Meio Ambiente – Klabin

Meio Ambiente

A GESTÃO AMBIENTAL É VOLTADA À CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS NAS OPERAÇÕES DA EMPRESA E DOS ASPECTOS DE BIODIVERSIDADE

Objetivos de
Desenvolvimento
Sustentável

<i>3 - </i>Quality health 3 - Saúde de qualidade
<i>6 - </i>Clean water and sanitation 6 - Água limpa e saneamento
<i>7 - </i>Renewable energy 7 - Energias renováveis
<i>8 - </i>Decent jobs and economic growth 8 - Empregos dignos e crescimento econômico
<i>12 - </i>Responsible consumption 12 - Consumo e Produção Responsáveis
<i>13 - </i>Combating climate change 13 - Combate às mudanças climáticas
<i>14 - </i>Life under water 14 - Vida na água
<i>15 - </i>Life on earth 15 - Vida sobre a terra

—  Compromisso com a conservação dos recursos naturais

(GRI 103-1, 103-2, 103-3, 302-1, 302-4)

A Política de Sustentabilidade é o principal direcionador da gestão ambiental da Klabin. A empresa atua em conformidade com leis e regulamentos e estabelece parâmetros para controle de indicadores, sendo que alguns deles são ainda mais rigorosos do que os previstos na legislação. Aspectos como água, energia, mudanças climáticas e biodiversidade são considerados em todas as operações, reafirmando o compromisso com a conservação dos recursos naturais e com o controle e mitigação de impactos ambientais.

O Sistema de Gestão Ambiental da Klabin, certificado pela ISO 14001, tem como principal ferramenta de controle a plataforma Resource Advisor, garantindo rastreabilidade e segurança dos dados. Em 2018, a Unidade Puma, em Ortigueira (PR), conquistou a certificação ISO 50001, atestando as boas práticas relacionadas à gestão energética, redução de desperdício, consumo consciente e priorização do uso de energia de fonte renovável. Também no período, a gestão ambiental foi aprimorada com a criação do novo sistema Spotfire, que faz a leitura dos dados do Resource Advisor, tornando ainda mais ágil a análise crítica das informações para a tomada de decisões.

Desempenho dos principais indicadores ambientais

(GRI 103-1, 103-2, 103-3)

A consolidação de um modelo de gestão ambiental robusto, ao longo dos últimos anos, vem contribuindo para a melhoria operacional e de processos na companhia, e se refletiu em importantes resultados em 2018, com destaque para a ampliação das fontes renováveis na matriz energética da Klabin, na redução do consumo total de água e na redução da emissão total de CO2. Veja na tabela a seguir e, em detalhes ao longo deste capítulo, o desempenho da empresa nos principais indicadores ambientais.

Tabela de objetivos e metas:

Objetivo Meta 2017 Resultado 2017 Resultado 2018 Meta médio prazo ano base 2017 (3 a 5 anos)  2020 a 2022* Análise do resultado 2018
Reduzir emissões de gases de efeito estufa (Escopo 1+2) por tonelada de produto produzido Reduzir em 1% as emissões, atingindo 205 kg CO2eq/t produto (Klabin S.A.) 193,53 kg CO2eq/t produto (Klabin S.A.) 158,04  kg CO2/t produto (Klabin S.A.) 185 kg CO2 eq/t papel Meta alcançada
Reduzir emissões diretas de gases de efeito estufa (Escopo 1, valor em absoluto) Ter um aumento máximo de 7% nas emissões diretas da Klabin S.A. (emissões diretas máximas de 704.000 tCO2 eq) Aumento de 8% (emissão direta de 709.560,00 tCO2eq) Redução de 6% (Emissão direta de 669.341,61 tCO2eq) Reduzir em até 1% Meta alcançada
Reduzir energia comprada Não ultrapassar a compra de energia: 1.100.000,00 MW-h/ano Energia comprada: 1.143.797,950 MW-h/ano 1.150.437,53  MW-h/ ano Reduzir em até 5% Meta não alcançada
Reduzir consumo de água Consumo de água menor que 105.000,00 m³/ano x 1000 112.274,94 m³/ano x 1000 (o valor publicado de
107.747,16 m³/ano x 1000 no relatório passado foi  corrigido durante auditoria dos dados 2017)
109.413,52 m³/ano x 1000 Reduzir em até 5% Meta com tendência de ser alcançada
Aumentar a participação de fontes renováveis na matriz energética 87% 89% 89% 88% Meta alcançada
Ampliar a autossuficiência em geração de energia 65% 70% 77% 70% das necessidades Meta alcançada
Reaproveitamento de resíduos sólidos Manter reaproveitamento (reutilização e reciclagem) de resíduos > 93% 91% 92% Manter reaproveitamento (reutilização e reciclagem) de resíduos > 95% Meta com tendência de ser alcançada
Redução de resíduos sólidos perigosos Manter a geração de resíduos perigosos < 0,50% da geração total de resíduos 0,24% 0,11% Manter a geração de resíduos perigosos < 0,50% da geração total de resíduos Meta alcançada

*As metas ambientais passaram a considerar o ciclo de 2022 como base, pela busca de resultados significativos.

—  Matriz energética cada vez mais renovável

(GRI 103-1, 103-2, 103-3, 302-1, 302-4)

A aplicação de tecnologias eficientes e atuais e de soluções de engenharia na implantação de novos empreendimentos e projetos, zelando pela proteção da saúde humana, dos recursos naturais e do meio ambiente, é um compromisso expresso na Política de Sustentabilidade da Klabin. A geração de energia por meio de matéria-prima renovável por algumas unidades industriais é um exemplo prático da aplicação dessa diretriz e tem grande contribuição na evolução dos indicadores de energia da companhia.

A energia excedente da Unidade Puma é disponibilizada para venda no Sistema Elétrico Brasileiro e também é transferida para outras unidades. Em 2018, a planta foi a primeira no setor a conquistar a certificação ISO 50001, que garante boas práticas em gestão energética (veja mais em Certificações).

Todas as unidades da Klabin fazem a gestão de energia, com metas de consumo específicas, direcionadas pelas metas corporativas. Em algumas unidades esses indicadores são um dos pilares para bonificação anual dos colaboradores, incluindo gerentes e diretores da unidade.

Em 2018, a Klabin reduziu em 7% o consumo de combustíveis não renováveis para geração de energia, resultado explicado principalmente pela redução de 12% no consumo de óleo combustível e de 31% de diesel estacionário (utilizado em motores estacionários), em relação a 2017. Destaca-se, no período, o aumento na geração de energia hidroelétrica em 19% e de 4% na quantidade de energia gerada, disponibilizada para venda.

>> OS RESULTADOS DE 2018 APONTAM UMA MATRIZ ENERGÉTICA DE 89,1% ORIUNDA DE FONTES RENOVÁVEIS <<

Destacam-se ainda, em 2018:

  • Redução de 3.867 GJ no consumo de energia do negócio Celulose e de 82.772 GJ do negócio Papéis, como resultado de processos operacionais com foco na redução do desperdício;
  • Criação do Comitê Interno de Conservação de Energia (CICE) na Unidade Puma;
  • Redução de 3% no consumo de energia fora da organização, relacionada ao transporte e entrega de produtos, resultado de otimização e melhorias na logística do transporte de madeira.

Veja nas tabelas a seguir os dados detalhados dos indicadores relacionados a energia. Os fatores de conversão usados se encontram na planilha do GHG Protocol.

 

Total de energia consumida (em GJ) – resumo

(GRI 302-1)

2018 2017 2016
Combustíveis de fontes não-renováveis 6.261.563,81 6.726.627,00 7.270.500,00
Combustíveis de fontes renováveis 51.296.560,76 53.102.972,00 46.050.854,00
Energia consumida 13.972.803,45 13.707.541,69 11.048.113,04
Energia vendida 3.199.269,71 3.077.550,00 1.563.474,82
Total 68.331.658,31 70.459.590,69 62.805.992,23

 

Consumo de energia na Klabin (em GJ)

(GRI 302-1)

2018 2017 2016
Combustíveis de fontes não renováveis
Gás natural 1.654.529,93 1.544.884,00 1.500.832,00
Óleo combustível 4.119.543,39 4.695.937,00 5.347.095,00
GLP 460.608,87 446.586,00 360.188,00
Diesel estacionário 26.881,62 39.220,00 62.385,00
Total 6.261.563,81 6.726.627,00 7.270.500,00
Combustíveis de fontes renováveis
Biomassa 17.568.544,99 21.128.715,00 19.829.173,00
Licor preto 33.096.853,86 31.420.144,00 25.922.799,00
EE hidráulica 226.810,26 191.026,00 298.882,00
Piche de Tail Oil1 256.008,69 210.117,00
Hidrogênio1 148.342,96 152.970,00
Total 51.296.560,76 53.102.972,00 46.050.854,00
Energia consumida
eletricidade 13.972.803,45 13.707.541,69 11.048.113,04
aquecimento
refrigeração
vapor
Total 13.972.803,45 13.707.541,69 11.048.113,04
Energia vendida
eletricidade 3.199.269,71 3.077.550,00 1.563.474,82
aquecimento
refrigeração
vapor
Total 3.199.269,71 3.077.550,00 1.563.474,82

1 Com o início de operação da Unidade Puma, o Hidrogênio passou a ser considerado combustível. Também se considerou importante separar o combustível piche do licor preto, por isso, o relato passa a considerar esses dois itens a partir de 2017. O piche é um combustível renovável gerado do processamento de Tall Oil, que é um subproduto da indústria de celulose. O valor no consumo de hidrogênio foi alterado a partir do último ciclo por conta da alteração no fator de conversão do cálculo, sem onerar a veracidade da base histórica. Para fim de melhor entendimento, o ideal é considerar a informação de 2017 apresentada neste ciclo.

 

Energia consumida fora da organização (em GJ)

(GRI 302-2)

2018 2017 2016
2.397.656,83 2.484.497,85 1.331.268,63

A premissa adotada para o relato é baseada no volume de consumo de combustível de Escopo 3, do GHG Protocol Brasileiro, convertido em energia utilizando os fatores de emissão do IPCC.

A redução no consumo de energia total (própria e comprada) foi de 3% em toda a companhia, com destaque para a redução nos negócios Papéis (9%) e Celulose (4%).

 

Intensidade energética na Klabin (em GJ/tonelada produzida)

(GRI 302-3)

Intensidade Energética 2018 2017 2016
Dentro da organização 16,13 15,79 17,46
Fora da organização1 0,57 0,56 0,37
Total 16,70 16,35 17,83

1 Relacionado a atividades de transporte e entrega de produtos

 

Intensidade energética por unidade de negócio (em GJ/tonelada produzida)

(GRI 302-3)

2018 2017 2016
Papéis 18,91 20,82 21,70
Celulose 17,63 18,28 21,18
Embalagens 1,14 1,12 1,15
Reciclados 7,30 6,58 6,61
Sacos 0,45 0,44 0,42

 

—  Emissões de Gases de Efeito Estufa

(GRI 305-1, 305-2, 305-3, 305-4, 305-5)

A redução de emissões de gases de efeito estufa é foco da gestão ambiental da Klabin. Com o aumento do uso de combustível de fonte renovável, a empresa contribui para diminuir a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). Os indicadores desse aspecto são apresentados no Inventário de Emissões elaborado conforme a metodologia do Programa Brasileiro do GHG Protocol (ano-base 2004), padrão reconhecido mundialmente e auditado por terceira parte.

Ações contínuas para a redução do consumo de energia de fontes não renováveis se refletiram nos resultados de emissões atmosféricas em 2018, quando a Klabin diminuiu em 6% as emissões de GEE do Escopo 1. A Unidade Puma, em especial, obteve redução de 7% nas emissões absolutas de CO2eq de Escopo 1. Ainda foram registradas a redução de 8% nas emissões biogênicas de Escopo 1 em relação ao ano de 2017.

Detalhes dos indicadores de emissões atmosféricas aparecem nas tabelas a seguir.

 

Emissões diretas de Gases de Efeito Estufa (Escopo 1), em toneladas de CO2 equivalente1

(GRI 305-1)

  2018 2017 2016
Total de emissões brutas de CO2 668.952,442 709.560,47 657.265,86
Emissões biogênicas de CO2 5.011.972,258 5.272.920,750 4.593.412,913

1 Os gases incluídos nos cálculos acima são CO2, CH4, N2O e HFCs. A Klabin segue a referência e metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol e utilizou a abordagem por controle operacional.

 

Emissões indiretas provenientes da aquisição de energia (Escopo 2), em toneladas de CO2 equivalente

(GRI 305-2)

Em 2018, houve redução de 17% nas emissões de Escopo 2, em relação a 2017. O percentual de variação de energia comprada de 2018 para 2017 é baixo, no entanto, o fator de emissão do SIN (Sistema Interligado Nacional) considerou que a energia comprada em 2018 teve menor taxa de emissão que no ano anterior, o que afetou positivamente esse indicador.

Emissões indiretas proveniente da aquisição de energia – Escopo 2 (em toneladas de CO2 equivalente) 2018 2017 2016
87.791,49 105.828,68 99.865,99

 

Outras emissões indiretas de Gases de Efeito Estufa (Escopo 3), em toneladas de CO2 equivalente

(GRI 305-3)

Registro de 27% de redução nas emissões de transporte a montante, responsável por abastecer as fábricas de papel e celulose, devido, especialmente, a otimização e melhorias na logística do transporte de madeira. Já o aumento de 21% no transporte a jusante (que sai das fábricas para os clientes) é reflexo da expansão do mercado de atuação da Klabin no Brasil e no Mercosul.

Escopo 3 – Toneladas de CO2eq 2018 2017 2016
A montante1  
Transporte e distribuição a montante 62.559 85.539 33.055
Resíduos gerados nas operações 435 527 717
Viagens a negócios 729 1.256 2.493
Transporte de colaboradores 2.363 1.984 1.614
Subtotal 66.087 89.307 37.879
A jusante2  
Transporte e distribuição a jusante 104.379 86.062 62.998
Subtotal 104.379 86.062 62.998
Total 170.466 175.368 100.876

* A tabela deste ano passou a considerar novos elementos, como “viagens a negócios, transporte de empregados e resíduos gerados nas operações’. Por este motivo a tabela de 2018 tem mais itens do que as tabelas reportadas anteriormente.
1 A montante a Klabin não teve emissões relacionadas a bens adquiridos, bens de capital, atividades relacionadas a energia e ativos arrendados.
2 A jusante a Klabin não possuiu emissões relacionadas a processamento de produtos vendidos, uso de produtos vendidos, tratamento de produtos vendidos após o fim de sua vida útil, ativos arrendados, franquias e investimentos.

 

Emissões biogênicas de CO2 – Escopo 3, em toneladas de CO2 equivalente

(GRI 305-3)

2018 2017 2016
15.760,52 12.893,64 2.023,87

 

Intensidade de emissões de GEE, em kgCO2eq/tonelada produzida

(GRI 305-4)

2018 2017 2016
Escopo 1+2+3 218,93 235,17 238,68
Escopo 1 157,95 168,42 182,84
Escopo 2 20,73 25,12 27,78
Escopo 3 40,25 41,63 28,06
Escopo 1+2 178,68 193,54 210,62

 

Intensidade de emissões de GEE, em kgCO2eq/tonelada produzida

(GRI 305-4)

2018 2017 2016
Escopo 1+2+3 218,93 235,17 238,68
Escopo 1 157,95 168,42 182,84
Escopo 2 20,73 25,12 27,78
Escopo 3 40,25 41,63 28,06
Escopo 1+2 178,68 193,54 210,62

 

Redução de emissões de GEE, em toneladas de CO2eq

(GRI 305-5)

Destaca-se a redução de 40.608,025 tCO2eq no Escopo 1, como resultado da diminuição do consumo de combustíveis não renováveis para a geração de energia, principalmente óleo combustível e diesel estacionário. Para evidenciar essas reduções, nota-se o aumento de licor negro e piche, ambos combustíveis renováveis

Toneladas de CO2eq 2018 2017 2016
Reduções provenientes de emissões diretas (Escopo 1) 40.608,025 0,00 0,00
Reduções provenientes de emissões indiretas da aquisição de energia (Escopo 2) 18.037,63 0,00 40.455,70
Reduções provenientes de outras emissões indiretas (Escopo 3) 0,00 0,00 5.901,85
Total de reduções de emissões de GEE 58.645,66 0,00 46.357,55

 

—  Reduções de emissões atmosféricas significativas

(GRI 305-7)

Os requisitos legais federais são aplicados a todas as fontes de emissões da Klabin, exceto para as unidades em que há legislação estadual específica e/ou limites de emissões condicionados nas licenças ambientais. A seleção dos limites de emissões se dá de acordo com a legislação aplicável ao estado em que a unidade se encontra.

A busca pela excelência operacional tem gerado grandes benefícios para a redução das emissões atmosféricas geradas pelo processo industrial. Em 2018, destacam-se os seguintes resultados:

  • Redução de 20% nas emissões NOx e de 8% nas emissões de Material Particulado (MP) nos segmentos de Papéis e Celulose.
  • Redução de 79% nas emissões de Compostos Orgânicos Voláteis (COV) no segmento de Papéis, reflexo de ajustes nos controles de processo e na dosagem específica de NaOH para redução das emissões de compostos orgânicos na atmosfera, na Unidade Monte Alegre.

 

Emissões de NOx, SOx e outras emissões atmosféricas significativas, em toneladas1 (GRI 305-7)

Este é o primeiro ano em que as emissões são reportadas em valores absolutos.

Emissões atmosféricas em toneladas 2018 2017 2016
NOx 4.374,83 5.437,03 4.685,76
SOx 2.813,06 1.789,18 3.949,68
Compostos orgânicos voláteis (COV) 18,05 87,45 3,65
Material particulado (MP) 5.243,06 5.708,38 6.356,76

1 A fonte dos fatores de emissão é o somatório dos resultados das campanhas de monitoramento de emissões atmosféricas das fontes de emissões da Klabin, realizado a partir de monitoramentos isocinéticos. Essas informações foram obtidas em relatórios de amostragem realizados por laboratórios terceirizados e acreditados para execução desse serviço. É realizada medição direta nas chaminés, obtendo as concentrações e vazões desses gases. Dessa forma, é calculada a taxa de emissão, extrapolada para o ano todo, obtendo o valor absoluto. As amostragens foram realizadas seguindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), utilizando a metodologia de monitoramento isocinético e de acordo com outras referências da CETESB. Poluentes orgânicos persistentes (POP) e Poluentes atmosféricos perigosos (HAP, na sigla em inglês) não foram determinados como condicionantes legais para o negócio.

—  Mudanças climáticas

(GRI 201-2)

Monitorar as mudanças climáticas é fundamental para empresas de base florestal, como a Klabin, considerando o potencial dos riscos que essas mudanças representam para o negócio. A empresa possui uma matriz detalhada de oportunidades e riscos climáticos, incluindo o mapeamento interno dos impactos já ocorridos devido a eventos climáticos e dos principais riscos futuros e oportunidades, além de apontamentos da Conferência do Clima (COP) e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). A companhia também contribui para a Meta da NDC Brasil (compromisso brasileiro para cumprimento das metas do Acordo do Clima COP 21) de “restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030, para múltiplos usos”. Saiba mais aqui.

Entre os potenciais riscos mapeados estão aumento de temperatura; aumento de índices de chuva, que podem trazer impactos negativos como aceleração do ritmo de crescimento de pragas florestais; necessidade de maior irrigação nas florestas; e alterações na fenologia (ciclo biológico) das espécies de pínus e eucalipto, impactando programas de melhoramento florestal. Em 2019, a Klabin começou a calcular os impactos financeiros associados às mudanças climáticas, a partir de valoração dos serviços ecossistêmicos e do cálculo da pegada de carbono.

 

Matriz de oportunidades e riscos climáticos

(GRI 201-2)

Potenciais riscos e oportunidades suscitados por mudanças climáticas com capacidade para gerar mudanças substanciais em operações, receitas ou despesas
Riscos/ oportunidades Descrição Classificação (físico, regulatório ou outra natureza) Impactos associados Implicações financeiras Forma de gestão Custos da gestão
Aumento de temperatura e aumento na frequência de ondas de calor intensas Potencial aceleração do ritmo de crescimento de pragas florestais devido ao aumento do estresse térmico sobre os plantios Risco físico Redução/ interrupção da capacidade de produção Não mensurado Departamento de Produtividade e Ecofisiologia Florestal monitora os possíveis cenários climáticos futuros – desenvolvendo uma modelagem de dados relacionados à exposição aos parâmetros climáticos e avaliando o reflexo das mudanças nas florestas plantadas – e recomenda as medidas necessárias em caso de efeitos adversos Não mensurado
Estresse do sistema elétrico nacional e eletricidade mais cara Risco físico Aumento de custos operacionais Não mensurado A recém-construída Unidade Puma, em Ortigueira (PR), é uma unidade autossuficiente na geração de energia elétrica, com capacidade de produzir 270 megawatts, dos quais 120 megawatts são utilizados na operação industrial da unidade e 150 MW ficam disponíveis para comercialização no Sistema Elétrico Brasileiro Não mensurado
Mudança no padrão de precipitação Períodos muito secos podem comprometer o desenvolvimento das mudas, além de gerar conflitos com a comunidade Precipitações intensas podem provocar o arrastamento de mudas, inundações e causar encharcamento do solo. Além disso, podem impactar na logística de retirada da madeira das áreas florestais Risco físico Redução/ interrupção da capacidade de produção Aumento de custos operacionais Não mensurado Secas: a Klabin trabalha para que suas fábricas consumam menos água das fontes naturais e vem desenvolvendo programas para reciclagem e reuso da água em irrigação, retorno para o processo industrial e limpeza de equipamentos Precipitações intensas: a Klabin possui um sistema operacional de logística eficiente, capaz de trabalhar em condições adversas de chuva e lama. Curvas de nível e barreiras de contenção em estradas já são utilizadas para evitar risco de erosão Não mensurado
Regulamentos ambientais gerais, estabelecimento de limites para consumo de combustíveis e energia e estabelecimento de obrigatoriedade no reporte de limites e metas de emissões de GEE Quaisquer regulamentos relacionados ao consumo de combustível/ energia e o estabelecimento de limites de emissão de GEE serão relevantes para a Klabin. Considerando que a companhia já utiliza tecnologias e equipamentos mais eficientes, tem adotado uma matriz cada vez mais limpa e possui grande estoque de carbono e elevado potencial para gerar novos créditos de CO2eq Riscos regulatórios Incremento de capital relacionado à venda de energia sobressalente gerada e de créditos de carbono. Não mensurado Acompanhamento de grupos de discussão e fóruns. Um exemplo é a participação ativa da Klabin na plataforma Empresas pelo Clima (EPC), plataforma empresarial permanente que tem o objetivo de mobilizar, sensibilizar e articular lideranças empresariais para a gestão e a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), a gestão de riscos climáticos e a proposição de políticas públicas e incentivos positivos no contexto das mudanças climáticas Não mensurado

 

 

—  Compromisso com uso racional e reutilização de água

(GRI 103-1, 103-2, 103-3, 303-1)

Seguindo o que estabelece sua Política de Sustentabilidade e em conformidade com as leis e regulações ambientais vigentes, a Klabin busca a melhoria contínua em todos os seus processos, prezando pela conservação dos recursos naturais e aumento do reuso da água. Como integrante de Comitês de Bacias Hidrográficas, a empresa participa ativamente de discussões sobre o uso da água e plano de recursos hídricos. Metas de redução do volume de água captada e de utilização de água reciclada fazem parte da gestão ambiental na companhia.

A Klabin possui diversos fornecedores que têm a água como principal matéria-prima. Em 2018, a companhia decidiu implantar um sistema, reconhecido mundialmente, de avaliação de sustentabilidade em sua cadeia de fornecedores, que está em fase de contratação. Com a ferramenta, será possível avaliar criticamente a cadeia de valor e auxiliar seus fornecedores na gestão hídrica de seus processos. Atualmente, a Klabin tem participação significativa nas bacias hidrográficas do Rio Tibagi, do Rio Canoas e do Rio Itapetininga.

Em 2018, a companhia reduziu em 3% o total de água captada (o principal meio de captação da empresa é superficial) e em 9% a quantidade total de descarte do efluente tratado. Destaca-se também, que neste período, o volume total de água reciclada e reutilizada foi duas vezes maior do que o volume total de água captada.

O consumo específico de água acompanha a média do setor. O destaque é a Unidade Puma, que foi projetada com tecnologia de ponta, seguindo o conceito de circuito de baixo consumo, com alto reaproveitamento desse recurso: 82,4%. O consumo total de água em 2018 foi de 18.735,98 Ml, sendo mais de 99% proveniente de fontes de água de superfície. O novo método no cálculo passou a considerar uma nova unidade de medida (padrão internacional) e utiliza a quantidade de vazão de água bruta, subtraindo o valor da vazão de efluente descartado.

Retirada total de água, discriminado por fontes1 (em Megalitro)

(GRI 303-1)

Fonte de Captação 2018 20172 2016
Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico
Águas superficiais, incluindo áreas úmidas, rios, lagos e oceanos Total 108.177,69 955,86 111.151,10 830,20 92.413,75 0
Água doce (≤1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais)  108.177,69 955,86 111.151,10 830,20 92.413,75 0
Outras águas (> 1.000 mg/L sólidos totais dissolvidos)  0  0 0 0 0 0
Águas subterrâneas/lençóis freáticos Total 89,99 10,64 80,57 11,11 91,96 0
Água doce (≤1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais) 89,99 10,64 80,57 11,11 91,96 0
Outras águas (> 1.000 mg/L sólidos totais dissolvidos) 0  0 0 0 0 0
Água do mar Total 0 0 0 0 0 0
Água doce (≤1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais) 0 0 0 0 0 0
Outras águas (> 1.000 mg/L sólidos totais dissolvidos) 0 0 0 0 0 0
Água produzida Total 0 0 0 0 0 0
Água doce (≤1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais) 0 0 0  0 0 0
Outras águas (> 1.000 mg/L sólidos totais dissolvidos) 0 0 0 0 0 0
Água de terceiros Total 169,34 0 186,12 0 179,55 0
Água doce (≤1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais) 169,34 0 186,12 0 179,55 0
Outras águas (> 1.000 mg/L sólidos totais dissolvidos) 0 0 0 0 0 0
Total 108.437,02 976,50 111.417,89 851,41 92.685,16 0

 ¹ Toda a água retirada é de fonte de água doce (≤1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais). A Klabin não retira água do mar nem água produzida.
2 Os dados de 2017 foram atualizados para corrigir um erro: a água que estava sendo considerada na Unidade Puma era consumida e não captada. Portanto, os valores reportados foram atualizados em relação ao relatório anterior.

—  Controle rígido do descarte de águas e efluentes

(GRI 103-1, 103-2, 103-3, 303-2, 306-5)

O descarte de efluentes também é foco de atenção e sua gestão vem sendo aprimorada. Cem por cento dos efluentes do processo industrial da Klabin são tratados nas Estações de Tratamento de Efluentes, antes de retornar para o corpo hídrico. Tanto o descarte quanto a captação de água na Klabin não afetam significativamente o volume dos corpos hídricos.

Os padrões mínimos de descarte são baseados nas legislações municipais, estaduais e federais, para cada unidade. Além disso, a Klabin compara seus resultados com indicadores de referência mundial do setor de papel e celulose. Para determinação dos limites máximos de lançamento, o órgão ambiental responsável solicita estudo de dispersão hídrica e de autodepuração do corpo hídrico. Dessa forma, é possível avaliar e determinar limites que não gerem alteração na qualidade e no volume do mesmo.

Todas as unidades da empresa monitoram os dados de seus descartes. Não há, entretanto, metas definidas para esse aspecto, já que a meta de redução no consumo de água impacta diretamente na redução da geração de efluentes. A Unidade Puma possui um dos maiores volumes de descarte de água do Rio Tibagi. No entanto, seu processo de tratamento é um dos mais sofisticados e robustos da companhia. Com tratamento de nível terciário, o efluente lançado no corpo receptor apresenta qualidade superior aos limites ambientais exigidos.

Em 2018, a Klabin deu início à avaliação de resultados voltados à segurança e disponibilidade hídrica em sua cadeia de fornecedores. Os resultados devem começar a ser analisados em 2019. No ano, a companhia reduziu em 9% o descarte de efluentes em águas superficiais.

Veja nas tabelas os indicadores relacionados a efluentes nas operações da Klabin.

 

Descarte total de água, discriminado por destinação1 (em Ml) (GRI 306-1)

Descarte total de água, discriminado por destinação 2018 2017 2016
Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico Todas as áreas Áreas com estresse hídrico
Águas superficiais, incluindo áreas úmidas, rios, lagos e oceanos 89.888,04 686,90 99.151,94 661,86 74.195,94 0
Água de terceiros, e o volume desse total enviado para uso em outras organizações, se aplicável. 102,61 0 100,70 0 0 0
Total 89.990,65 686,9 99.352,64 661,86 74.195,94 0

1 A Klabin não destina efluentes para água do mar ou águas subterrâneas/lençóis freáticos. Todo descarte é de água doce (≤1.000 mg/L de sólidos dissolvidos totais).

 

Descarte de água, discriminado por qualidade e destinação (GRI 306-1)

As Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) da Klabin operam com alta eficiência de remoção de DBO5 e DQO, mantendo as concentrações desses componentes abaixo dos limites impostos pelas legislações vigentes.

Descarte de água, discriminado por qualidade e destinação 2018 2017 2016
Destinação: Estação de Tratamento de Efluentes (m3)

 

Método de tratamento: biológico

90.677.541,43 100.014.480,38 74.195.940,18
Qualidade de efluentes Unidade Papéis (mg/l)
A água foi reutilizada por outra organização? Não
Demanda Química de Oxigênio (DQO) 197 196  225
Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) 22  29 26
Qualidade de efluentes Unidade Celulose (mg/l)
A água foi reutilizada por outra organização? Não
Demanda Química de Oxigênio (DQO) 201 222  284
Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) 15  19  32

(GRI 307-1) Em 2018, a Klabin recebeu uma sanção no valor de R$ 18.589,57, referente à emissão pontual de efluentes hídricos na Unidade de Piracicaba (SP), acima dos limites legais com relação a DBO5 e sólidos sedimentáveis, e uma sanção não monetária. A não conformidade ocorreu devido ao arraste de sólidos do lodo decantado, o que causou variações no processo de tratamento do efluente, levando ao aumento momentâneo do elemento. Antes mesmo da notificação, a Klabin adotou medidas corretivas para o restabelecimento do sistema de tratamento de efluentes. Além desta medida, também foi realizada a interligação do efluente no Sistema Municipal de Água e Esgoto do município. Nos anos anteriores, a Klabin não havia sofrido qualquer sanção monetária ou não monetária.

—  Resíduos: menor geração e maior reaproveitamento

(GRI 103-1, 103-2, 103-3, 306-2)

As diretrizes da gestão dos aspectos ambientais da Klabin contemplam a temática dos resíduos sólidos. A Política de Sustentabilidade, por exemplo, apresenta orientações expressas sobre a relação entre a redução de impactos ambientais relacionados a resíduos e melhoria de processos produtivos, desenvolvimento e aperfeiçoamento de produtos, considerando a aplicação de eficientes tecnologias e soluções de engenharia, além da observação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Certificações como a ISO 14001 também norteiam a gestão ambiental desse aspecto na companhia, assim como legislações federais e estaduais específicas, incluindo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305/10), voltada à redução da geração de resíduos, correto manuseio e descarte de materiais. A lei prevê que resíduos devem ser reutilizados e/ou reciclados, e os rejeitos devem receber destino ambientalmente adequado. Outra iniciativa de impacto positivo para a gestão de resíduos na Klabin é a conscientização dos colaboradores, com treinamentos e palestras.

Em 2018, a empresa ampliou o índice de reaproveitamento de resíduos para 92%, reforçando a meta de manter esse indicador acima de 95% até 2022. Um exemplo de iniciativa que contribui com estes resultados é a Central de Processamento de Resíduos Sólidos, em Ortigueira (PR), que vem aprimorando a gestão do tema. Responsável por processar os resíduos industriais da Unidade Puma e Monte Alegre, evita que grande parte dos resíduos gerados sejam destinados a aterro industrial, sendo transformados em subprodutos para diversas aplicações.

 

Geração de resíduos em 2018

(GRI 306-4)

Em 2018, destacam-se a redução na geração de resíduos não perigosos na Klabin destinados a Aterro Classe II, além do percentual de resíduos perigosos, que passou de 0,24% em 2017 para 0,11% em 2018, demonstrando o compromisso com a meta de manter a quantidade de resíduos perigosos inferior a 0,50% da geração total de resíduos até 2022.

O aumento significativo de resíduos perigosos destinados a aterro, que pode ser observado na tabela a seguir, refere-se a resíduos gerados no processo de produção na unidade de Rio Negro (PR), separados na etapa de tratamento dos efluentes. Com investimentos destinados à reestruturação da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) da unidade, a empresa espera melhores resultados nesse indicador para os próximos períodos.

No total, em 2018, a Klabin tratou 945,07 toneladas de resíduos perigosos. A empresa não transporta, importa nem exporta esse tipo de resíduo, classificado como Classe 1 de acordo com a norma NBR 10004.

 

Peso total de resíduos, discriminado por tipo e método de disposição, em toneladas

(GRI 306-2)

Disposição de resíduos perigosos (em toneladas)
Destino 2018 2017 2016
Reutilização 73,82 10,32 0,00
Reciclagem 219,22 185,78 152,82
Compostagem 0,00 0,00 0,00
Recuperação (incluindo recuperação de energia) 22,62 38,73 37,42
Incineração (queima de massa) 9,21 9,90 0,45
Injeção subterrânea de resíduos 0,00 0,00 0,00
Aterro 0,00 0,00 0,00
Armazenamento no local 0,00 0,00 0,00
Outros (aterro classe I) 620,20 318,89 378,28
Outros (descontaminação) 0,00 47,42 56,22
Outros (reciclagem e descontaminação) 0,00 0,00 0,00
Total 945,07 611,03 625,19

 

Disposição de resíduos não-perigosos (em toneladas)
Destino 2018* 2017 2016
Reutilização 81.683,49 103.526,98 134.661,72
Reciclagem 220.816,15 215.958,75 74.737,58
Compostagem 139.788,52 133.301,74 95.453,06
Recuperação (incluindo recuperação de energia) 326.927,04 371.022,57 358.555,76
Incineração (queima de massa) 0,00 167,00 0,00
Injeção subterrânea de resíduos 0,00 0,00 0,00
Aterro classe II-A 67.405,53 112.770,43 62.246,01
Armazenamento no local 15.998,40 19.433,57 14.457,89
Outros (descontaminação) 0,00 0,00 0,00
Total 852.619,13 956.181,04 740.112,02

* Para o ciclo de 2018, as informações foram atualizadas conforme padrão de nomenclatura e subdivisão de classes de acordo com o GRI, daí a alteração na base histórica porém sem prejuízo na veracidade das informações.

—  Uso de materiais

Mais de 98% dos materiais utilizados pela Klabin em sua produção são de origem renovável, como madeira, aparas e polpas. Os materiais não renováveis representam menos de 2% do total utilizado, somando pouco mais de 212 mil toneladas. O aumento de 87% no consumo de aparas compradas de mercado em relação a 2017 tem importante papel na logística reversa dos resíduos de papel em seu pós-consumo, conforme estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Materiais usados, discriminados por peso, em mil toneladas

(GRI 301-1)

Peso total de materiais usados na produção e embalagem dos principais produtos e serviços Origem da fonte 2018 2017 2016
Madeira para processo Fonte renovável 12.076,48 12.400,00 10.697,00
Aparas compradas de mercado (reciclado) 217,00 116,00 173,00
Polpa comprada (celulose e CTMP) 14,00 32,00 26,00
Ácido sulfúrico Fonte não-renovável 36,33 32,91 24,15
Soda cáustica 64,77 66,19 47,48
Sulfato de sódio 19,35 14,05 15,25
Sulfato de alumínio 43,10 48,54 36,58
Cal virgem 30,62 36,18 49,84
Caulim 18,76 20,57 17,63
Total renovável 12.307,48 12.548,00 10.896,00
Total não-renovável 212,93 218,44 190,93
Total 12.520,41 12.766,44 11.086,93

Vazamento

(GRI 306-3)

Em 2018, ocorreu vazamento de 20 m3 de hidróxido de sódio no aterro industrial de rejeitos de carvão, na Fazenda Monte Alegre. O vazamento ocorreu devido à drenagem do tanque, utilizado para tratar o efluente deste aterro. A Klabin realizou uma autodenúncia ao Instituto Ambiental do Paraná, justificando o vazamento devido ação de terceiros (vandalismo), uma vez que o acionamento das válvulas de dosagem foi manual, o que acarretou em danos aos equipamentos de controle. Entre as medidas de remediação adotadas estão a remoção do solo contaminado e destinação para aterro, a adubação e recuperação da vegetação, a contenção e envio do efluente para a Estação de Tratamento de Efluentes da Klabin em Monte Alegre. Após a ocorrência, a empresa vem monitorando constantemente as condições da área afetada. Todas as etapas de recuperação foram realizadas e informadas ao órgão ambiental que recebeu a autodenúncia.

—  Investimentos ambientais

Descrição Investimento (R$)
Investimento tratamento de emissões atmosféricas; resíduos sólidos (exceto tratamento e disposição final); investimentos ambientais; monitoramento ambiental; certificações; despesas com profissionais da área ambiental; treinamentos de meio ambiente; educação ambiental 19.270.251,00
Tratamento e disposição de resíduos sólidos 26.466.032,04
Total 45.736.283,04

 

—  Conservação da biodiversidade envolve manejo sustentável e monitoramentos

(GRI 103-1, 103-2, 103-3)

A Klabin é pioneira na adoção de manejo florestal no conceito de mosaico, que mescla florestas plantadas e matas nativas preservadas. Com isso, formam-se corredores ecológicos, que favorecem o trânsito de animais em grandes áreas, contribuindo para a preservação da fauna e da flora e para a conservação dos recursos hídricos. O manejo sustentável das florestas plantadas também prevê períodos diferentes e escalonados de plantio e colheita.

O monitoramento da biodiversidade integra um amplo programa de pesquisa e conservação da fauna e da flora nas florestas da empresa, contribuindo para a sobrevivência de espécies ameaçadas, como o veado-bororó, o bugio e o puma. Certificações, que atestam práticas sustentáveis, como o CERFLOR e FSC®, além do endosso voluntário a iniciativas externas (Pacto Global, Carbon Disclosure Project, Empresas pelo Clima, GHG Protocol e Diálogo Florestal, entre outros) reforçam a gestão da empresa sobre o tema.

Gerenciamento de impactos
(GRI 304-2)

O gerenciamento de impactos diretos e indiretos das operações da Klabin na biodiversidade direcionam a atuação para minimizar ou mitigar esses impactos.

Aspecto Descrição dos impactos
Construção ou uso de fábricas e infraestrutura de transportes As unidades florestais possuem como operação a construção e a manutenção de estradas rurais. Em todos os casos há procedimentos para mitigar os impactos provenientes dessa operação. Em casos pontuais foram associadas a ferramentas de acompanhamento da área ambiental.
Poluição (introdução de substâncias que não ocorrem naturalmente no habitat) Para as suas operações florestais, a empresa possui um levantamento de aspectos e impactos ambientais associados, incluindo ações de mitigação.
Introdução de espécies invasoras na biodiversidade local A empresa utiliza espécies exóticas para plantios comerciais. Nos casos de plantios para recomposição de área, são utilizadas espécies nativas. Há uma equipe dedicada à eliminação de espécies exóticas das áreas de preservação permanente.
Redução de espécies São realizados levantamentos periódicos com consultoria especializada para identificar quaisquer alterações nos ambientes (fauna e flora) em função do manejo florestal adotado. Não foram constatadas alterações negativas para os parâmetros avaliados.
Conversão de habitats Não se aplica, exceto para áreas de conversão de floresta plantada para áreas de recuperação ambiental. Esta atividade pode ocorrer para restaurar funções ecológicas, maximizar os impactos positivos de corredores ecológicos e incrementar procedimentos de manutenção de recursos hídricos.
Mudanças em processos ecológicos fora da faixa natural de variação, como salinidade ou mudanças no nível do lençol freático O conceito de “hidrosolidariedade” está sendo implementado. Segundo esse processo, considera-se o consumo de água das florestas ao longo do seu ciclo produtivo de modo a não afetar negativamente bacias hidrográficas vizinhas, ou seja, a disponibilidade de água na região, principalmente em pequenas propriedades rurais vizinhas.

 

—  Proteção e conservação
da Mata Atlântica

(GRI 304-1)

Da área total da Klabin, entre terras próprias, arrendadas ou em parceria, aproximadamente 46% correspondem a áreas plantadas, enquanto 43% das terras são áreas de preservação, divididas entre Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal (RL) e Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Os 11% restantes correspondem a áreas de infraestrutura (estradas e benfeitorias, por exemplo) e áreas disponíveis para plantio.

A Klabin possui áreas com alto valor de biodiversidade, como as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) localizadas no Paraná e em Santa Catarina, dedicadas exclusivamente a estudos científicos, proteção ambiental e preservação dos recursos hídricos, contribuindo para a conservação da biodiversidade no bioma Mata Atlântica.

RPPN Complexo Serra da Farofa (SC)

Localizada em Santa Catarina, é a maior RPPN da Klabin. Ocupa uma área de 49,87 km2, o equivalente a 4.987,15 hectares, com florestas de araucárias e campos de altitude, e abriga as nascentes dos rios Caveiras e Canoas. Considerada com alto valor de biodiversidade de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e a legislação nacional, a RPPN, é destinada a pesquisas científicas, ao manejo de recursos naturais e à manutenção do equilíbrio climático e ecológico. Em 2019, a Klabin inaugurou o Centro de Interpretação da Natureza do Complexo Serra da Farofa, um espaço para receber e apoiar grupos de estudantes e pesquisadores de todo o País.

RPPN de Monte Alegre (PR)

Localizada na Fazenda Monte Alegre, em Telêmaco Borba, no Paraná, em uma área de 45,23 Km2, equivalente a 3.852 hectares, também é um espaço para pesquisa científica, proteção da biodiversidade local e dos recursos hídricos, proteção de eventuais sítios arqueológicos, históricos, culturais e paleontológicos, além de fornecer sementes de espécies florestais para a restauração de áreas degradadas

Parque Ecológico

Criado na década de 1980 e localizado na Fazenda Monte Alegre (PR), o Parque Ecológico da Klabin possui uma área de 11 mil hectares, sendo que 71% são formados de florestas naturais. As atividades realizadas no local estão voltadas para a conservação da biodiversidade, a reabilitação e o bem-estar dos animais, a preservação de espécies em extinção, o desenvolvimento de pesquisas científicas e o apoio aos projetos de educação ambiental. O parque é fechado a atividades de lazer e recreação.

 

Classificação Complexo Serra da Farofa (RPPN) RPPN Monte Alegre AAVCs
Localização geográfica Santa Catarina Paraná Nas três unidades Florestais (Santa Catarina, Paraná e São Paulo)
Áreas superficiais e subterrâneas próprias, arrendadas ou administradas pela organização Superficial própria Superficial própria Superficial própria
Posição em relação à área protegida ou à área de alto valor de biodiversidade situada fora de áreas protegidas Dentro da área Dentro da área Dentro da área
Tipo de operação Operação extrativa Operação extrativa Operação extrativa
Tamanho da unidade operacional em km² 49,87 km² 45,23 km² Variável – para mais informações veja resumos públicos dos planos de manejo
Valor para a biodiversidade caracterizado pelo atributo da área Ecossistema terrestre Ecossistema terrestre Ecossistema terrestre
Valor para a biodiversidade caracterizado de acordo com uma listagem de status de proteção IUCN/ Legislação nacional IUCN/ Legislação Nacional IUCN/Proforest

 

—  Habitats protegidos
ou restaurados

(GRI 304-3)

A Klabin possui áreas de preservação de habitats protegidos e restaurados nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. São Áreas de Preservação Permanentes (APPs) localizadas em fazendas sob gestão da Klabin, cujas medidas de restauração foram aprovadas por especialistas externos independentes: Casa da Floresta, nos estados do Paraná e São Paulo, e Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em Santa Catarina. Em áreas de terceiros, são realizadas parcerias e consultas técnicas por meio do Programa Matas Legais (saiba mais em Promoção do Desenvolvimento Local).

Outras informações sobre habitats protegidos estão disponíveis nos resumos públicos do Paraná, Santa Catarina e de São Paulo e podem ser acessadas no aqui.

 

Habitats protegidos ou restaurados

Áreas protegidas ou restauradas
Aspecto Paraná Santa Catarina São Paulo
Status da área no final do período coberto pelo relatório Em diferentes estágios de recuperação Em recuperação inicial Em diferentes estágios de recuperação
Normas, metodologias e premissas adotadas Abandono e acompanhamento*, assim como em casos pontuais plantio de espécies nativas Abandono e acompanhamento* Abandono e acompanhamento*, assim como em casos pontuais plantio de espécies nativas.

*Trata-se de uma técnica para recuperação de áreas degradadas, em que se deixa a área ‘abandonada’, sem ação antrópica, para que a flora e fauna possam naturalmente restaurar as suas funções ecológicas.

—  Proteção de espécies
da fauna e flora

(GRI 304-4)

O monitoramento de espécies de fauna e flora, inclusive as consideradas raras ou em extinção, faz parte da gestão da biodiversidade da Klabin. Até 2018 a empresa havia identificado 728 espécies da fauna e 108 de flora que integram a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) nas áreas de suas operações. Deste total, 3,3% das espécies de fauna e 23,15% de flora são consideradas “criticamente ameaçada de extinção” ou “ameaçada de extinção”.

 

 

Número total de espécies incluídas na Lista Vermelha da IUCN e em listas nacionais de conservação com habitats situados em áreas afetadas por operações da organização, discriminadas por nível de risco de extinção
(GRI 304-4)

Nível de risco de extinção 2018 2017 2016
Fauna Fauna Flora Flora Fauna Flora
Criticamente ameaçadas de extinção (CR) 1 2 3 1 1 1
Ameaçadas de extinção (EM) 2 3 11 8 4 7
Vulneráveis (VU) 20 49 21 16 21 17
Quase ameaçadas (NT) 52 84 2 11 54 8
Pouco preocupantes (LC) 652 1.211 73 72 643 55
Total 727 1.349 110 108 723 88

A variação no total de espécies ao longo dos anos ocorre pela atualização da listagem da IUCN, além de variações técnicas (alteração da nomenclatura) e ajustes relativos à metodologia de atualização.