Klabin - Relatório de Sustentabilidade 2016
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RELATÓRIO DE
SUSTENTABILIDADE

2016

  -  

PRODUÇÃO E CONSUMO
SUSTENTÁVEIS


MEIO AMBIENTE


Aspectos ambientais relacionados a alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como água, energia, mudanças climáticas e biodiversidade estão na pauta da gestão da Klabin. O Comitê de Meio Ambiente da empresa, formado por diretores e representantes das operações industriais, define as metas de energia, água, emissões, resíduos e outros indicadores relacionados às operações, que são desdobradas em metas específicas para cada negócio. (G4-DMA)

O compromisso da Klabin com a conservação dos recursos naturais e a redução constante do uso de recursos não-renováveis é guiado por um sistema de gestão ambiental certificado pela ISO 14001 e amparado pela Política de Sustentabilidade, revisada em 2016. A companhia atua em conformidade com leis e regulamentos ambientais e, no período a que se refere este relatório, não sofreu qualquer multa ou sanção monetária relacionadas a esse aspecto. (G4-EN29)

A Unidade Puma, inaugurada em 2016, conta com tecnologia ambiental de ponta para consumo de água, tratamento de efluentes, emissões atmosféricas e redução de uso de insumos, atingindo padrões de controle ambiental mais rigorosos do que os previstos na legislação. (G4-DMA)

Em 2016, a Klabin iniciou a transição do controle de todos os indicadores ambientais para um sistema dedicado (plataforma Resource Advisor), que irá facilitar a gestão e a rastreabilidade das informações. 

OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


Água limpa e saneamento Energias renováveis Consumo responsável Combate às mudanças climáticas Vida sobre a terra

SAIBA MAIS

TEMAS MATERIAIS RELACIONADOS


Meio ambiente
 

Desempenho dos principais indicadores ambientais em 2016:

Objetivo

Meta 2016

resultado 2016

Meta 2017

Meta médio prazo (de 3 a 5 anos) 2018 a 2022

análise 2016 

Reduzir emissões de gases de efeito estufa

210

(Klabin S.A.)

181,53 kg CO2 eq/t papel (não incluso unidade Puma)
207,44 kg CO2eq/t produto (Incluso unidade Puma)

Reduzir em 1% as emissões, atingindo 205 kg CO2/t produto (Klabin S.A.)

185 kg CO2 eq/t papel

(Klabin S.A.)
(ano base 2017)

Meta Alcançada

Reduzir emissões diretas de gases de efeito estufa

0,20% em relação a 2015

Reduzido 4,06% (Não incluso unidade Puma)

Aumento de 33% (Incluso unidade Puma) em relação a 2015

Ter um aumento máximo de 7% nas emissões diretas da KlabinS.A (emissões direta máxima de 704.000 tCO2 eq)

Reduzir em até 1% (ano base 2017)

Meta não alcançada

Reduzir energia comprada

Reduzir 1% em relação a 2015

1.102.240,49 MW-h/ano   (Redução 2%, não incluso unidade Puma)


1.232.726 MW-h/ano (Aumento de 9,7% incluindo a unidade PUMA)

Não ultrapassar a compra de energia: 1.100.000,00 MW-h/ ano

Reduzir em até 5% (ano base 2017)

Meta não alcançada

Reduzir consumo de água

Reduzir 0,5% em relação a 2015

65841,424 m³/ano x 1000 (Aumento de consumo em 6% em relação a 2015 - sem unidade Puma)

92685,263 m³/ano x 1000 (Aumento de 50% em relação a 2015 - incluso unidade Puma inicio de operação em março de 2016)

Consumo de água menor que 105.000,00 m³/ano x 1000
(Valor está maior que 2016 devido o inicio de operação da unidade Puma ter sido à partir de março de 2016)

Reduzir em até 5% (ano base 2017)

Não atingimos esta meta, tivemos aumento de 6% em relação ao ano de 2015

Aumentar a participação de fontes renováveis na matriz energética

84%

88% (Sem a Unidade Puma)
86,3% (Incluso unidade Puma)

87%

88%

Meta alcançada

Ampliar a autossuficiência em geração de energia

45% da meta foi reduzida devido a perda de geração da PCH Slato Mauá (termino do periodo de ressarcimento

48% (Não incluso unidade Puma)


60% (Incluso unidade Puma)

65%

100% das necessidades

Meta alcançada

Reaproveitamento de resíduos sólidos

Manter reaproveitamento (reutilização e reciclagem) de resíduos > 90%

92% (Incluso unidade Puma)

Manter reaproveitamento (reutilização e reciclagem) de resíduos > 93%

Manter reaproveitamento (reutilização e reciclagem) de resíduos > 95%

Meta alcançada

Redução de resíduos sólidos PERIGOSOS

Manter a geração de resíduos perigosos < 1% da geração total de resíduos

0,30% (Incluso unidade Puma)

Manter a geração de resíduos perigosos < 0,50% da geração total de resíduos

Manter a geração de resíduos perigosos < 0,50% da geração total de resíduos

Meta alcançada



Matriz energética cada vez mais renovável




A energia consumida na Unidade Puma é inteiramente proveniente de duas caldeiras: a caldeira de recuperação, que utiliza o licor negro (resíduo do cozimento da madeira), e a caldeira de biomassa, que produz vapor a partir da biomassa gerada e processada na fábrica.

A troca do combustível fóssil por biomassa como fonte energética é foco da gestão ambiental da Klabin há alguns anos. Atualmente, 86% da matriz energética é composta por fontes renováveis. A Unidade Puma, que entrou em operação em março de 2016, já foi planejada para tornar a Klabin uma organização autossuficiente na geração de energia elétrica, com capacidade para produzir 270 Megawatts. Destes, 120 MWh são destinados à operação industrial da unidade e os 150 MWh restantes estão disponíveis para comercialização no Sistema Elétrico Brasileiro. (G4-DMA Energia)

Em 2016, a Klabin consumiu 57.763.359,37 GJ de energia em suas operações, aproveitando toda a sua capacidade de geração de energia de fontes renováveis. Do total, entre energia elétrica comprada, própria da hidrelétrica e de termoelétrica, 3.068.920,29 MWh foram utilizados para consumo e 434.298,56 MWh foram vendidos. Em 2016 não houve redução no consumo absoluto de energia na Klabin. (G4-EN3, G4-EN6)

 
 

Veja nas tabelas e gráficos os indicadores relacionados à energia (G4-EN3, G4-EN5).

 
 

Consumo de combustíveis oriundos de fontes não renováveis, por tipo de combustível em GJ

2016

2015

2014

Gás natural

1.500.832

1.435.481

1.182.161

Óleo combustível

5.347.095

4.077.194

3.445.957

GLP

360.188

316.632

297.019

Diesel estacionário

62.385

4.255

1.654

Total

7.270.499

5.833.562

4.926.791

 

Consumo de combustíveis oriundos de fontes renováveis, por tipo de combustível em GJ

2016

2015

2014

Biomassa

19.829.173

12.088.429

12.681.858

Licor negro

25.922.799

15.489.422

14.821.088

EE hidráulica

298.882

758.275

757.368

Total

46.050.855

28.336.126

28.260.314

 

Consumo de eletricidade, em MWh

2016

2015

2014

3.068.920,29

3.623.999,70

3.247.135,49

 

A taxa de intensidade energética da Klabin em 2016, calculada da relação de GJ por tonelada bruta produzida, foi de 16,07. A tabela a seguir mostra a taxa por unidade de negócio.

 

 

Taxa de intensidade energética (energia comprada + energia própria) (GJ/ ton produzida) por unidade de negócio

2016

2015

2014

Papéis

21,70

19,93

22,95

Celulose

21,18

*

*

Embalagens

1,15

2,56

1,27

Reciclados

6,61

3,62

2,20

Sacos

0,42

0,41

0,45

Klabin

16,07

13,94

15,39

 

*Não se aplica porque a Unidade Puma começou a operar em 2016.

*Os tipos de energia incluídos no cálculo são: combustível e vapor para geração de energia térmica; energia hidráulica gerada nas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e energia elétrica, adquirida das concessionárias.

*Esse número contempla o consumo dentro e fora da companhia



Compromisso com a redução das emissões atmosféricas




Evitar e prevenir a poluição por meio da redução dos impactos ambientais relacionados a aspectos como emissões atmosféricas é um dos itens da Política de Sustentabilidade da Klabin. Com o aumento do uso de combustível de fonte renovável em sua matriz energética, a companhia contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE). A empresa apresenta seus resultados sobre esse aspecto através do Inventário de Emissões elaborado conforme a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, padrão reconhecido mundialmente, tendo 2010 como ano-base dos cálculos. (G4-DMA)

Em 2016, a empresa registrou aumento de 215,89 mil toneladas equivalentes de CO2 (tCO2eq) nas emissões do Escopo 1, por conta do início das operações da Unidade Puma. A ampliação do atendimento ao mercado interno, que trouxe maior uso de transporte rodoviário em relação a 2015, também gerou aumento de outras emissões (escopo 3). O total de emissões biogênicas de CO2 em 2016 foi de 4.592,66 mil tCO2eq.

Apesar do aumento de emissões diretas e indiretas de CO2, a taxa de intensidade de emissões de GEE da Klabin (escopos 1, 2 e 3) foi de 241,66 kgCO2/ton produzida em 2016, menor que a de 2015, de 248,22 kgCO2/ton produzida. Isso comprova que os esforços da empresa nessa área vêm dando resultados positivos.(G4-EN15, G4-EN16, G4-EN17, G4-EN18, G4-EN19)

Com a entrada da Unidade Puma em operação a plena capacidade, estima-se um aumento da ordem de 33% de emissões absolutas de GEE em 2017. Em termos específicos, no entanto, as emissões por tonelada produzida de celulose devem apresentar queda, em função de a nova planta ser autossuficiente em geração de energia elétrica e pelo aumento de fontes renováveis na matriz energética da companhia.

Veja abaixo as emissões de GEE e outros gases em detalhes.

 

Emissões diretas de GEE, em mil tonCO2eq

2016

2015

2014

Escopo 1 (fóssil)

 645,83

429,94

426,99

Biomassa

 4.592,66

3.337,11

2.762,77

Emissões indiretas de GEE, em mil tonCO2eq

2016

2015

2014

Escopo 2

99,90

140,32

146,89

Emissões de GEE, em mil tonCO2eq

2016

2015

2014

Escopo (1+2)

745,72

570,26

573,87

 

Outras emissões brutas de GEE, em mil tonCO2eq

2016

2015

2014

Emissões provenientes de transporte do produto

Mercado nacional e Mercosul

63,00

63,38

84,20

Emissões provenientes de transporte hidroviário (cabotagem) de papel entre unidades

Transporte rodoviário

15,91

12,22

31,00

Transporte marítimo

1,50

1,08

2,80

Emissões evitadas via transporte marítimo

     

Total de outras emissões

80,41

76,68

118,00

 

Taxa de intensidade de emissões de GEE, em kgCO2/ton produzida

2016

2015

2014

Klabin Escopo 1

179,65

157,32

170,03

Klabin Escopo 2

27,79

51,79

58,49

Klabin Escopo 3

34,21

39,11

54,80

Klabin Escopo (1+2)

207,44

209,11

228,52

Klabin total (Escopo 1+2+3)

241,66

248,22

283,32

 
 
 

A Klabin teve aumento das emissões atmosféricas em 2016, com destaque para as reduções nas emissões de Material Particulado e NOx. Neste ano foi registrado aumento nas emissões de SOx que subiram de 0,93 kg/t papel para 2,13. (G4-EN21)

 

Volume de emissões atmosféricas significativas, discriminadas por tipo

2016

2015

2014

SOx (kg/t papel)

2,13

0,93

0,25

NOx (kg/t papel)

1,57

6,43

2,79

Material particulado (kg/t papel)

3,46

4,57

3,8

Produção de papel dos anos (kg/t papel)

1.727.007,00

1.734.393

1.664.567,00

SOx (kg/Adt)

0,32

*

*

NOx (kg/Adt)

2,33

*

*

Material particulado (kg/Adt)

0,45

*

*

Produção de celulose (Adt)

847.366,00

*

*

* Não se aplica porque a Unidade Puma começou a operar em 2016.

 

Uso racional da água




Em 2016, 33.228.205 m3 de água foi reciclada ou reutilizada, representando 36% do total de água retirada da natureza

Pela importância desse recurso natural, o uso racional e sem desperdício da água é um desafio para as operações industriais. O tema tem extrema relevância para a Klabin e reafirma o compromisso da empresa com um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, de “assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos” (ODS 6).

Sistemas de medição de vazão nas fábricas, discriminados por processo produtivo, em alguns casos, ajudam a monitorar o uso desse recurso. A Klabin participa dos Comitês Regionais de Bacia Hidrográfica, programas internacionais de relato do desempenho no consumo e gestão de água (como CDP Water e WWF Forests – veja em Reconhecimentos) e diversos fóruns de discussão sobre água de âmbitos regionais e nacionais (como Comitê de Água IBÁ). E, deste modo, endereça ações específicas relacionados ao tema para cada perfil de stakeholder conforme preconiza a Política de Engajamento de Stakeholders – Klabin. (G4-DMA)

Em 2016 a Klabin consumiu 92.685.263 m3 de água sendo mais de 99% provenientes de fontes de água superficiais. Por respeitar as outorgas estabelecidas, a Klabin não afeta significativamente nenhuma fonte hídrica da qual retira água. Em relação a 2015, houve aumento de 49,5% no consumo, devido ao início das operações da Unidade Puma e de um maior consumo nas unidades de Papéis, tendo em vista o aumento de produção nessas unidades. (G4-EN8, G4-EN9, G4-EN10)

Veja abaixo os indicadores relacionados à gestão da água na Klabin.

Volume total de água retirada discriminado por fontes, em m3

2016

2015

2014

Água de superfície (m³)

92.412.793

61.681.494

62.385.795

Água subterrânea (m³)

91.962

108.951

106.743

Água de chuva coletada e armazenada pela empresa (m³)1

960

960

960

Água de concessionárias municipais (m³)

179.547

188.969

226.500

Total

92.685.263

61.980.374

62.719.998

1O volume de captação de água de chuva é uma estimativa da água reservada na cisterna localizada na Unidade Lages (SC).

Percentual e volume total de água reciclada ou reutilizada

2016

2015

2014

Unidade

Volume total de água reciclada e reutilizada

33.228.205

24.525.030

25.790.820

m3

Volume total de água retirada

92.685.263

61.980.374

62.719.998

m3

Volume total de água reciclada e reutilizada em relação ao total de água retirada

36

40

41

%

 

Gestão de efluentes



Todas as unidades da Klabin atendem aos limites legais para descarte de efluentes. Após passar pelas Estações de Tratamento (ETE) da Klabin, os efluentes são descartados na rede de coleta do esgoto municipal ou em rios. Em 2016, a companhia descartou 74.195.940,18 m3 de efluentes, valor superior ao de 2015, que reflete o início das operações da Unidade Puma. (G4-DMA)

Na nova fábrica, destaca-se o sistema terciário de tratamento de efluentes em operação e o processo de tratamento de efluentes, diferente das fábricas convencionais. Uma terceira etapa de tratamento (polimento final do efluente) garante padrões de despejo facilmente absorvíveis pelo corpo hídrico. Como a Unidade Puma consome menos água por tonelada de celulose (25m3, 5 metros cúbicos a menos do que a média das fábricas convencionais), a geração do volume de efluentes é menor, garantindo melhor qualidade no retorno.

Veja no Sumário GRI os os indicadores relacionados à gestão de efluentes na Klabin. (G4-EN22)

 

Foco no reaproveitamento de resíduos




A Central de Processamento de Resíduos Sólidos na Unidade Puma tem capacidade de processar de 44 mil toneladas por mês.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12305/10) prevê a prevenção e a redução na geração de materiais que não compõem o processo produtivo nas indústrias e precisam ser descartados. Por meio desta Política, os materiais que têm valor econômico devem ser reutilizados e/ou reciclados, e os rejeitos devem ser destinados de forma ambientalmente adequada para locais como, por exemplo, aterros sanitários.

A gestão de resíduos na Klabin ganhou reforço em 2016, com a entrada em operação da Central de Processamento de Resíduos Sólidos na Unidade Puma, em Ortigueira (PR), que atende também à Unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba. Resultado de um investimento de R$ 45 milhões, a Central ocupa uma área de 42 hectares e deverá reciclar 94% dos resíduos da operação da Unidade Puma, reduzindo custos operacionais de tratamento de resíduos, número de aterros e impactos ambientais.

Sem a Central, 70% dos resíduos da unidade seriam destinados a um aterro industrial. Os resíduos sólidos processados são reutilizados como fertilizantes e corretivos de solo. Além disso, o lodo primário recuperado e rejeitos de fibras podem ser reincorporados ao processo de produção de papel. (G4-DMA)

Outra iniciativa para a gestão de resíduos é a conscientização dos colaboradores, com treinamentos e palestras. A Klabin também faz parcerias com outras empresas em busca de novas soluções para a reutilização de materiais, como madeira, que pode servir de combustível; o plástico, encaminhado para cooperativas de reciclagem; e o lodo formado nas Estações de Tratamento de Efluentes que pode ser transformado em adubo orgânico. (G4-DMA)

Em 2016, a Klabin aumentou em 21% a geração de resíduos perigosos, como reflexo do início das operações da Unidade Puma. Esses resíduos podem seguir três destinações: reciclagem, utilização como combustível (maior parte) ou incineração. Em todos os processos, a empresa cumpre as normas e legislações vigentes. Ainda assim, a geração de resíduos perigosos corresponde a menos de 1% do total de resíduos gerados. (G4-EN23)

Veja abaixo os indicadores relacionados à gestão de resíduos na Klabin. (G4-EN23)

 

Peso total de resíduos por método de disposição, em toneladas

Resíduos perigosos

2016

2015

2014

Resíduo 1 (resíduos diversos)

157,52

174,40

150,19

a) Reciclagem

     

Pilhas e Baterias

0,85

14,32

0,34

b) Incineração (ou uso como combustível)

     

Resíduo 1 - Resíduos diversos contaminados

37,82

72,37

57,84

Resíduos de saúde

0,05

0,15

0,05

c) Outro: aterro classe 1

     

Resíduo 1 - Resíduos diversos contaminados (EPIs, limpeza de caixa de gordura, embalagens, químicos (tintas, solventes e resinas), materiais contaminados (estopas, panos, filtros, solo e resíduos de limpeza)

378,28

202,44

275,34

       

Resíduos de saúde

0,03

0,13

0,97

d) Outro: descontaminação

     

Resíduos de saúde – autoclavagem

0,01

0,00

0,00

Resíduos de saúde

0,64

0,52

0,63

Toalha industrial

75,93

51,48

34,30

Lâmpadas queimadas

4,21

4,27

13,35

e) Reciclagem e descontaminação

     

Resíduo 1 (solventes, embalagens / óleo lubrificante)

157,5

174,4

150,19

Total resíduos perigosos

655,33

520,1

533,01

*a partir de 2016 os resíduos de logística e da florestal passaram a ser contabilizados, por isso houve aumento considerável em alguns itens como: pneus inservíveis;

** o aumento na quantidade de sucatas em 2016 foi pela destinação para reciclagem de equipamentos inutilizados.

*** os dados incluem valores da unidade de Manaus a partir de Agosto de 2016, mas não inclui dados da unidade Rio Negro pois a operação Klabin iniciou em 2017.

Resíduos não perigosos

2016

2015

2014

a) Aterro Classe II-A

     

Resíduos orgânicos

415,59

503,32

658,85

Lodo de ETE

2.689,45

3740,72

2044,67

b) Compostagem

     

Resíduos orgânicos

3.590,02

2,107,17

3,618,59

Lodo de ETE

57.106,50

23,572,39

24.903,95

c) Descontaminação

     

Bombonas

5,87

12,13

10,05

d) Reciclagem

     

Lodo de ETE (Aproveitamento Agrícola)

15.331,89

41.365,70

34.429,70

Big Bags

222,77

138,69

138,22

Bombonas

37,98

57,05

53,038

Contêineres

9,06

6,34

7,062

Lodo primário da ETE

82.792,14

54.340,55

82.265,47

Madeira

880,35

1.063,07

1.579,29

Óleo de cozinha

2,32

3,19

2,64

Plásticos recicláveis

586,39

412,84

408,54

Pneus inservíveis/borracha

800,03

148,33

76,91

Refugos/refile de papel e papelão

45.878,52

53.948,89

40.095,69

Resíduos de construção civil

136,82

277,45

649,15

Resíduos informática

5,44

4,56

1,4

Sucatas aço inox

52,79

2,74

2,58

Sucatas alumínio

12,28

0

2,3

Sucatas arame

11,48

10,88

20,86

Sucatas cobre

97,42

9,26

75,29

Sucatas ferro

1.732,52

809,2

2.411,89

Tambor metálico

33,59

26,70

39,49

Telas e feltros

27,10

7,02

13,01

Total resíduos não perigosos

212.458,31

178.312,05

190.795,06

Total resíduos perigosos e não perigosos

213.113,64

178.832,13

191.328,07

 

Materiais


Mais de 98% dos materiais utilizados pela Klabin em sua produção são de origem renovável, como madeira, aparas e polpas. Os materiais não renováveis representam menos de 2% do total utilizado, somando pouco mais de 190 mil toneladas. Os aumentos de materiais de 2015 para 2016 se deram em função do início da operação da Unidade Puma. (G4-EN1)

 

Peso total de materiais usados na produção e embalagem dos principais produtos e serviços da organização

2016

2015

2014

Materiais renováveis (indiretos – usados diretamente na produção)

Madeira para processo (mil t)

10.697

6.608

6.490

Aparas compradas de mercado (reciclado) (mil t)

173

136

128

Polpa comprada (celulose e CTMP) (mil t)

26

24

21

Total

10.895

6.768

6.639

Materiais não renováveis 

Ácido sulfúrico (mil t)

24,15

7,25

7,58

Soda cáustica (mil t)

47,48

22,12

25,81

Sulfato de sódio (mil t)

15,25

17,08

14,79

Sulfato de alumínio (mil t)

36,58

28,05

18,16

Cal virgem (mil t)

49,84

26,77

13,28

Caulium (mil t)

17,63

20,84

19,87

Total

190,92

122,10

99,48

 

Investimentos ambientais



Em 2016 a Klabin destinou cerca de R$147 milhões a investimentos ambientais, abrangendo gerenciamento de resíduos, tratamento de emissões atmosféricas, custos de prevenção e despesas de gestão ambiental. O valor é menor que no ano anterior, quando foram feitos investimentos na implantação da Unidade Puma. O destaque de 2016 foi o projeto de coleta de Gases Não Condensáveis Diluídos (GNCD), na planta industrial de Monte Alegre. (G4-EN31)

 

Investimentos e gastos totais da organização com medidas de proteção ambiental

2016

2015

2014

Gerenciamento de resíduos (compra de lixeiras, caçambas de resíduos, melhorias nas centrais de reciclagem)

42.169.278,68

32.681,63

352.068,54

Tratamento de emissões atmosféricas (manutenção de precipitadores eletrostáticos, lavadores de gases, incineradores e melhorias nos equipamentos de controles)

28.276.213,86

1.833.809,23

113.187,87

Custos de prevenção (investimentos ambientais, monitoramento ambiental, formação ambiental e educação ambiental)

69.683.600,35

337.655.841,32

50.251.208,89

Despesas de gestão ambiental (despesas com equipe que trabalha na área ambiental, custo com certificação e taxas ambientais)

6.860.123,42

5.120.962,68

4.009.967,66

Total

146.989.216,31

344.643.294,86

54.726.432,96

 

Manejo responsável contribui para a conservação da biodiversidade



Gestão das florestas e da paisagem vão ao encontro do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 15) de “proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade”.

A Klabin é pioneira na adoção de manejo florestal no conceito de mosaico, que mescla florestas plantadas e matas nativas preservadas. Os corredores ecológicos que se formam permitem o trânsito de animais em grandes áreas, contribuindo para a preservação da fauna e da flora e para a conservação dos recursos hídricos. Períodos diferentes e escalonados de plantio e colheita das árvores também fazem parte do manejo sustentável das florestas plantadas.

A empresa desenvolve um amplo programa de pesquisa e conservação da fauna e da flora, promovendo o monitoramento da biodiversidade em suas florestas. Dessa forma, contribui para assegurar a sobrevivência de espécies ameaçadas, como o veado-bororó, o bugio e o puma. Da área total da Klabin, entre terras próprias e arrendadas, aproximadamente 48% correspondem a áreas plantadas, enquanto 43% das terras são áreas de preservação, divididas entre Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal (RL) e Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). A diferença para o valor total inclui áreas de infraestrutura (estradas e benfeitorias, por exemplo) e áreas disponíveis para plantio. (G4-DMA, G4-EN11)

Unidades operacionais próprias, arrendadas ou administradas dentro ou nas adjacências de áreas protegidas e áreas de alto índice de biodiversidade situadas fora de áreas protegidas, em hectares (G4-EN11)

2016

2015

2014

Total área – terras

497.176

488.747,58

491.198,23

Área plantada – total

229.167

234.458,60

239.456,12

Área de preservação (Área de Preservação Permanente + Reserva Legal) e Reserva Particular do Patrimônio Natural1

 

 

214.423

210.234,63/8.839,3

211.053,2/8.839,3

Áreas disponíveis para plantio

23.455

15.146,89

11.765,80

Outros2

30.131

28.908,90

28.923,02

1 As áreas de RPPN estão incluídas no valor total da área de preservação.
2 Presentes nos Estados de Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

 

PATRIMÔNIO NATURAL


A manutenção de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) possui grande relevância para a conservação da biodiversidade no bioma Mata Atlântica. A Klabin possui RPPNs no Paraná e em Santa Catarina, dedicadas exclusivamente a estudos científicos, proteção ambiental e preservação dos recursos hídricos. Clique nas figuras abaixo para conhecer cada uma das RPPN da Klabin.

 





RPPN Complexo Serra da Farofa (SC)

Localizada em Santa Catarina, é a maior RPPN da Klabin. O Complexo tem quase cinco mil hectares de área remanescente da mata atlântica, com floresta de araucárias e campos de altitude, e abriga as nascentes dos rios Caveiras e Canoas. A RPPN é destinada à realização de pesquisas científicas, ao manejo de recursos naturais e à manutenção do equilíbrio climático e ecológico.



RPPN de Monte Alegre (PR)

Localizada na Fazenda Monte Alegre, em Telêmaco Borba, no Paraná, em uma área de 3.852 hectares, esta RPPN também é uma plataforma para realização de pesquisa científica, proteção da biodiversidade local e dos recursos hídricos, além de fornecer sementes de espécies florestais para a restauração de áreas degradadas e proteger eventuais sítios arqueológicos, históricos, culturais e paleontológicos.





 

A Klabin mantém um Parque Ecológico na Fazenda Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR), para abrigar os animais em situação de risco e que não possuem condições de voltar ao meio silvestre. Cerca de 200 exemplares de 50 espécies vivem no criadouro científico do parque. São 11 mil hectares de extensão, dos quais sete mil de matas nativas. O Parque é uma Área de Alto Valor de Conservação (AAVC), o que significa que possui uma concentração significativa de valores relativos à biodiversidade e a ecossistemas raros, ameaçados ou em perigo de extinção. O local, que atualmente está fechado para reformas, recebe visitas agendadas e projetos de educação ambiental. (G4-EN11

 

 

Habitats protegidos ou restaurados

 

G4-EN13

A Klabin possui áreas de preservação de habitats protegidos e restaurados nos estados do Paraná e Santa Catarina. Em áreas de terceiros, são realizadas parcerias e consultas técnicas por meio do Programa Matas Legais (saiba mais sobre o programa em Iniciativas de investimento social.

 

Outras informações sobre habitats protegidos estão disponíveis nos resumos públicos do PR, de SC e de SP e que podem ser acessados, respectivamente, em:

https://www.klabin.com.br/media/1475/resumo_pr_versao_site_2016.pdf

https://www.klabin.com.br/media/1477/Resumo_SC_2016-v14.pdf

https://www.klabin.com.br/media/2133/resumo_sp_2016-v7pdf-1.pdf

 

Proteção de espécies

Em 2016, a Klabin possuía 723 espécies da fauna e 88 da flora ameaçadas de extinção nas áreas afetadas por suas operações. Deste total, apenas 2% estão ameaçadas (ou criticamente ameaçadas) de extinção, de acordo com a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). (G4-EN14)

 

Número total de espécies incluídas na Lista Vermelha da IUCN e em listas nacionais de conservação com habitats situados em áreas afetadas por operações da organização, discriminadas por nível de risco de extinção

2016

2015

2014

Fauna

Flora

Fauna

Flora

Fauna

Flora

Criticamente ameaçadas de extinção

1

1

1

1

1

1

Ameaçadas de extinção

4

7

5

6

4

6

Vulneráveis

21

17

20

17

19

17

Quase ameaçadas

54

8

49

9

50

9

Pouco preocupantes

643

55

637

50

619

50

Total

723

88

712

83

693

83

* os números são considerados para as regiões de operação florestal, em Santa Catarina, Paraná e São Paulo