018.

Energia externa consumida1

 

2016 2017 2018 2019
Gigajoules (GJ) 1.331.268,63 2.484.497,85 2.397.656,83 2.906.892,76
Megawatt hora (MWh) 369.796,84 690.138,29 666.015,79 807.470,21

1 A premissa adotada para o reporte é baseada no volume de consumo de combustível de Escopo 3, do GHG Protocol Brasileiro, convertido em energia utilizando os fatores de emissão do IPCC. Os fatores de conversão usados se encontram na planilha do GHG Protocol Brasileiro, cuja fonte é o  IPCC.

Intensidade energética 

GRI 302-3

O balanço de intensidade energética de 2019 é resultado do nosso compromisso em operar de maneira eficiente, visando à redução de desperdício e perdas. Os Negócios Papéis, Celulose, Embalagens e Sacos apresentaram, respectivamente, redução de 10%, 9%, 9% e 5%. Por outro lado, houve aumento de 7% no consumo de energia (própria + comprada).

Intensidade energética, em Gigajoules (GJ)

 

Intensidade energética 2016 2017 2018 2019
Consumo de energia dentro da organização 62.805.992,23 70.459.590,69 68.331.658,31 72.949.052,90
Intensidade energética dentro da organização 17,46 15,79 16,13 16,70
Consumo de energia fora da organização 1.331.268,63 2.484.497,85 2.397.656,83 2.906.892,76
Intensidade energética fora da organização 0,37 0,56 0,57 0,67
Consumo de energia – total da organização 64.137.260,86 72.944.088,54 70.729.315,15 75.855.945,66
Intensidade energética – total da organização 17,83 16,35 16,70 17,37
Toneladas produzidas – métrica específica – denominador 3.596.836,01 4.461.077,89 4.235.263,86 4.368.164,12

Intensidade energética, em Megawatt hora (MWh)

 

Intensidade energética 2016 2017 2018 2019
Consumo de energia dentro da organização 17.446.108,95 19.572.108,53 18.981.016,20 20.263.625,81
Intensidade energética dentro da organização 4,85 4,39 4,48 4,64
Consumo de energia fora da organização 369.796,84 690.138,29 666.015,79 807.470,21
Intensidade energética fora da organização 0,10 0,15 0,16 0,18
Consumo de energia – total da organização 17.815.905,80 20.262.246,82 19.647.031,99 21.070.096,01
Intensidade energética – total da organização 4,95 4,54 4,64 4,82
Toneladas produzidas – métrica específica – denominador 3.596.836,01

 

4.461.077,89 4.235.263,86 4.368.164,12

Intensidade energética por Unidade de Negócio, em Gigajoules/tonelada (GJ/t)

 

2016 2017 2018 2019
Papéis 21,70 20,82 18,91 17,06
Celulose 21,18 18,28 17,63 16,02
Embalagens 1,15 1,12 1,14 1,04
Reciclados 6,61 6,58 7,30 8,26
Sacos1 0,42 0,44 0,45 0,43

1 A diferença entre a intensidade energética do negócio Sacos deve-se a uma mudança da metodologia de contabilização da energia no negócio.

Intensidade energética por Unidade de Negócio, em Megawatt hora/tonelada (MWh/t)

 

2016 2017 2018 2019
Papéis 6,03 5,78 5,25 4,74
Celulose 5,88 5,08 4,90 4,45
Embalagens 0,32 0,31 0,32 0,29
Reciclados 1,84 1,83 2,03 2,29
Sacos1 0,12 0,12 0,13 0,12

1 A diferença entre a intensidade energética do negócio Sacos deve-se a uma mudança da metodologia de contabilização da energia no negócio.

Proporção de intensidade energética de dentro e fora da organização

 

2016 2017 2018 2019
47,18 28,36 28,50 25,09

Os fatores de conversão usados se encontram na planilha do GHG Protocol Brasileiro, cuja fonte é IPCC. 

Redução no consumo de energia

GRI 302-4

As reduções registradas em 2019 são resultado de otimizações do processo (em negócios como celulose e papel), conservação e modernização dos equipamentos das unidades. No montante total do consumo de energia, no entanto, houve aumento devido ao aumento de produção total da Klabin. Acompanhe os dados na tabela a seguir:

Reduções de consumo de energia por Unidade de Negócio, em Gigajoules (GJ)

 

Reduções de consumo de energia obtidas diretamente em decorrência de melhorias na conservação e eficiência (GJ)1 2016 2017 2018 2019
Unidade de Negócio Papel 1.748.582,69 4.013.056,93 2.581.437,04
Unidade de Negócio Celulose 147.075,74 649.899,90
Unidade de Negócio Embalagens 894.123,29 65.690,81
Unidade de Negócio Reciclados
Unidade de Negócio Sacos 670,50 4.019,42

1 Colunas com “-“ apontam que não houve  redução de energia no período.

Reduções de consumo de energia por Unidade de Negócio, em MWh

 

Reduções de consumo de energia obtidas diretamente em decorrência de melhorias na conservação e eficiência (MWh)1 2016 2017 2018 2019
Unidade de Negócio Papel 485.717,41 1.114.738,04 717.065,84
Unidade de Negócio Celulose 40.854,37 180.527,75
Unidade de Negócio Embalagens 248.367,58 18.247,45
Unidade de Negócio Reciclados
Unidade de Negócio Sacos 186,25 1.116,50

1 Colunas com “-“ apontam que não houve  redução de energia no período.

Emissões

 

GRI 103-1, 103-2, 103-3

A tecnologia tem se tornado uma aliada da empresa para a redução de emissões. Nas operações florestais do Paraná, por exemplo, motoristas de caminhões começaram, em 2019, a utilizar nos veículos o dispositivo Salvador, que auxilia na redução de consumo de diesel e, consequentemente, na redução de emissão de gases. Também teve início o desenvolvimento de aplicativo para indicar a esses motoristas o melhor caminho a ser traçado na área florestal, com sugestão de percursos com menor consumo de combustível ou mesmo de rotas alternativas para evitar inconvenientes às comunidades.

Em busca de novas tecnologias no transporte de madeira com maior eficiência e redução do consumo de combustíveis fósseis, iniciamos no Paraná, em julho de 2019, o transporte de madeira em carretas tipo tritrem. Com maior volume de madeira transportado por viagem, estima-se redução de 25% no número de caminhões circulando nas rodovias. Isso também significa redução no consumo de diesel e de emissões.

 

Emissões diretas de gases de efeito estufa (Escopo 1)

GRI 305-1

Com um incremento de 3% na produção, a empresa obteve um aumento nas emissões específicas de 158 para 163 kg CO2eq/t. Em contrapartida, foi registrado acréscimo de 7% nas emissões de Escopo 1, que pode ser relacionado aos aumentos de consumo de combustíveis (como indicado no GRI 302-1); uso de gases de ar-condicionado; uso de compostos nitrogenados na operação de implantação de florestas.

Com maior percentual de queima de biomassa nas caldeiras, também houve aumento de 4% nas emissões biogênicas de Escopo 1, conforme demonstrado na tabela a seguir.

Emissões diretas de gases de efeito estufa, em toneladas de CO2 equivalente

 

Emissões diretas de gases de efeito estufa (toneladas de CO2 equivalente)1 2016 2017 2018 2019
Total de emissões brutas de CO2 657.265,86 709.560,47 668.952,44 713.885,93
Emissões biogênicas de CO2(t CO2equivalente) 4.593.412,91 5.272.920,75 5.011.972,26 5.231,190,87

1 Os gases incluídos nos cálculos acima são CO2, CH4, N2O e HFCs. A Klabin segue a referência e metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol e utilizou a abordagem por controle operacional

Emissões indiretas provenientes da aquisição de energia (Escopo 2)

GRI 305-2

Como reflexo do aumento da produção total, em 2019, registramos aumento de 9% na energia comprada pela abordagem “localização”. Já na modalidade “escolha de compra”, as emissões de Escopo 2 totalizam 39.207,29 tCO2eq. Vale ressaltar que 60% da energia comprada foi proveniente de fontes renováveis, com certificados.

Emissões indiretas provenientes da aquisição de energia, em toneladas de CO2 equivalente

 

2016 2017 2018 2019
99.865,99 105.828,68 87.791,49 95.674,19

Escolha de compra1

 

2017 2018 2019
Emissões de Escopo 2 baseado na escolha de compra (tCO2eq) 43.664,220 36.448,514 39.207,288
% de compra de energia renovável 58,9 60,5 60,6

1 Informação passou a ser relatada no ciclo de 2019, considerando dados históricos de 2017 e 2018.

OUTRAS EMISSÕES INDIRETAS DE GASES DE EFEITO ESTUFA (ESCOPO 3)

 

GRI 305-3

Houve aumento de 21% nas emissões de transporte a montante, responsável por abastecer as fábricas de papel e celulose. O resultado é reflexo da expansão da operação florestal no Paraná. Além de a frota ter praticamente dobrado, as distâncias médias percorridas aumentaram.  

Ainda registramos acréscimo de 22% das emissões de transporte a jusante, reflexo da expansão do mercado de atuação da Klabin no Brasil e no Mercosul.

Outras emissões de gases de efeito estufa, em toneladas de CO2 equivalente

 

Outras emissões de gases de efeito estufa (t CO2 equivalente)1 2016 2017 2018 2019
A montante
Transporte e distribuição a montante 33.054,58 85.539,32 62.558,65 75.417,09
Resíduos gerados nas operações 716,50 527,34 435,18 356,18
Viagens a negócios 2.493,20 1.256,17 729,74 938,90
Transporte de empregados 1.614,35 1.983,68 2.363,61 1.944,99
Subtotal 37.878,63 89.306,51 66.087,18 78.657,16
A jusante
Transporte e distribuição a jusante 62.997,77 86.061,59 104.378,81 127.330,06
Subtotal 62.997,77 86.061,59 104.378,81 127.330,06
Total 100.876,40 175.368,10 170.465,99 205.987,22

1 A montante a Klabin não teve emissões relacionadas a bens adquiridos, bens de capital, atividades relacionadas a energia e ativos arrendados. A jusante a Klabin não possuiu emissões relacionadas a processamento de produtos vendidos, uso de produtos vendidos, tratamento de produtos vendidos após o fim de sua vida útil, ativos arrendados, franquias e investimentos.

Emissões biogênicas de CO2, em toneladas de CO2 equivalente

GRI 305-3

2016 2017 2018 2019
2.023,87 12.893,64 15.760,52 21.830,46

Intensidade de emissões de gases de efeito estufa

GRI 305-4

As emissões brutas aumentaram 10%, em relação a 2018, reflexo do aumento do consumo de combustíveis fósseis, apresentado no GRI 302-1, e da expansão da operação florestal, mostrada no GRI 305-3. Devido a esse fator, a intensidade de emissões de gases de efeito estufa aumentaram em 3% no Escopo 1 e em 4% no Escopo 1+2.

Intensidade de emissões de gases de efeito estufa, em toneladas por CO2 equivalente1

 

Intensidade de emissões de gases de efeito estufa 2016 2017 2018 2019
Total de emissões de GEE (t CO2 equivalente) 858.008,25 990.757,25 927.209,92 1.015.547,34
Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (escopo 1+2+3) 238,68 235,17 218,93 232,49
Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (escopo 1) 182,84 168,42 157,95 163,43
Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (escopo 2) 27,78 25,12 20,73 21,90
Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (escopo 3) 28,06 41,63 40,25 47,16
Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (escopo 1+2) 210,62 193,54 178,68 185,33

1 Métrica específica denominador, em toneladas produzidas: 2016: 3.596.836,01; 2017: 4.461.077,89; 2018: 4.235.263,86; 2019: 4.368.164,12.

Redução de emissões de gases de efeito estufa

GRI 305-5

Como mostrado nos tópicos GRI 305-1, 305-2 e 305-3, não houve redução nas emissões em 2019. As metas para o tema estão listadas em GRI 305-4.

Reduções de emissões de gases de efeito estufa (GEE) obtidas como resultado direto de iniciativas de redução de emissões, em toneladas por CO2 equivalente

Reduções de emissões de GEE obtidas como resultado direto de iniciativas de redução de emissões (t CO2 equivalente) 2016 2017 2018 2019
Reduções provenientes de emissões diretas (Escopo 1) 0,00 0,00 40.608,03 0,00
Reduções provenientes de emissões indiretas da aquisição de energia (Escopo 2) 40.455,70 0,00 18.037,63 0,00
Reduções provenientes de outras emissões indiretas (Escopo 3) 5.901,85 0,00 0,00 0,00
Total de reduções de emissões de GEE 46.357,55 0,00 58.645,66 0,00

Emissões de NOx, SOx e outras emissões atmosféricas significativas

GRI 305-7

Aplicamos os requisitos legais federais a todas as fontes de emissões, exceto nas unidades em que há legislação estadual específica e/ou limites de emissões condicionados nas licenças ambientais. A seleção dos limites de emissões obedece a legislação do estado em que a unidade está. Em 2019, foram registrados:

  • Aumento de 6,39% das emissões NOx, no segmento Papéis e Celulose, devido ao aumento da queima de resíduos do campo e queima de GNCD.
  • Aumento de 43,48% das emissões SOx, no segmento Papéis e Celulose, devido, especialmente, ao aumento de vazão de gases não condensáveis diluídos (GNCD) tratados e ao final de vida útil do Incinerador 2 da unidade de Monte Alegre.
  • Redução de 1,24% das emissões de MP, no segmento de Papéis e Celulose.

No final de 2019, concluímos a instalação e iniciamos a operação do novo incinerador de gases não condensáveis (GNCC e GNCD) na unidade de Monte Alegre. Com esse novo equipamento, ampliamos o sistema de tratamento de GNC, reduzindo as emissões atmosféricas e melhorando a qualidade do ar da região.

Emissões atmosféricas significativas, toneladas

Emissões atmosféricas significativas (toneladas)1 2016 2017 2018 2019
NOx 4.685,76 5.437,03 4.374,83 4.654,33
SOx 3.949,68 1.789,18 2.813,06 4.036,17
Compostos orgânicos voláteis (COV) 3,65 87,45 18,05 31,08
Material particulado (MP) 6.356,76 5.708,38 5.243,06 5.178,12

1 A fonte dos fatores de emissão usados é o somatório dos resultados das campanhas de monitoramento de emissões atmosféricas das fontes de emissões da Klabin, realizado a partir de monitoramentos isocinéticos. Estas informações foram obtidas em relatórios de amostragem realizados por laboratórios terceirizados e acreditados para execução desse serviço. Para estes gases, é realizada medição direta das emissões nas chaminés, obtendo as concentrações e vazões dos gases. Desta forma, é calculada a taxa de emissão, que é extrapolada para o ano todo, obtendo o valor absoluto. As amostragens foram realizadas de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), utilizando a metodologia de monitoramento isocinético e de acordo com outras referências da CETESB.

Poluentes orgânicos persistentes (POP) e Poluentes atmosféricos perigosos (HAP, na sigla em inglês) não foram determinados como condicionantes legais para o negócio.

Mudanças climáticas

 

GRI 103-1, 103-2, 103-3

ACREDITAMOS QUE PRIORIZAR AS ESTRATÉGIAS DE NEGÓCIOS LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO NOSSOS STAKEHOLDERS É FUNDAMENTAL PARA A CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO DE PERPETUIDADE, RESPONSABILIDADE E CONSENSO.

Os resultados dessa ampla consulta ajudam a apontar prioridades que a empresa deve abordar em sua estratégia de sustentabilidade de curto, médio e longo prazo. No último ciclo de estudos, em 2019, as mudanças climáticas e os consequentes impactos ligados à água, energia e biodiversidade foram eleitos pelas partes interessadas como uma das principais preocupações. 

A área corporativa de Sustentabilidade tem como um de seus objetivos o gerenciamento diário do tema, com a responsabilidade de monitorar as agendas climáticas globais e nacionais e mapear riscos e oportunidades. Além disso, questões relacionadas às emissões atmosféricas integram os índices ambientais das principais unidades da Klabin, sendo monitorados e analisados ​​mensalmente. 

As definições e os principais planos de ação para atender às metas definidas envolvem os níveis operacional e estratégico. Riscos e oportunidades estão na agenda fixa da alta administração. O tema é discutido pelo Comitê Fixo de Sustentabilidade, que reúne o diretor de Tecnologia Industrial e Sustentabilidade, sponsor, e os diretores das áreas Jurídico, Florestal, Gente e Gestão e Industrial de Papéis; além do gerente Executivo de Sustentabilidade e Meio Ambiente. As estratégias e ações alinhadas e definidas no Comitê são norteadas pelas áreas Financeira, Jurídica, Social e Ambiental. Todos os itens levados em consideração nessas reuniões são importantes para a definição da estratégia de crescimento da empresa, considerando o uso de novas tecnologias e novos projetos que estejam alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Gestão do clima

 

A empresa possui uma matriz detalhada de oportunidades e riscos climáticos, incluindo o mapeamento interno dos impactos já ocorridos devido a eventos climáticos e dos principais riscos futuros e oportunidades, além de apontamentos da Conferência do Clima (COP) e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). A Companhia também contribui para a Meta da NDC Brasil (compromisso brasileiro para cumprimento das metas do Acordo do Clima COP 21) de “restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030, para múltiplos usos”. Saiba mais aqui.

Um dos riscos mapeados, por exemplo, é o aumento da temperatura e da frequência de intensas ondas de calor que podem aumentar o crescimento de pragas florestais devido ao aumento do estresse térmico nas plantações. Esse risco levou a empresa a criar o Departamento de Eficiência Florestal e Ecofisiologia, que monitora possíveis cenários climáticos futuros, desenvolvendo modelagem de dados relacionados a parâmetros climáticos e avaliando o impacto das florestas plantadas. O Departamento recomenda as medidas necessárias em caso de efeitos adversos.

Entre os potenciais riscos mapeados estão aumento de temperatura; aumento de índices de chuva, que podem trazer impactos negativos como aceleração do ritmo de crescimento de pragas florestais; necessidade de maior irrigação nas florestas; e alterações na fenologia (ciclo biológico) das espécies de pínus e eucalipto, impactando programas de melhoramento florestal.

A busca constante pela redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é um dos itens da Política de Sustentabilidade, orientando todo planejamento de ações da empresa. Os compromissos da Companhia neste tema, portanto, são provenientes dessa Política e dos KODS:

Investimento contínuo

para aumento do uso de fontes renováveis na matriz energética e, consequentemente, desenvolvimento de produtos com menor pegada de carbono

Geração de energia

a partir de fontes renováveis, como biomassa e licor preto

Evolução

Nos últimos anos, progressivamente, substituímos o óleo combustível nas caldeiras por biomassa, matéria vegetal proveniente de operações florestais. Isso elevou a participação de fontes renováveis na geração de energia, superando a meta de 88% estabelecida:

 

Redução de emissões de GEE

Em 2019, aderimos à campanha global da ONU Business Ambition for 1.5º C – Our Only Future. Com isso, assumimos o compromisso de reduzir as emissões de GEE, contribuindo para conter o aumento da temperatura do planeta em 1,5º C. Em todo o mundo, 200 empresas aderiram ao pacto. No Brasil, somos um dos 11 participantes da iniciativa.

Também enviamos carta de compromisso ao Science Based Target (SBT) para revisar e definir novas metas de redução de emissões.

Os programas de Gestão da Água, Mudanças Climáticas e Supplier Engagement Rating da Klabin foram reconhecidos pelo CDP, elevando a empresa à categoria A, representando a Liderança nesses quesitos. O CDP, organização internacional sem fins lucrativos, analisa e reconhece os esforços de empresas no mundo para gerir os impactos ambientais de suas atividades

Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades associados a mudanças climáticas 

GRI 201-2

Gradualmente, implementamos as recomendações do Task Force on Climate Related Financial Disclosure (TFCD). Temos o levantamento dos riscos e oportunidades do clima, com entendimento da categoria e magnitude do impacto financeiro, considerando medidas de mitigação para os riscos e ações para potencializar as oportunidades.

Os riscos e as oportunidades dependem da alteração das variáveis climáticas em cenários futuros. Desse modo, há incerteza em relação ao tempo de ocorrência de tais eventos, mas pode-se considerar um horizonte entre 2020 e 2050. Confira a seguir um resumo dos principais riscos e oportunidades mapeados.

Riscos e oportunidades motivados por mudanças climáticas1

 

RISCO/OPORTUNIDADE AÇÃO IMPACTO FINANCEIRO
Categoria Evento Impacto Medidas de adaptação e investimento Categoria Magnitude Potencial impacto financeiro
Regulatório Regulação da emissão de carbono via mecanismo de mercado: tributação e/ou sistema de comércio de emissões A Klabin possui duas unidades industriais – Puma e Monte Alegre – com emissão direta acima de 200.000 tCO2e. O que indica que estas unidades podem ser reguladas por esquemas de precificação de carbono Precificação interna de carbono – adoção do shadow price para análise de impacto e de investimentos. Utiliza se o preço interno do carbono baseado no preço médio do carbono na América Latina – cerca de R$ 40. Análises de sensibilidade também são realizadas, bem como cenários de aplicação do instrumento de regulação. Não há necessidade de investimento adicional. Custo operacional e receita A companhia investe em tecnologias de redução de carbono, o que diminui o custo do carbono e a exposição à regulação. Ainda se espera que um mercado regulado de carbono no Brasil transacione offsets, de origem florestal, como mecanismo de flexibilidade, o que traria ganho de receita para a Companhia.
Físico Alterações climáticas, como, por exemplo, aumento de temperatura, escassez/excesso de chuva Impacto na produtividade florestal, especialmente, no crescimento da floresta plantada, além de alteração na incidência de pragas. Criação do Departamento de Eficiência Florestal e Ecofisiologia. Investimento em pesquisa florestal com teste de diferentes materiais de pínus e eucalipto, sendo estes mais resistentes, por exemplo, a déficit hídrico ou pragas. Este investimento está inerente ao investimento geral da área pesquisa e desenvolvimento florestal. Custo operacional e receita Queda da produtividade florestal pode ter impacto na receita, com aumento dos custos operacionais para mitigar o impacto. Porém, o investimento em biotecnologia florestal pode contribuir para ganho de produtividade florestal.
Crônico Escassez hídrica. Mudança no padrão de precipitação. Uma queda no fornecimento desse insumo pode impactar a produtividade industrial. Algumas unidades (Goiana, Jundiaí DI e TP) estão em áreas com cenário climático futuro de escassez hídrica. Gestão integrada/adaptativa dos recursos hídricos, com medidas para redução do consumo da água e aumento de reuso. Estudo de diversificação de fontes de água, incluindo reutilização. Custo operacional A análise de custo reposição da água (que considera possíveis novas medidas para fornecimento do insumo) apresenta um aumento de custo operacional. Porém, com essas medidas se reduz a probabilidade de escassez hídrica que interfere na produtividade.
Tecnológico Desenvolvimento de tecnologias industriais para eficiência energética e redução da emissão do carbono. Eficiência energética, geração de bioenergia, economia/ energy savings são exemplos dos impactos positivos da implantação de tecnologias de baixo carbono na companhia. A empresa possui um investimento robusto em tecnologias de baixo carbono. Exemplo: Capex dos projetos de gaseificação da biomassa -R$ 132 MM; tall oil – R$ 25,4 MM Capital e receita Tecnologias de baixo carbono contribuem para redução de custos operacionais e ganhos de receita, devido, por exemplo, à oportunidade de venda de energia, além da redução de custos operacionais.
Mercado Aumento da demanda do consumidor por produtos/embalagens com baixa pegada de carbono. Por ter produtos de fonte renovável e uma matriz energética predominantemente limpa (89,5%), a Companhia pode ser beneficiada pela crescente sensibilização do consumidor por produtos de baixo carbono. Adoção de metodologias que ajudam mapear e comunicar a pegada de carbono dos produtos da Klabin. Aproximadamente, R$ 500 mil foram investidos em estudos. Competitividade Ainda não é possível identificar qual será o aumento por produtos “baixo carbono” e consequente impacto positivo nas vendas dos produtos da Klabin. Porém, a Companhia acompanha essa tendência de mercado, aumentando seu portfólio de bioprodutos.
Reputacional Aumento da percepção dos stakeholders sobre a importância e valoração das medidas de mitigação e adaptação às mudanças do clima. Reconhecimento dos stakeholders da companhia e também de investidores. A Klabin atende reportes e questionários que reconhecem e comunicam os investimentos e ações da Companhia na agenda do clima, como, por exemplo, CDP. Competitividade Retorno positivo. A Klabin possui reconhecimento do mercado pelo seu investimento e boas práticas na gestão do clima, o que possibilitou parte da emissão de US 1,2 bilhões de green bonds, que serão alocados em projetos diretamente e indiretamente ligados à economia de baixo carbono.

1 O mapeamento considera os riscos e oportunidades descritos acima no panorama 2020 a 2040, configurando, assim, riscos de curto a longo prazo.

Água e efluentes

 

GRI 103-1, 103-2, 103-3

A ÁGUA É UM DOS INSUMOS MAIS IMPORTANTES PARA NOSSOS PROCESSOS, PRINCIPALMENTE NA PRODUÇÃO DE PAPEL E CELULOSE.

O recurso também é utilizado em toda a cadeia de valor: desde a fabricação de insumos químicos até o transporte rodoviário e marítimo dos produtos finais. Seja pela redução da água captada ou pela reutilização dos efluentes, nosso foco é a redução do consumo.

Conforme descrito nos itens 7 e 12 da nossa Política de Sustentabilidade, todas as unidades atuam em conformidade com as leis e regulações ambientais vigentes, nos âmbitos municipal, estadual e federal. Além disso, buscamos a melhoria contínua em todos os processos, prezando pela conservação dos recursos naturais e aumento do reuso de água.

Além das diretrizes e políticas internas, legislações federais e estaduais no âmbito de efluentes e recursos hídricos são constantemente monitoradas:

  • Resolução CONAMA n° 430/2011 – Condições e padrões de lançamento de efluentes;
  • Resolução CONAMA n° 357/2005 – Classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento;

Integramos o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Tibagi, no Paraná, e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Canoas, em Santa Catarina. Também participamos de outros comitês em que nossas unidades fabris estão instaladas. Representantes da empresa participam ativamente de discussões sobre o uso de água, plano de recursos hídricos e estabelecimento de mecanismos para cobrança do uso da água. 

Gestão e avaliação 

GRI 103-1, 103-2, 103-3

Cem por cento dos efluentes são tratados nas Estações de Tratamento de Efluentes (ETE), antes de retornar aos corpos hídricos.  O tratamento é monitorado internamente e por terceira parte, evidenciando o atendimento a todos os requisitos legais exigidos.

Periodicamente, as unidades passam por auditorias internas e externas para avaliação do Sistema de Gestão, incluindo o Sistema de Águas e Efluentes. Em algumas unidades, metas relacionadas às questões hídricas estão atreladas ao Programa de Participação nos Resultados (PPR).

O Projeto Puma II, iniciado em 2019, contará com novas tecnologias para tratamento de água e efluentes, incluindo o tratamento terciário de 100% do efluente gerado.

Pegada hídrica

Em 2019, a Klabin participou da iniciativa El Água nos Une, rede latino-americana que atua na gestão empresarial de recursos hídricos a partir da pegada hídrica. No Brasil, essa rede é implementada pela Fundação Getúlio Vargas (FGVCES). Em parceria com a instituição, desenvolvemos a pegada hídrica de celulose da Unidade Puma. Seguindo a ISO 14046: 2014.

Interações com a água como recurso compartilhado 

GRI 303-1

Além da participação em Comitês de Bacia Hidrográficas no Paraná e Santa Catarina, monitoramos potenciais conflitos com partes interessadas devido ao aumento da pressão sobre os recursos naturais.

Com base em referências internacionais de mehores práticas e nos OCD, nossa meta é manter a captação de água menor que 105.000,00 m3/ano x 1000 até 2022.

Hidrossolidariedade

Em 2019, o trabalho Planejamento Florestal – Microbacias e Hidrossolidariedade foi premiado pelo Diálogo Florestal, iniciativa que reúne empresas de base florestal, organizações ambientalistas e movimentos sociais. O projeto consiste em verificar as melhores práticas de manejo da floresta para extinguir ou minimizar impactos em bacias terciárias. A partir dos estudos, é definido, por exemplo, se é mais adequado plantar eucalipto ou pínus, considerando o abastecimento de água local.

O trabalho também foi apresentado no XXV Congresso Mundial da IUFRO (sigla em inglês para União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal), ocorrido em 2019 em Curitiba. O evento, organizado e coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é um importante fórum de troca de experiências e conhecimento em inovações tecnológicas do setor.

Gestão de impactos relacionados ao descarte de água

 

Os padrões mínimos de descarte de efluentes são baseados nas legislações municipais, estaduais e federais de cada unidade. Além disso, a Klabin compara seus resultados com os indicadores do IFC/IPCC, que são referência no setor de papel e celulose. Para determinação dos limites máximos de lançamento, o órgão ambiental responsável solicita estudo de dispersão hídrica e de autodepuração do corpo hídrico para avaliar e determinar os limites que não gerem alteração na qualidade e no volume do corpo hídrico.

Melhorias em Rio Negro

Em 2019, a Unidade Rio Negro, no Paraná, recebeu investimentos para reestruturação na Estação de Tratamento de Efluentes. A partir das melhorias implementadas, foi possível reduzir, em mais de 100 toneladas, a geração de resíduos perigosos. Com isso, o efluente tratado também pode ser utilizado na produção de cola da Unidade, fechando o ciclo.

O trabalho também foi apresentado no XXV Congresso Mundial da IUFRO (sigla em inglês para União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal), ocorrido em 2019 em Curitiba. O evento, organizado e coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é um importante fórum de troca de experiências e conhecimento em inovações tecnológicas do setor.

Retirada de água

GRI 303-3

Mesmo com acréscimo de 3% na produção, o aumento na captação de água de 2018 para 2019 foi de apenas 0,3%, evidenciando a eficiência hídrica das unidades. Já nas unidades com estresse hídrico, que representa 1% do total de água retirada pela Klabin no período, a captação de água cresceu 23%. Isso se deve à alteração da classificação das Unidades Jundiaí Distrito Industrial e Jundiaí Tijuco Preto, em São Paulo, que passaram a ser consideradas na lista de estresse hídrico.

Gestão da água na cadeia de fornecedores

Ainda em 2019, iniciamos a avaliação de fornecedores por meio da plataforma EcoVadis. Cento e dez empresas foram selecionados na primeira onda para avaliação das questões de responsabilidade socioempresarial, incluindo mapeamento e evidências voltadas à água. Desse total, mais de 72% possuem ações voltadas à gestão da água.

Retirada total de água, em Megalitro (Ml)

Retirada total de água, discriminado pelas seguintes fontes (em Ml – megalitro)1 2016 2017 2018 2019
Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico
Águas superficiais, incluindo áreas úmidas, rios, lagos e oceanos 92.413,75 0,00 111.151,20 830,20 108.177,69 955,86 108.306,42 1.110,84
Águas subterrâneas/lençóis freáticos 91,96 0,00 80,57 21,21 89,99 20,64 49,87 69,00
Água de terceiros 179,55 0,00 186,12 0,00 169,34 0,00 153,06 21,57
Total 92.685,26 0,00 111.417,89 851,42 108.437,02 976,50 108.509,34 1.201,42

1 Toda a água retirada é de fonte de água doce (≤1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais). A Klabin não retira água produzida (água retida nas formações subterrâneas, trazida à superfície).

Retirada total de água (m³, em metros cúbicos )1

 

Retirada total de água, discriminado pelas seguintes fontes (em m³ – metros cúbicos)1 2016 2017 2018 2019
Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico
Águas superficiais, incluindo áreas úmidas, rios, lagos e oceanos 92.413.753,00 0,00 111.151.197,10 830.202,90 108.177.687,79 955.860,00 108.306.415,30 1.110.841,00
Águas subterrâneas/lençóis freáticos 91.962,00 0,00 80.574,14 21.212,86 89.988,57 20.640,00 49.870,43 69.004,80
Água de terceiros 179.547,00 0,00 186.117,00 0,00 169.342,76 0,00 153.055,76 21.570,00
Total 92.685.262,00 0,00 111.417.888,24 851.415,76 108.437.019,12 976.500,00 108.509.341,49 1.201.415,80

1 Toda a água retirada é de fonte de água doce (≤1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais). A Klabin não retira água produzida (água retida nas formações subterrâneas, trazida à superfície).

Descarte de efluentes

 

As unidades fabris seguem os limites estabelecidos pelas legislações vigentes em cada estado e país para referência e monitoramento de efluentes. Parâmetros como Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO5) e eficiência de remoção de DBO5 são prioritários. Nas fábricas de celulose e papel, as concentrações de Demanda Química de Oxigênio (DQO) e fósforo nos efluentes também são de grande importância. Os índices são frequentemente comparados com benchmarks mundiais, como é o caso do IPPC e IFC.

Entre 2018 e 2019, houve aumento do descarte de efluentes em apenas 2%. Já nas unidades com estresse hídrico houve acréscimo de 36% no índice devido à inclusão das Unidades Jundiaí Distrito Industrial e Jundiaí Tijuco Preto.

Não há metas definidas neste tema, pois a meta definida para redução no consumo de água impacta diretamente na redução da geração de efluentes.

Bom exemplo

 

A unidade Puma, em Ortigueira, no Paraná, possui um dos maiores montantes de descarte de água no Rio Tibagi. Isso porque seu processo de tratamento é um dos mais sofisticados e robustos da Klabin. Com tratamento terciário, o efluente lançado no corpo receptor apresenta qualidade superior aos limites ambientais exigidos. Devido à ótima qualidade do efluente tratado, a Unidade faz a captação de água a jusante do ponto de lançamento de efluente.

Descarte total de água1, em megalitros (Ml)

 

Descarte total de água, discriminado pelas seguintes destinações (Ml – megalitro)2 2016 2017 2018 2019
Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico
Águas superficiais, incluindo áreas úmidas, rios, lagos e oceanos 74.195,94 0,00 99.251,94 661,86 89.888,04 686,90 91.389,50 900,15
Água de terceiros, e o volume desse total enviado para uso em outras organizações, se aplicável 0,00 0,00 100,70 0,00 102,61 0,00 99,31 31,77
Total 74.195,94 0,00 99.352,64 661,86 89.990,65 686,90 91.488,82 931,92

1Os dados de descarte de efluentes são monitorados em todas as unidades. A empresa compila e analisa em plataforma própria todos os indicadores de desempenho ambiental e de sustentabilidade.

2A Klabin não destina efluentes para águas subterrâneas/lençóis freáticos. Todo descarte é de água doce (≤1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais). As unidades localizadas em área com estresse hídrico são Goiana/PE, Jundiaí TP e Jundiaí DI.

Descarte total de água1 (m³, em metros cúbicos )

 

Descarte total de água, discriminado pelas seguintes destinações (m³ – metros cúbicos)2 2016 2017 2018 2019
Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico
Águas superficiais, incluindo áreas úmidas, rios, lagos e oceanos 74.195.940,18 0,00 99.251.940,00 661.860,00 89.888.040,00 686.900,00 91.389.502,40 914.702,00
Água de terceiros, e o volume desse total enviado para uso em outras organizações, se aplicável 0,00 0,00 100.700,00 0,00 102.609,64 0,00 99.314,17 17.216,00
Total 74.195.940,18 0,00 99.352.640,00 661.860,00 89.990.649,64 686.900,00 91.488.816,57 931.918,00

1Os dados de descarte de efluentes são monitorados em todas as unidades. A empresa compila e analisa em plataforma própria todos os indicadores de desempenho ambiental e de sustentabilidade.

2A Klabin não destina efluentes para águas subterrâneas/lençóis freáticos. Todo descarte é de água doce (≤1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais). As unidades localizadas em área com estresse hídrico são Goiana/PE, Jundiaí TP e Jundiaí DI.

Consumo de água

GRI 303-5

O menor consumo de água registrado em 2019 evidencia que estamos focados em diminuir impactos aos recursos hídricos, devolvendo mais água aos corpos hídricos e aumentando ainda mais o reuso deste recurso nas fábricas.O consumo de água relatado nos indicadores refere-se à captação de água menos o lançamento de efluentes tratados.

Consumo total de água1, em Megalitros (Ml)

 

2016 2017 2018 2019
Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico
18.489,32 0,00 12.065,25 189,56 18.446,37 289,61 17.020,52 269,50

1 Para calcular o consumo de água da Klabin, utilizamos a seguinte equação: Consumo de água = Retirada total de água – Descarte total de água. As unidades localizadas em área com estresse hídrico são Goiana/PE, Jundiaí TP e Jundiaí DI. O total de água consumida por essas três unidades em 2019 foi 269,5 megalitros.

Consumo total de água1, em milhões de metros cúbicos (m³)

2016 2017 2018 2019
Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico
18,49 0,00 12,07 0,19 18,45 0,29 17,02 0,27

1 Para calcular o consumo de água da Klabin, utilizamos a seguinte equação: Consumo de água = Retirada total de água – Descarte total de água). As unidades localizadas em área com estresse hídrico são Goiana/PE, Jundiaí TP e Jundiaí DI. O total de água consumida por essas três unidades em 2019 foi 269,5 megalitros.

Consumo específico de água por negócio e por unidade, em m3 por tonelada (m3/t)

O consumo de água relatado nos indicadores abaixo refere-se à captação de água menos o lançamento de efluentes tratados (uso consultivo).

Consumo específico de água/intensidade hídrica (m3/t), por negócio 2017 2018 2019
Papéis 6,53 3,64 4,22
Celulose 3,49 8,32 6,23
Embalagens 0,26 0,25 0,21
Reciclados 1,55 1,63 1,29
Sacos 0,03 0,00 0,02
Consumo específico de água/intensidade hídrica (m3/t), por unidade
Angatuba 1,34 1,27 2,48
Betim 0,25 0,24 0,22
Correia Pinto 8,33 6,92 2,96
Feira de Santana 0,13 0,20 0,15
Goiana 0,63 0,91 0,72
Itajaí 0,29 0,23 0,22
Jundiaí DI 0,18 0,22 0,21
Jundiaí TP 0,14 0,28 0,34
Lages 1 0,01 0,00 0,00
Manaus 0,68 0,62 0,54
Monte Alegre 8,90 4,25 6,06
Otacílio Costa 0,87 1,18 0,64
Piracicaba KE 0,23 0,15 0,16
Piracicaba KR 2,32 1,63 1,29
Puma 3,49 8,32 6,23
Rio Negro 0,20 0,38 0,01
São Leopoldo 0,25 0,25 0,22

Gestão de resíduos

 

GRI 103-1, 103-2, 103-3

Os itens 6, 7, 10 e 12 de nossa Política de Sustentabilidade contemplam a prevenção de poluição por meio da redução de impactos da geração de resíduos sólidos; a busca pelas mais eficientes tecnologias e soluções; a orientação pelos ODS; e o atendimento à legislação e normas aplicáveis ao produto, meio ambiente, saúde e segurança. A gestão ambiental também é pautada pelas diretrizes estabelecidas pela ISO 14001, na qual grande parte de nossas unidades é certificada.

Além das diretrizes e políticas internas, legislações federais (Lei n° 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos), estaduais e municipais relacionadas a resíduos sólidos são constantemente monitoradas, acompanhadas por ações para evidenciar o atendimento às diretrizes dessas normas. 

Indicadores ambientais são considerados um dos pilares para bonificação dos colaboradores e da alta direção. A reestruturação da área de Sustentabilidade, mencionada no início deste capítulo, também fortalece a gestão do tema. 

Resíduos discriminados por tipo e método de disposição

GRI 306-2

Em relação a 2018, reduzimos cerca de 10% a geração de resíduos perigosos, fazendo com que o percentual de resíduos perigosos caísse de 0,11% em 2018 para 0,04% em 2019. Além disso, a porcentagem de reaproveitamento de resíduos não perigosos está em 96,7%, reforçando o compromisso e foco em atingir a meta de manter o reaproveitamento de resíduos > 95% até 2022.

Importante destacar que houve aumento significativo na quantidade de resíduos florestais (cascas, galhos, cavaco) para reaproveitamento energético devido a alterações na sua forma de contabilização (as cascas anteriormente não eram consideradas como resíduo para aproveitamento energético).

Disposição de resíduos perigosos, em toneladas

Destino 2016 2017 2018 2019
Reutilização 10,32 73,82 41,19
Reciclagem 152,82 185,78 219,22 196,86
Recuperação (incluindo recuperação de energia) 37,42 38,73 22,62 31,93
Incineração (queima de massa) 0,45 9,90 9,21 0,00
Outros (aterro classe I) 378,28 318,89 620,20 576,26
Outros (descontaminação) 56,22 47,42 0,00 0,00
Total 625,19 611,03 945,07 846,24

Disposição de resíduos não perigosos, em toneladas

 

Destino 2016 2017 2018 2019
Reutilização 134.661,72 103.526,98 81.683,49 146.818,67
Reciclagem 74.737,58 215.958,75 220.816,15 229.456,70
Compostagem 95.453,06 133.301,74 139.788,52 148.678,14
Recuperação (incluindo recuperação de energia)1 1.344.362,55 1.414.677,67 1.448.094,02 1.574.435,08
Incineração (queima de massa) 0 167 0 0
Aterro classe II-A 62.246,01 112.770,43 67.405,53 72.620,91
Armazenamento no local 14.457,89 19.433,57 15.998,40 12.367,61
Total 740.112,02 956.181,04 852.619,13 2.184.377,11

1A partir de 2019, passamos a considerar como resíduo todas as cascas geradas e queimadas nas caldeiras como biomassa.

Peso total dos resíduos perigosos tratados, em toneladas

 

Peso total de cada um dos seguintes resíduos (em toneladas)1 2016 2017 2018 2019
Perigosos tratados 625,19 608,04 945,07 846,24

1 Os resíduos são classificados de acordo com a norma NBR 10004.
A Klabin não utiliza químicos controlados por normas internacionais Substances of Very High Concern (SVHC)

Materiais usados por peso ou volume
GRI 301-1 

Redução de

1,07%

no consumo de materiais oriundos de fontes não renováveis

6%

consumo de soda cáustica

12%

consumo de sulfato de sódio

Aumento de

54%

na compra de aparas de papel em relação ao ano anterior, resultado importante para a logística reversa dos resíduos de papel no pós-consumo, conforme estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos

Mantivemos

acima de 98%

Uso de materiais oriundos de fontes renováveis

Peso ou volume total de materiais usados na produção e embalagem, em mil toneladas

Fonte Material 2016 2017 2018 2019
Fonte renovável Madeira para processo 10.697,00 12.400,00 12.076,48 12.284,77
Aparas compradas de mercado (reciclado) 173,00 116,00 217,00 335,06
Polpa comprada (celulose e CTMP) 26,00 32,00 14,00 26,41
Fonte não renovável Ácido sulfúrico 24,15 32,91 36,33 37,19
Soda cáustica 47,48 66,19 64,77 61,12
Sulfato de sódio 15,25 14,05 19,35 16,94
Sulfato de alumínio 36,58 48,54 43,10 47,47
Cal virgem 49,84 36,18 93,61 93,21
Caulim 17,63 20,57 18,76 17,03
Total renovável 10.896,00 12.548,00 12.307,48 12.646,23
Total não-renovável 190,93 218,44 275,92 272,96

Gestão da biodiversidade

 

GRI 103-1, 103-2, 103-3 

CONSERVAR A BIODIVERSIDADE É UM VALOR APLICADO EM TODAS AS NOSSAS OPERAÇÕES.

Esse cuidado ganha ainda mais importância nas atividades florestais. Todos os procedimentos contemplam quesitos que auxiliam na preservação da biodiversidade e minimização de impactos ambientais.

As unidades florestais são auditadas anualmente por normas de Manejo Florestal Sustentável. Somos certificados pelo FSC ® nas três unidades: Paraná, Santa Catarina e São Paulo e, adicionalmente, pelo CERFLOR na unidade do Paraná. Também são realizadas auditorias dos clientes e de instituições financiadoras. Os compromissos da Companhia com o tema são amplamente divulgados e avaliados por equipe própria em vistorias internas e acompanhamento de planos de ação, quando pertinente.

Diversas ações contemplam a minimização dos riscos à biodiversidade. Uma delas é a análise dos processos operacionais e a instituição de regras para evitar danos ou mitigá-los (veja mais sobre esta atividade em Hidrossolidariedade). Visando à manutenção de sistema sustentável de manejo florestal, são realizados monitoramentos de fauna e flora por empresa especializada externa.

Centro de Interpretação da Natureza

 

GRI 103-1, 103-2, 103-3

Com a inauguração do Centro de Interpretação da Natureza, em março de 2019, o apoio a pesquisas voltadas à biodiversidade se fortaleceu. O espaço, localizado em ponto estratégico da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Complexo Serra da Farofa, em Santa Catarina, tem capacidade para alojar até 40 pesquisadores. Com mais de 420 espécies de flora e 190 de fauna identificadas ao longo de cinco mil hectares de Mata Atlântica e Campos de Altitude, a Unidade de Conservação é um importante local para o desenvolvimento de estudos.

Somos signatários do CDP, Empresas pelo Clima, GHG Protocol, Diálogo Florestal e de diferentes acordos internacionais mantidos anualmente a partir das certificações de manejo florestal. Para o programa CDP Florestas, temos como meta sermos reconhecidos como empresa líder (A+). Em 2019, a Klabin recebeu a pontuação A-.

Adoção do conceito de mosaico: florestas plantadas e florestas nativas entremeadas formando corredores ecológicos, que contribuem para a conservação da biodiversidade e proteção do recurso hídrico.

Períodos diferentes e escalonados de plantio e colheita.

Unidades operacionais próprias, arrendadas ou administradas dentro ou nas adjacências de áreas protegidas e áreas de alto índice de biodiversidade situadas fora de áreas protegidas

GRI 304-1

Complexo da Farofa

Reserva Particular do Patrimônio Natural Estadual (RPPNe) localizada em Santa Catarina, em área de operação extrativa de 49,87 km2 .  Com florestas de araucárias e campos de altitude, abriga as nascentes dos rios Caveiras e Canoas. É destinada a pesquisas científicas, ao manejo de recursos naturais e à manutenção do equilíbrio climático e ecológico.

RPPN de Monte Alegre

Localizada na Fazenda Monte Alegre, em Telêmaco Borba, no Paraná, em uma área de 45,23 Km2, também é espaço para pesquisa científica, proteção da biodiversidade local e dos recursos hídricos.

Parque Ecológico

 

Com 9.852 hectares, o Parque Ecológico da Klabin, localizado na Fazenda Monte Alegre (PR), impulsiona atividades de conservação da biodiversidade, reabilitação e bem-estar dos animais. Criado na década de 1980, o espaço é fechado a atividades de lazer e recreação, sendo usado para desenvolvimento de pesquisas científicas e apoio a projetos de educação ambiental.

91,6% do Parque é formado por florestas nativas.

Unidades com alto índice de biodiversidade

Classificação Complexo Serra da Farofa (RPPNe) RPPN Monte Alegre AAVCs
Localização geográfica SC PR Nas 3 unidades Florestais
Áreas superficiais e subterrâneas próprias, arrendadas ou administradas pela organização Superficial própria Superficial própria Superficial própria
Posição em relação à área protegida (dentro da área, nas suas adjacências ou abrangendo partes da área protegida) ou à área de alto valor de biodiversidade situada fora de áreas protegidas Dentro da área Dentro da área Dentro da área
Tipo de operação (escritório, fabricação/produção ou operação extrativa) Operação extrativa Operação extrativa Operação extrativa
Tamanho da unidade operacional em km² 49,87 km² 45,23 km² Variável1
Valor para a biodiversidade caracterizado pelo atributo da área protegida ou de alto valor de biodiversidade situada fora da área protegida (ecossistema terrestre, de água doce ou marinho) Ecossistema Terrestre Ecossistema Terrestre Ecossistema Terrestre
Valor para a biodiversidade caracterizado de acordo com uma listagem de status de proteção (como do Sistema IUCN de Categorias de Gestão de Áreas Protegida da Convenção de Ramsar, da legislação nacional) IUCN/ Legislação nacional IUCN/ Legislação Nacional Proforest

1 Mais informações estão nos resumos públicos dos planos de manejo.

Impactos significativos de atividades, produtos e serviços sobre a biodiversidade

GRI 304-2

Identificamos uma série de impactos diretos e indiretos sobre a biodiversidade que são gerenciados, especialmente, pela Área Florestal da empresa. A seguir, é feito o detalhamento dos impactos:

Aspecto Descrição dos impactos
Construção ou uso de fábricas, minas e infraestrutura de transportes As unidades florestais constroem e fazem manutenção de estradas rurais. Em todos os casos há procedimentos para mitigar os impactos vindos dessa operação. Em casos pontuais, foram associados a ferramentas de acompanhamento da área ambiental.
Poluição (introdução de substâncias que não ocorrem naturalmente no habitat, oriundas de fontes pontuais e não pontuais) Temos levantamento de aspectos e impactos ambientais associados às operações florestais. Nesses documentos são previstas ações de mitigação.
Introdução de espécies invasoras, organismos nocivos e agentes patogênicos Utilizamos espécies exóticas para plantios comerciais. Nos casos de plantios para recomposição de área, são utilizadas espécies nativas. Há uma equipe dedicada à eliminação de espécies exóticas invasoras das áreas de preservação permanente.
Redução de espécies São realizados levantamentos periódicos com consultoria especializada visando à identificação de quaisquer alterações nos ambientes (fauna e flora) em função do manejo florestal adotado. Não foram constatadas alterações negativas para os parâmetros avaliados.
Conversão de habitats Não se aplica, exceto para áreas de conversão de florestas plantadas para áreas de recuperação ambiental. Essa atividade pode ocorrer para restaurar funções ecológicas, maximizar os impactos positivos de corredores ecológicos e incrementar procedimentos de manutenção de recursos hídricos.
Mudanças em processos ecológicos fora da faixa natural de variação, como salinidade ou mudanças no nível do lençol freático O conceito de “hidrossolidariedade” está sendo aperfeiçoado e implementado. Esse processo considera o consumo de água das florestas ao longo do seu ciclo produtivo de modo a não afetar negativamente bacias hidrográficas vizinhas. Ou seja, a disponibilidade de água, principalmente, em pequenas propriedades rurais vizinhas.

A seguir, são listados os impactos diretos e indiretos significativos, tanto positivos quanto negativos, em relação aos seguintes aspectos:

Aspecto Descrição dos impactos
Espécies afetadas No cenário de manejo florestal, o impacto negativo em relação às espécies de flora nativa pode acontecer por conta da competição por luz e nutrientes quando há invasão de espécies exóticas em Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reservas Legais (RL). Podemos citar como um impacto positivo a conectividade dos fragmentos florestais, permitindo o deslocamento da fauna.
Extensão de áreas impactadas A área florestal da Klabin totaliza 557.034 hectares. Por mais que esteja suscetível a impactos advindos da operação, tem sua gestão norteada pelo conceito de mosaico florestal, com plantio de pínus e eucaliptos entremeados a áreas de florestas nativas, preservando a fauna, flora e o recurso hídrico.
Duração dos impactos Contínua.
Reversibilidade ou irreversibilidade dos impactos Quando uma não conformidade é identificada em campo, a operação é acionada para que providencie as tratativas iniciais, análise da ocorrência e necessidade de revisão ou elaboração de procedimento operacional.

Habitats protegidos ou restaurados
GRI 304-3

Possuímos 29,26 km² em áreas protegidas ou restauradas. São consideradas as áreas de conservação em que foram realizadas intervenções, como controle de exóticas e plantio de espécies nativas. Confira o detalhamento a seguir:

Áreas protegidas ou restauradas

 

Aspecto Paraná Santa Catarina São Paulo
Tamanho das áreas de habitat protegido ou restaurado (km²) 14,49 km² 13,12 km² 1,65 km²
Localização das áreas de habitat protegido ou restaurado Áreas de Preservação Permanente de fazendas sob gestão da empresa Áreas de Preservação Permanente de fazendas sob gestão da empresa Áreas de Preservação Permanente de fazendas sob gestão da empresa
Medidas de restauração foram aprovadas por especialistas externos independentes? Sim. Empresa terceira Casa da Floresta. Sim. Universidade do Estado de Santa Catarina  (UDESC). Sim. Empresa terceira Casa da Floresta.
Parcerias com terceiros para proteger ou restaurar áreas de habitat diferentes daquelas nas quais a organização supervisionou e implementou medidas de restauração ou proteção Programa Matas Legais Programa Matas Legais Programa Matas Legais
Condição de cada área ao final do período coberto por este relatório em diferentes estágios de recuperação em recuperação Inicial em diferentes estágios de recuperação
Normas, metodologias e premissas adotadas abandono e acompanhamento, assim como em casos pontuais plantio de espécies nativas abandono e acompanhamento abandono e acompanhamento, assim como em casos pontuais plantio de espécies nativas

Espécies incluídas na lista vermelha da IUCN e em listas nacionais de conservação com habitats situados em áreas afetadas por operações da organização

GRI 304-4

Em 2019, foram identificadas 918 espécies de fauna e flora com status de conservação reconhecidos pela IUCN situadas em áreas afetadas por operações da Klabin. A variação ocorre pela atualização da listagem da IUCN, além de variações técnicas (alteração da nomenclatura) e ajustes relativos à metodologia de atualização.

Nível de risco de extinção 2016 2017 2018 2019
Fauna Flora Fauna Flora Fauna Flora Fauna Flora
Criticamente ameaçadas de extinção (CR) 1 1 2 3 1 1 1 1
Ameaçadas de extinção (EN) 4 7 3 11 2 8 4 8
Vulneráveis (VU) 21 17 49 21 21 16 20 16
Quase ameaçadas (NT) 54 8 84 2 52 11 50 11
Pouco preocupantes (LC) 643 55 1.211 73 652 72 642 165
Total 723 88 1.349 110 728 108 717 201

 

No acumulado até 2019, foram 844 espécies da fauna (puma, veado-bororó e bugio, entre elas) e 1.889 da flora identificadas nas áreas da Klabin. Dentre estas, 25 da fauna e 25 da flora estão ameaçadas de extinção (CR, EN e VU), segundo a Lista da IUCN.

Conformidade ambiental

GRI 307-1

Em 2019, a Klabin recebeu um Auto de Infração N° 46001324(CETESB) no valor de R$ 12.071,15, referente à emissão de efluentes hídricos da planta de Angatuba acima dos limites legais, com relação ao parâmetro sulfeto, e uma sanção não monetária.

Multas significativas e sanções não monetárias

 

Multas significativas e sanções não monetárias devido ao não cumprimento a leis e regulamentos ambientais 2016 2017 2018 2019
Valor monetário de multas significativas R$0,00 R$0,00 R$ 18.589,57 R$ 12.071,15
Número total de sanções não monetárias 0 0 1 1
Número total de casos resolvidos por meio de mecanismos de arbitragem 0 0 0 0