Klabin - Relatório de Sustentabilidade 2016
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RELATÓRIO DE
SUSTENTABILIDADE

2016

  -  

Geração de valor


COMPETITIVIDADE E RESULTADOS ECONÔMICOS

Incertezas na política, instabilidade econômica e variações cambiais, entre outros, são fatores a que o Brasil esteve sujeito em 2016. A Klabin respondeu a esse cenário com rapidez e flexibilidade para ajustar o seu mix de produtos e atender aos mercados mais favoráveis, mantendo sua competitividade e geração de caixa em 2016. (DMA Desempenho Econômico)



UM RESUMO DE 2016 NA KLABIN

O ano de 2016 foi mais um ciclo desafiador para diversos setores da economia e não foi diferente para a Klabin, que enfrentou condições bastante adversas diante da valorização expressiva do câmbio no ano e da queda de 2% no mercado brasileiro de papelão ondulado, no período coberto por este relatório. Mesmo assim, a companhia apresentou 16% de crescimento do Ebitda em 2016 na comparação com 2015, sendo que no último mês de dezembro a Klabin completou 22 trimestres consecutivos de crescimento.

Os resultados positivos foram alcançados por um conjunto de fatores, a começar por um forte trabalho de redução de custos. Impulsionada pelo bom posicionamento da Klabin no mercado, a Unidade de Conversão apresentou performance positiva - com destaque para o último trimestre - mesmo em um cenário ainda recessivo no Brasil e da queda de expedições de caixas. No período, cabe destacar ainda a evolução na produção de celulose fluff, produto novo no portfólio da empresa e que, após homologação em diversos clientes, atingiu volumes significativos de vendas. (G4-DMA)



EBITDA AJUSTADO

R$ 2,29 bilhões, aumento de 16% em relação a 2015



VOLUME TOTAL DE VENDAS

2,65 milhões de toneladas, 45% a mais do que em 2015



RECEITA LÍQUIDA

R$ 7,09 bilhões, 25% a mais do que no ano anterior

Principais resultados financeiros da Klabin, em R$ milhões

 

2016

2015

2014

Volume de vendas (mil t)

2.649,50

1.832,80

1.771,00

Mercado interno

1.316,30

1.205,40

1.227,00

Exportação

1.333,20

627,40

545,00

% Mercado interno

0,50

0,66

0,69

Receita bruta

8.204,40

6.745,70

5.900,00

Receita líquida

7.090,80

5.687,60

4.894,00

Mercado interno

4.230,00

3.841,40

3.679,00

Exportação

2.860,80

1.846,20

1.215,00

% Mercado interno

0,60

0,68

0,75

Variação do valor justo dos ativos biológicos

532,90

536,00

924,00

Custo dos produtos vendidos

-5.227,00

-3.982,00

-3.574,00

Lucro bruto

2.397,00

2.242,20

2.244,00

Margem bruta

0,34

0,39

0,46

Vendas

-586,00

-429,00

-380,00

Gerais & administrativas

-466,00

-338,00

-298,00

Outras receitas (despesas) operacionais

5,00

-13,00

85,00

Total despesas operacionais

1.048,00

-780,00

-593,00

Ebitda ajustado (incluindo Vale do Corisco)

2.287,42

1.975,30

1.718,00

Margem Ebitda

0,32

0,34

0,35

Lucro (prejuízo) líquido

2.481,90

-1.253,20

730,00

Endividamento líquido

12.005,00

12.410,90

5.242,00

Endividamento líquido/Ebitda

5,2x

6,3x

3,0x

 

A margem Ebitda é calculada sobre a receita líquida proforma, que inclui a receita da Vale do Corisco.


Distribuição do valor econômico gerado (G4-EC1) – (em R$ milhões) 

O valor econômico foi distribuído conforme a seguir:

Valor econômico direto gerado, em R$ milhões

2016

2015

2014

Receitas

R$ 8.965,28      

R$ R$ 7.520,30 

R$ 5.900,00

Valor econômico distribuído

2016

%

2015

%

2014

%

Custos operacionais

4.441,77

41

3.438,20

84

3.088,00

77

Salários e benefícios de empregados

1.249,76

12

927,35

23

81,00

2

Pagamento aos fornecedores

1.279,84

12

1.047,57

25

1,27

0

Pagamentos ao governo

1.378,07

13

-49,62

-1

96,00

2

Acionistas (dividendos, juros sobre o capital próprio, lucros retidos)

2.481,95

23

-1.253,20

-30

730,00

18

TOTAL

10.831,39

100

4.110,31

100

3.996,27

100

Valor econômico retido

-R$ 1.866,11

R$ 3.409,99

R$ 1.903,73

  



RESULTADO OPERACIONAL


G4-DMA, G4-EC1









1,9 milhão de toneladas de papéis e embalagens


797 mil toneladas de celulose







Em 2016, o volume de vendas (excluindo madeira) foi de 2,6 milhões de toneladas, aumento de 45% em relação ao ano de 2015, justificado pelo início das vendas de celulose e pelo maior volume de papéis ainda decorrente dos desgargalamentos e aumentos de capacidade efetuados ao longo de 2015. Com as vendas de celulose, o volume total exportado no ano foi de 1,3 milhão de toneladas; dessa forma, as exportações passaram a representar 50% do volume total vendido, frente a 34% em 2015.

Ao longo do ano, o início das operações da Unidade Puma e os esforços da Klabin na busca dos melhores mercados em diferentes cenários econômicos foram refletidos no aumento da receita líquida. Em 2016, a receita líquida (incluindo madeira) totalizou R$ 7,09 bilhões, crescimento de 25% na comparação com 2015.

As vendas de celulose se concentraram no segundo semestre do ano, quando os preços internacionais sofreram maior pressão e a taxa de câmbio média apresentou queda. Ainda assim, o total de exportações da Klabin somou R$ 2,86 bilhões no ano, representando aumento de 55% em relação a 2015.

O custo caixa unitário total, que contempla a venda de todos os produtos da companhia e inclui as despesas com vendas, despesas gerais e administrativas, foi de R$ 1,83 mil por tonelada produzida, 11% inferior ao custo caixa unitário verificado em 2015, devido principalmente ao incremento das 797 mil toneladas de celulose vendidas ao longo do ano.

O efeito líquido não caixa referente ao valor justo dos ativos biológicos (variação do valor justo das florestas subtraído da exaustão) no EBIT foi positivo em R$ 27 milhões, comparado a um efeito positivo de R$ 69 milhões em 2015, variação que se deve, substancialmente, ao menor aumento nos preços utilizados na avaliação em 2016, quando comparado ao aumento apresentado no ano anterior.

As despesas de vendas foram de R$ 586 milhões e representaram 8,3% da receita líquida do período. As despesas gerais e administrativas por tonelada tiveram redução de 5% no acumulado do ano, em comparação a 2015, em razão do expressivo crescimento das vendas de celulose.



RESULTADO FINANCEIRO E ENDIVIDAMENTO



O endividamento bruto em 31 de dezembro era de R$ 18,47 bilhões. Destes, 71% (US$ 4,03 bilhões) são denominados em dólar, substancialmente pré-pagamentos de exportação. O prazo médio de vencimento dos financiamentos manteve-se estável e, ao final do quarto trimestre de 2016, era de 43 meses em média, sendo 39 meses para os financiamentos em moeda local e 46 meses para os financiamentos em moeda estrangeira.

O caixa e as aplicações financeiras em 31 de dezembro somavam R$ 6,46 bilhões, aumento de R$ 853 milhões em relação ao final de 2015.

O endividamento líquido consolidado em 31 de dezembro de 2016 totalizou R$ 12 bilhões, um decréscimo de R$ 406 milhões em relação ao final de 2015. Dessa forma, a relação dívida líquida/Ebitda ajustado fechou o ano em 5,2 vezes, em linha com o terceiro trimestre de 2016 e 1,1 vez menor se comparada ao valor de final de 2015.



RESULTADO LÍQUIDO



O resultado líquido foi influenciado pelo bom resultado operacional da companhia em 2016 e pelo impacto não caixa na dívida da apreciação do real em relação ao dólar, totalizando um resultado positivo de R$ 2,48 bilhões no ano, ante R$ 1,25 bilhão de resultado negativo em 2015.



DESEMPENHO DOS NEGÓCIOS



UNIDADE DE NEGÓCIO FLORESTAL

Em 2016, o início do suprimento de madeira para a nova operação de celulose, na Unidade Puma, ampliou a necessidade de fornecimento por parte da Unidade Florestal. A Klabin movimentou, no ano, aproximadamente 14,4 milhões de toneladas de toras e cavacos de pínus e eucalipto e resíduos para energia, um crescimento de 32% em relação ao ano anterior. A maior demanda interna também impactou o volume de vendas de madeira a terceiros, que foi de 2,5 milhões toneladas, ante 3,2 milhões de madeira vendidas em 2015. A queda neste volume foi em parte compensada por melhores preços e mix de produtos, resultando em uma menor queda na receita líquida de vendas, que totalizou R$ 319 milhões em 2016.




UNIDADE DE NEGÓCIO CELULOSE

Com o ótimo desempenho da Unidade Puma, as vendas totais de celulose atingiram 797 mil toneladas em 2016, volume condizente com a curva de aprendizado da nova unidade. Deste total, 591 mil toneladas foram de fibra curta e 206 mil toneladas foram de fibra longa e fluff. As vendas de fibra curta estiveram ancoradas principalmente pelo acordo com a Fibria em maio de 2015. Conforme o entendimento entre as duas empresas, a Klabin fornece celulose de fibra curta para ser vendida com exclusividade pela Fibria, em países fora da América do Sul.

A celulose produzida pela Unidade Puma apresenta nível extra prime, melhor nível de qualidade, com plena aceitação pelos mercados mundiais. O volume adicional ao negociado com a Fibria está sendo comercializado diretamente pela Klabin, sendo a celulose de fibra curta nos mercados do Brasil e da América do Sul e a celulose de fibra longa e fluff no mercado global. Conforme o planejado, as vendas de celulose fluff, após o período de homologação, já contam com clientes regulares no mercado nacional, tendência que deve se acelerar nos próximos meses. A comercialização de celulose de fibra longa já foi feita para 18 países, demonstrando a ótima aceitação do produto da Klabin no mercado mundial.



UNIDADE DE NEGÓCIO PAPÉIS

Ao longo de 2016, a flexibilidade e a competitividade de sua linha de produtos mais uma vez permitiram à Klabin se adaptar às diferentes configurações de mercado durante o ano. A menor compra de papéis de terceiros e a maior utilização de papéis nas fábricas de conversão resultaram na redução do volume de vendas de kraftliner, que foi em parte compensada pelo aumento nas vendas de cartões revestidos. Assim, o volume de vendas de papéis para embalagens e cartões revestidos em 2016 foi de 1,09 milhão de toneladas, desempenho estável na comparação com o volume de vendas de 2015.

No segmento de cartões, mesmo com retração de 1% do mercado interno em relação a 2015, excluindo cartões para líquidos, a Klabin aumentou o volume de vendas no mercado doméstico, comprovando sua resiliência nesse segmento. No mercado externo também foi possível verificar leve aumento no volume de vendas, beneficiadas pela menor cotação da moeda brasileira em relação ao dólar.

A Klabin direcionou parte das vendas de kraftliner para suas fábricas de papelão ondulado e sacos industriais, principalmente a partir do segundo semestre do ano, após a valorização do real e da queda mais acentuada nos preços de kraftliner nos mercados internacionais. Dessa forma, o volume de vendas e a receita ficaram 5% e 7%, respectivamente, mais baixos em relação ao ano anterior.



UNIDADE DE NEGÓCIO CONVERSÃO

Valendo-se de sua flexibilidade e da resiliência de seus mercados, a Klabin fechou o ano com dados positivos nos negócios de conversão, tanto de volume quanto de receita, mesmo nas condições adversas do mercado de expedição de caixas, que sofreu queda de 2,3% em 2016.

No mercado de papelão ondulado, a Klabin se beneficiou de sua atuação em grandes clientes do setor de alimentos e da aquisição das unidades de Rio Negro (PR) e de Manaus (AM), cujas capacidades já adicionaram um pequeno volume de vendas aos resultados da companhia, no final de 2016.

No mercado de sacos industriais, impactado especialmente pela queda nas vendas de cimento no mercado doméstico, em decorrência do enfraquecimento do setor da construção civil, a estratégia da Klabin foi destinar maior volume de vendas à exportação. A companhia obteve êxito, especialmente no México e nos Estados Unidos. Outro impacto positivo resultou do aumento nas vendas de sacos para outros usos, como fertilizantes, ração animal e café, entre outros.

Dessa forma, o volume de vendas de produtos convertidos foi 3% maior em relação a 2015, com aumento de 6% na receita, na mesma comparação.



Principais investimentos na operação

R$ milhões

2016

2015

Florestal

136

97

Continuidade operacional

405

348

Projetos especiais

296

59

Expansão

24

71

Projeto Puma

1.707

4.053

Total

2.567

4.628



Em 2016, do total de R$ 2,56 bilhões investidos nas operações, a Unidade Puma, em Ortigueira (PR), que iniciou suas operações em março, recebeu R$ 1,70 bilhão. Além da nova planta, R$ 405 milhões foram investidos na continuidade operacional das fábricas, R$ 136 milhões tiveram como destino as operações florestais e R$ 296 milhões foram aplicados em projetos especiais, principalmente na aquisição dos ativos de conversão de caixas de papelão ondulado das empresas Embalplan Indústria e Comércio de Embalagens S.A., em Rio Negro (PR) e Hevi Embalagens, em Manaus (AM).

A compra desses ativos representam aumento da capacidade total de produção de caixas de papelão ondulado da Klabin em 70 mil toneladas anuais, um incremento de 10% da capacidade atual. Essas transações estão alinhadas com a estratégia de crescimento da Klabin nos mercados onde atua e marcam o início da operação de conversão de caixas pela empresa nos estados do Paraná e do Amazonas.



Valor monetário total da ajuda financeira recebida do governo brasileiro (G4-EC4)

Em R$ milhões

2016

2015

Benefícios e créditos fiscais

2,71

69

Subvenções para investimentos, pesquisa e desenvolvimento e outros tipos relevantes de concessões

33,99

31

TOTAL

36,70

100



Mercado de capitais



No ano de 2016, as Units da Klabin (KLBN11) apresentaram desvalorização de 24%, contra uma valorização de 39% do IBOVESPA. As Units da companhia foram negociadas em todos os pregões da BM&FBovespa, registrando 2,2 milhões de operações que envolveram 730 milhões de títulos e um volume médio diário negociado de R$ 51,9 milhões.

O capital social da Klabin é representado por 4.733 milhões de ações, sendo 1.849 milhões de ações ordinárias e 2.884 milhões de ações preferenciais. As ações da Klabin também são negociadas no mercado norte-americano como ADRs (American Depositary Receipt, ou Recibos de Depósitos Americanos) Nível I, os títulos são listados no OTC (over-the-counter), mercado de balcão, sob o código KLBAY.



Diferenciais para investidores



Pelo terceiro ano consecutivo, a Klabin integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da BM&FBovespa. A nova carteira, que entrou em vigor em 2 de janeiro de 2017, reúne ações de 34 companhias que se destacam pelo alto grau de comprometimento com a sustentabilidade dos negócios e do país. A empresa manteve o grau de investimento BBB- na escala global da agência de avaliação Fitch Ratings, que reconheceu a liquidez da companhia, forte posição de caixa e redução gradual da alavancagem no decorrer de 2016.



Expansão dos negócios



A entrada em operação da Unidade Puma, em 2016, representa o principal marco no ciclo de expansão de dez anos da Klabin, iniciado em 2011. A trajetória da companhia para construir esse futuro está ancorada na melhoria da performance da operação, na definição de uma estratégia para manter-se em crescimento e na evolução de suas práticas de governança corporativa.

Na base da expansão dos negócios, estão os mais de 229 mil hectares de florestas plantadas de pínus e eucalipto, que apresentam os maiores índices de produtividade do Brasil e que permitem à empresa acesso a matéria-prima de alta qualidade. Veja mais em Abastecimento de madeira.



Unidade Puma



Em 2016, a Klabin concretizou o maior investimento da sua história, o Projeto Puma, para o qual foram destinados R$ 8,5 bilhões, incluindo infraestrutura e impostos recuperáveis. Em 4 de março de 2016, foi produzido o primeiro fardo de celulose da Unidade Puma, em Ortigueira (PR). A nova fábrica marca um novo ciclo de crescimento, criando possibilidades para novas expansões no futuro.

Desde que entrou em operação, a Unidade Puma vem apresentando acentuada curva de evolução da produção e atingiu 92% de sua capacidade nominal de produção ainda no primeiro trimestre de 2017. A concretização desse patamar, aliada à estabilidade e à eficiência operacional, deverá contribuir para dobrar a geração de caixa da companhia, fornecendo a base necessária para impulsionar um novo ciclo de crescimento.



Solução em fibras



Com a entrada em operação da Unidade Puma, a Klabin se tornou a única no Brasil a fornecer ao mercado, simultaneamente, celulose de fibra curta, celulose de fibra longa e celulose fluff, a partir da fibra longa (G4-4).



celulose de fibra curta, destinada a papéis especiais, tissue, papéis de imprimir e escrever e papéis para embalagem.

celulose de fibra longa, aplicada em papéis especiais, tissue, papéis para embalagem e na composição de papéis para revistas e jornais.

denominação da celulose fluff, utilizada para fabricação de fraldas infantis e adultas, absorventes femininos, tapetes para pets e outras aplicações.





Melhores práticas de meio ambiente





Energia renovável

capacidade de geração de 270 MW de energia, a partir do vapor produzido pelas caldeiras de licor negro e de biomassa, dando à empresa condição de autossuficiência energética.



Menos água

são 25 m3 de água consumidos por tonelada de celulose produzida, frente à média de 30 m3 por tonelada usualmente consumidos numa fábrica tradicional.





Reciclagem de resíduos

reciclagem de 90% de todos os resíduos gerados na fábrica pela central de resíduos, com capacidade de processar 44 mil toneladas por mês.



Diferenciais no tratamento
e descarga de efluentes

inclusão de uma terceira etapa no tratamento garante padrões de emissões facilmente absorvíveis pelo corpo hídrico. Além disso, o ponto de descarga é anterior ao ponto de captação.





Aprendizagem rápida







Crescimento consistente



Desde 2011, quando a Klabin iniciou seu ciclo projetado de 10 anos de crescimento, tem trabalhado fortemente na redução de custos operacionais e administrativos, além de investir no desgargalamento de capacidades produtivas e na melhoria do mix de produtos e mercados.

Em 2016, essa estratégia incluiu a aquisição da empresa Embalplan, em Rio Negro (PR), e dos ativos de conversão de caixas de papelão ondulado da empresa Hevi, em Manaus (AM). Com isso, além de passar a atuar em regiões onde não tinha operação de conversão de caixas, a Klabin ampliou em 10% sua capacidade de produção de caixas de papelão ondulado. Esse incremento na capacidade produtiva amplia a possibilidade de utilizar papéis da própria Klabin nas operações de conversão, como alternativa à exportação, e amplia a flexibilidade da linha de produtos da empresa. (G4-13)

Parte da estratégia de crescimento é embasada ainda em diversos projetos de alto retorno, que totalizam mais de R$ 300 milhões e nos quais a Klabin deve se concentrar em 2017. Entre eles, estão uma nova linha de sacos industriais na fábrica de Lages (SC), novas impressoras de alta qualidade para as operações de caixas e um projeto de extração de terebintina (líquido diluente, obtido a partir da resina do pínus) na Unidade Puma.

Todas as frentes de expansão dos negócios priorizam o comportamento ético, além de outros preceitos da empresa.

Veja mais no capítulo Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação



Abastecimento de madeira

Os ativos florestais da Klabin são a base da qualidade reconhecida da companhia e alicerce de sustentação de sua estratégia de crescimento. É a partir das florestas de pínus e eucalipto que são feitos os produtos da empresa e é por meio delas que a companhia vem avançando em novos mercados, como o da celulose. Com a entrada da Unidade Puma em operação, o volume de madeira para abastecer as fábricas no Paraná mais que dobrou.

A maior parte da madeira utilizada vem de plantios próprios, situados próximos às unidades industriais, o que representa grande vantagem competitiva para a Klabin. O volume de matéria-prima necessário para as fábricas se complementa com a compra de madeira de produtores integrantes do Fomento Florestal ou independentes, com os quais a empresa mantém contratos que abrangem critérios de qualidade, pontualidade de entrega, respeito à legislação e adoção de medidas de proteção ao meio ambiente, entre outros. (G4-12)



Operações florestais



Operações florestais em 74 municípios

Em dezembro de 2016, as terras da Klabin totalizavam 497 mil hectares, sendo 229 mil hectares de florestas plantadas de pínus e eucalipto e 214 mil hectares de florestas nativas preservadas

17 mil hectares foram plantados em terras próprias e de terceiros em 2016

55 km é a distância média das florestas para as fábricas, o que representa uma grande vantagem competitiva logística e baixo nível de emissões*.



Propósito florestal
O propósito florestal da Klabin é uma visão a ser concretizada em alguns anos, sintetizada em seis pontos:



Maior produtividade

Queremos consolidar a maior produtividade das florestas no mercado mundial de papel e celulose, para nos distanciar cada vez mais dos concorrentes. As unidades Florestais da Klabin já estão entre as primeiras do mundo em produção de celulose por hectare plantado. Nossa meta é consolidar o primeiro lugar, aumentando a diferença em relação aos nossos concorrentes.



Menor custo operacional

Queremos produzir ao menor custo entre as empresas globais de papel e celulose. A baixa distância entre florestas e fábricas, aliada à alta produtividade da floresta, dá à Klabin a condição de ter o menor custo/fábrica de madeira do mundo. Com o aumento de produtividade da operação, os custos vêm sendo reduzidos nos últimos anos.



Aceitação pela comunidade

Trabalhamos para ser bons vizinhos e cidadãos. Esse esforço permeia grandes e pequenas ações. Nossos carros-pipa, por exemplo, umedecem as estradas por onde passam os caminhões de transporte de madeira para que não levantem poeira. Desviamos, quando possível, a rota desses caminhões para que não cruzem áreas escolares ou de grande movimento de pedestres e afastamos o limite de nossas plantações das cercas dos vizinhos e das estradas para não causar sombra.

Em 2016, implantamos um programa para medir a aceitação de nossas atividades em todos os municípios em que operamos, com a participação de vários públicos. Queremos avaliar regularmente como somos vistos para que possamos aumentar o relacionamento com as comunidades.



Referência em segurança

Nosso alvo é ter uma segurança do trabalho de classe mundial, garantindo a integridade física de nossos colaboradores. Criamos programas que buscam desenvolver uma cultura de segurança que nos permita alcançar altos níveis de produtividade enquanto preservamos o bem-estar dos colaboradores.



Manejo florestal sustentável

Trabalhamos para manter nosso manejo de florestas como referência entre as empresas do mercado mundial de papel e celulose, obtendo o potencial máximo de produtividade ao mesmo tempo em que protegemos a biodiversidade e os recursos naturais, como a água e o solo. A Klabin desenvolve seu manejo florestal em um conceito de mosaico: plantios de pínus e eucalipto são intercalados a áreas de florestas nativas - áreas preservadas da mata atlântica brasileira -, de forma a criar corredores ecológicos que preservam a fauna e a flora local.



Matéria-prima de qualidade

Queremos satisfazer nossos clientes internos e externos com matéria-prima de qualidade compatível com suas necessidades.





Mudanças climáticas

G4-DMA

Operações florestais como as da Klabin estão sujeitas a mudanças climáticas, cujos efeitos representam riscos de grande potencial para o negócio, tanto na geração de receitas quanto de despesas.

Em 2016, o Comitê do Clima, formado por lideranças de diversas áreas, com apoio de consultoria externa, elaborou uma matriz detalhada de oportunidades e riscos climáticos. O estudo foi feito a partir de mapeamento interno dos impactos já ocorridos na empresa por conta de eventos climáticos e dos principais riscos e oportunidades futuros com alto potencial. Apontamentos feitos pela Conferência do Clima (COP) e pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) também forneceram subsídios ao trabalho. A matriz de riscos climáticos da Klabin será avaliada pela diretoria e desdobrada em um Plano de Adaptação em função dos riscos apresentados. Seguimos a aplicação do princípio da precaução estabelecido na Conferência Eco-92 e avaliamos constantemente todos os aspectos que apresentam riscos ao meio ambiente, à saúde e à segurança de colaboradores, clientes e comunidades impactadas por nossas atividades.

Fazem parte dos riscos mapeados: aumento de temperatura; aumento de índices de chuva, que podem trazer impactos negativos como aceleração do ritmo de crescimento de pragas florestais; necessidade de maior irrigação nas florestas; alterações na fenologia das espécies de pínus e eucalipto, impactando programas de melhoramento florestal, entre outros.

Por isso, a empresa dá atenção especial à gestão do tema por meio do Comitê do Clima, grupo interno criado para avaliar constantemente as vulnerabilidades do negócio diante desse fenômeno. (G4-EC2)


MATRIZ DE OPORTUNIDADES E RISCOS CLIMÁTICOS 

Riscos/ Oportunidades

Descrição

Classificação (físico, regulatório ou outra natureza)

Impactos associados

Implicações financeiras

Forma de gestão

Custos da gestão

Aumento de
temperatura e aumento na frequência de ondas de calor intensas

Potencial aceleração do ritmo de crescimento de pragas florestais devido ao aumento do stress térmico sobre os plantios

Risco físico

Redução/interrupção da capacidade de produção.

Não mensurado

 Departamento de Produtividade e Ecofisiologia Florestal monitora os possíveis cenários climáticos futuros – desenvolvendo uma modelagem de dados relacionados à exposição aos parâmetros climáticos e avaliando o reflexo das mudanças nas florestas plantadas – e recomenda as medidas necessárias em caso de efeitos adversos.

Não mensurado

Estresse do sistema elétrico nacional e eletricidade mais cara.

Risco físico

Aumento de custos operacionais

Não mensurado

A recém-construída Unidade Puma, em Ortigueira (PR), fez da Klabin uma organização autossuficiente na geração de energia elétrica, com capacidade de produzir 270 megawatts, dos quais 120 megawatts são utilizados na operação industrial da unidade e 150 MW ficam disponíveis para comercialização no Sistema Elétrico Brasileiro.

Não mensurado

Mudança no padrão de precipitação

Períodos muito secos podem comprometer o desenvolvimento das mudas, além de gerar conflitos com a comunidade.
Precipitações intensas podem provocar o arrastamento de mudas, inundações e causar encharcamento do solo. Além disso, podem impactar na logística de retirada da madeira das áreas florestais.

Risco físico

Redução/ interrupção da capacidade de produção.
Aumento de custos operacionais

Não mensurado

Secas: a Klabin trabalha para que suas fábricas consumam menos água das fontes naturais e vem desenvolvendo programas para reciclagem e euso da água em irrigação, retorno para o processo industrial e limpeza de equipamentos.
Precipitações intensas: a Klabin possui um sistema operacional de logística eficiente, capaz de trabalhar em condições adversas de chuva e lama. Curvas de nível e barreiras de contenção em estradas já são utilizadas para evitar risco de erosão

Não mensurado

Regulamentos ambientais gerais, estabelecimento de limites para consumo de combustíveis e energia e estabelecimento de obrigatoriedade no reporte de limites e metas de emissões de GEEs

Quaisquer regulamentos relacionados ao consumo de combustível/energia e o estabelecimento de limites de emissão de GEEs serão relevantes para a Klabin. Considerando que a companhia já utiliza tecnologias e equipamentos mais eficientes, tem adotado uma matriz cada vez mais limpa e possui grande estoque de carbono e elevado potencial para gerar novos créditos de CO2eq.

Riscos regulatórios

Incremento de capital relacionado à venda de energia sobressalente gerada e de créditos de carbono.

Não mensurado

Acompanhamento de grupos de discussão e fóruns. Um exemplo é a participação ativa da Klabin na plataforma Empresas pelo Clima (EPC), plataforma empresarial permanente que tem o objetivo de mobilizar, sensibilizar e articular lideranças empresariais para a gestão e a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEEs), a gestão de riscos climáticos e a proposição de políticas públicas e incentivos positivos no contexto das mudanças climáticas.

Não mensurado



Parceiros na responsabilidade socioambiental





Até dezembro de 2016, mais de 25 mil hectares

de propriedades já haviam sido certificados e quase 7 mil hectares já foram ambientalmente restaurados em áreas de produtores parceiros



Todas as unidades de manejo florestal da Klabin são certificadas pelo FSC®, totalizando o escopo de 425.519,93 hectares. Para assegurar que as boas práticas de manejo e o compromisso com o desenvolvimento sustentável sejam estendidos à cadeia de fornecimento de madeira, a Klabin mantém, desde 2013, o Programa de Certificação Florestal de Pequenos e Médios Produtores Rurais na região dos Campos Gerais, no Paraná, voltado aos produtores integrantes do Programa de Fomento Florestal e também aos produtores independentes. (G4-DMA) A certificação é um atestado de que o produtor de madeira trabalha com responsabilidade social e ambiental e segue padrões de manejo florestal respeitados no mundo todo. Além disso, contribui para a geração de valor ao produto e, consequentemente, para o desenvolvimento de um mercado de maior valor agregado.





Relacionamento de longa data



O relacionamento e a parceria da Klabin com produtores fomentados já somam mais de 30 anos. Com o Programa de Fomento Florestal, que teve início em 1984, a empresa busca ampliar e diversificar a renda das comunidades próximas às suas unidades por meio do plantio de florestas em propriedades rurais.

Outra iniciativa que contribui para aprimorar o planejamento das paisagens, agregando fatores ambientais e sociais nessas áreas é o Programa Matas Legais, que abrange produtores fomentados e independentes. Realizado em parceria com a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), ele orienta produtores florestais de Santa Catarina e do Paraná para o uso sustentável de suas terras, incentivando a recuperação dos remanescentes florestais nativos, a silvicultura com métodos responsáveis, a agricultura orgânica, o ecoturismo e a conservação do patrimônio natural.

Desde 2005, quando teve início, o Programa Matas Legais já entregou mais de um milhão de mudas de espécies nativas aos fomentados e aos programas socioeducativos mantidos pela Klabin

Mais de 350 hectares de matas ciliares recuperados



Gestão de fornecedores



O atendimento legal dos aspectos ambientais e de direitos humanos – como a vedação de trabalho forçado ou discriminação de qualquer gênero - é condição inegociável para a contratação de fornecedores na Klabin e está expresso em cláusulas específicas nos contratos de fornecimento. Diretrizes dessa atuação responsável estão em documentos como o Código de Conduta e a Política de Responsabilidade Social e Ambiental da Klabin. (G4-DMA)

No período deste relato, não foram identificados riscos reais ou potenciais nas operações da Klabin e em seus fornecedores relacionados à liberdade de associação e negociação coletiva, trabalho infantil e trabalho forçado ou análogo ao escravo. Os esforços da empresa são voltados para que não haja contratos com fornecedores que apresentem riscos de trabalho forçado ou discriminação de qualquer tipo. Esse compromisso é chancelado pela adesão da companhia ao Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (veja mais em Compromissos voluntários assumidos. A empresa também respeita a liberdade sindical dos profissionais contratados e seus fornecedores. (HR4, HR5, HR6)





Na Matriz de Criticidade e Sustentabilidade são mapeados temas como condições de trabalho, gestão de saúde e segurança ocupacional, conformidades legais, comportamento ético, trabalho forçado ou análogo ao escravo, fornecimento de produtos perigosos e licenciamento ambiental.



Monitoramento e avaliação
G4-DMA



A Klabin possui, desde 2013, uma matriz de criticidade para avaliar todos os fornecedores críticos da área industrial contratados e os riscos que representam para a companhia, tanto do ponto de vista financeiro quanto de sustentabilidade. Os impactos identificados pela matriz estão relacionados a: iniciativas de ecoeficiência, inventário de gases de efeito estufa (GEE), locais de operações, consumo de água e geração de efluentes, direitos nas relações de trabalho, cumprimento de legislação, treinamento sobre normas ambientais e Saúde e Segurança Ocupacional (SSO), controle de índices de lesões, doenças, absenteísmo, óbitos, práticas de combate à discriminação e prevenção à corrupção, conformidade legal e trabalhista, incidência de trabalho escravo na região de fornecimento, licenciamento ambiental, tipo e perigo de material fornecido, tipo de fornecedor e participação em discussões com comunidades para o desenvolvimento local. (G4-EN33, G4-LA15, G4-SO10, G4-HR11)

Cem por cento dos fornecedores (exceto de madeira) considerados representativos para a Klabin, do ponto de vista econômico-financeiro, são avaliados e contratados levando em consideração o atendimento legal de aspectos ambientais, de práticas trabalhistas e de direitos humanos. Em 2016, 54% dos fornecedores contemplados pela Matriz de Criticidade e Sustentabilidade da área de suprimentos fizeram autoavaliação em relação a critérios socioambientais, de direitos humanos e trabalhistas. A Klabin irá trabalhar na análise dos resultados e na elaboração de um plano de ação para os fornecedores mais críticos. (G4-DMA, G4-EN32, G4-LA14, G4-HR10)

Já as unidades florestais contam com o Programa de Madeira Controlada e os fornecedores são avaliados pela área Florestal. Por meio de metodologia específica relacionada à certificação da cadeia de custódia do FSC®, o Programa garantiu, em 2016, 459 visitas a fornecedores de madeira certificados e não certificados no Paraná e 197 em Santa Catarina.



Fornecedores de produtos e serviços



A Klabin conta com cerca de cinco mil fornecedores ativos distribuídos por todo o Brasil, dos quais adquire matérias-primas, como fibras; químicos para papel e celulose; energia; serviços logísticos, de gestão de materiais, armazenagem e aluguel de empilhadeiras; materiais auxiliares à produção, uniformes e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), rolamentos, bombas, serviços de limpeza, segurança e manutenção, entre outros. Deste total, 925 fornecedores são monitorados pela Matriz de Criticidade e Sustentabilidade, entre os quais 73,31% foram contratados nos estados em que a Klabin possui operações. (G4-12, G4-EC9)

Percentual do orçamento de compras e contratos de unidades operacionais importantes gasto com fornecedores locais*, em 2016 (G4-EC9)

Paraná

68,1%

São Paulo

79,5%

Santa Catarina

50,5%

Amazonas

14,4%

Minas Gerais

14,3%

Pernambuco

52,9%

Rio Grande do Sul

2,2%

Bahia

20,5%

*O termo “local” refere-se ao estado onde funciona a unidade em que o serviço é prestado ou para onde o material/produto é fornecido.

Além destes,também contamos com os fornecedores de madeira e logística florestal, cujas informações podem ser verificadas no item “Parceiros na responsabilidade socioambiental



O que vem por aí:

para 2017, a Diretoria de Planejamento e Logística contratou um estudo de malha logística, do ponto de vista estrutural e de riscos, abrangendo todas as unidades fabris da empresa.





Nova estrutura para a gestão
(G4-DMA)



No fim de 2016, a gestão da cadeia de fornecedores passou por mudanças, a partir da criação de duas estruturas: a Diretoria de Planejamento Operacional & Logística, com enfoque na integração operacional dos negócios e que inclui expedições e escoamento da produção, e a Gerência de Suprimentos, responsável pela aquisição de materiais, serviços, insumos e investimentos necessários ao abastecimento das unidades produtivas. Elas assumiram as funções da antiga Diretoria de Supply Chain.

A mudança na estrutura está em linha com o plano de crescimento da Klabin. A Diretoria de Planejamento estabelece a integração entre as unidades, a partir da interface entre as áreas comerciais e de produção fabril. Já a Gerência de Suprimentos, ligada à Diretoria Financeira, pode se utilizar melhor da tecnologia e da expertise financeira desta última para aprimorar o processo de compras, especialmente no que se refere às questões fiscais e tributárias.

A alteração também se reflete em ganho do ponto de vista da gestão da sustentabilidade na cadeia de fornecimento, já que o Comitê de Sustentabilidade conta agora com representação das duas áreas.



Certificações



A Klabin foi a primeira empresa do setor no hemisfério Sul a receber a certificação FSC® para suas áreas florestais, em 1998, e também a primeira no mundo a ter produtos florestais não madeireiros certificados. As certificações confirmam o pioneirismo da empresa na busca para atender às necessidades dos clientes, antecipando-se às tendências do mercado. 

Atribuídas por organizações independentes, elas chancelam a adoção de melhores práticas de responsabilidade social e ambiental pela Klabin e ao longo de sua cadeia produtiva, já que a empresa também incentiva os produtores rurais na obtenção de certificações (veja mais em Parceiros na responsabilidade socioambiental).



Principais certificações internacionais obtidas pela Klabin



A Klabin é a primeira e única empresa do setor na América Latina a assegurar a origem da matéria-prima utilizada na fabricação de seus produtos por meio da certificação FSC®. O certificado abrange a cadeia de custódia de sacos industriais, papelcartão e papel kraft nas unidades do Brasil.

Em dezembro de 2016, a empresa conquistou também a certificação FSC® para a cadeia de custódia na Unidade de Pilar, na Argentina, atestando a existência de controles de processo e rastreabilidade exigidos pela norma na produção local de sacos industriais.


Certificações e metodologia adotadas pela Klabin



FSC® (FSC-C022516) - Forest Stewardship Council®



Assegura o correto manejo florestal por meio de dez princípios, entre eles, o uso eficiente dos múltiplos produtos e serviços da floresta, bem-estar dos trabalhadores e das comunidades, conservação da biodiversidade, plano de manejo detalhado, monitoramento e avaliação de impactos ambientais e sociais. Veja todas as certificações FSC® da Klabin no site (https://www.klabin.com.br/pt/a-klabin/certificacoes/).













OK COMPOST



A Klabin é a primeira empresa brasileira do setor de papel e celulose a ter em seus sacos de cimento a certificação belga OK Compost, que garante que o saco de papel se decompõe completamente em até 12 semanas sem oferecer risco de contaminação ao meio ambiente.



AMERICAN INSTITUTE OF BAKING (AIB)



O reconhecimento atesta os processos adotados pela Klabin em seu Programa de Embalagens para Alimentos, que garante a integridade da sacaria, suas condições sanitárias e a saúde do consumidor final. A Klabin é a primeira empresa de embalagens de sacos de papel na América Latina a receber a recomendação internacional da AIB, entidade que já realizou auditorias em unidades fabris em mais de 120 países.



FSSC 22000



É uma das mais avançadas normas utilizadas para assegurar a procedência do papel para embalagem de alimentos. A certificação foi criada tendo como base a ISO 22000, complementando-a ao especificar claramente os pré-requisitos necessários para a produção de embalagens que garantam segurança à saúde do consumidor final. Determina pré-requisitos como limpeza e organização da área produtiva, além de controles de qualidade da água, ar e pragas, necessários à produção de embalagens para alimentos.



ISEGA



Garante a qualidade do papel usado para a produção de embalagens que entram em contato com alimentos.



ISO 14001



Define os requisitos mais importantes para uma empresa estabelecer e operar um Sistema de Gestão Ambiental. É reconhecida mundialmente como meio de melhorar o desempenho ambiental e de controlar custos das organizações.



ISO 9001



Possui diretrizes que asseguram um modelo de gestão capaz de garantir a uniformidade do produto. Engloba todas as etapas dos processos relacionados à qualidade, desde o projeto até a entrega do produto final.



OHSAS 18001



Permite sistematicamente controlar e melhorar o nível do desempenho da gestão da saúde e da segurança. A aplicação desta norma retrata a preocupação da Klabin com a integridade física de seus colaboradores e parceiros.



TPM – TOTAL PRODUCTIVE MAINTENANCE



Criado em 200 2, o Klabin Superar (PKS) é um programa de melhoria contínua que utiliza a metodologia japonesa Total Productive Maintenance (TPM). Os objetivos principais são reduzir custos, aumentar a produtividade, melhorar a qualidade, racionalizar o estoque de produtos, eliminar os acidentes de trabalho e valorizar as pessoas.



COMPROMISSOS VOLUNTÁRIOS ASSUMIDOS









PACTO GLOBAL
DESDE 2003



Mobilização internacional de empresas em apoio à Organização das Nações Unidas (ONU) na promoção de dez princípios que reúnem valores fundamentais nas áreas de meio ambiente, direitos humanos e trabalhistas e de combate à corrupção. O Pacto Global é uma contribuição voluntária das empresas para a busca de uma economia global mais sustentável e inclusiva.









CARBON DISCLOSURE PROJECT (CDP)
DESDE 2006



Iniciativa mundial para facilitar o diálogo entre investidores e empresas que procuram minimizar os impactos ambientais de seus negócios diante das mudanças climáticas.









EMPRESAS PELO CLIMA (EPC)
DESDE 2009



Plataforma empresarial permanente que tem o objetivo de mobilizar, sensibilizar e articular lideranças empresariais para a gestão e a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), a gestão de riscos climáticos e a proposição de políticas públicas e incentivos positivos no contexto das mudanças climáticas.









ÍNDICE DE SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL (ISE)
DESDE 2013



Criado em dezembro de 2005 pela BM&FBovespa, o Índice busca avaliar de forma integrada os diferentes aspectos da sustentabilidade. Seu objetivo é atuar como indutor de boas práticas no meio empresarial brasileiro. As empresas são selecionadas com base em critérios estabelecidos pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (Eaesp-FGV).









OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)
DESDE 2015



São o desdobramento atual proposto para os Objetivos do Milênio. Constituem uma agenda mundial com 17 objetivos e 169 metas estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para governos, sociedade civil e setor privado. De acordo com os objetivos e metas, são previstas ações mundiais especialmente nas seguintes áreas: erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura e industrialização. Saiba mais em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.









IDLOCAL
DESDE 2013



A Iniciativa Desenvolvimento Local e Grandes Empreendimentos (IDLocal) visa a articular o setor empresarial para refletir, trocar experiências e construir propostas e diretrizes empresariais para o desenvolvimento local. Promove o diálogo, o estudo, a articulação e a cocriação de propostas, metodologias e ferramentas de gestão local. Tudo com vistas a inserir o desenvolvimento local nas estratégias de negócios das empresas responsáveis por investimentos em territórios mais vulneráveis.









PACTO NACIONAL PELA ERRADICAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO
DESDE 2013



Lançado em 2005, reúne empresas brasileiras e multinacionais que assumiram o compromisso de não negociar com quem explora o trabalho escravo. Além de restringir economicamente os empregadores que cometem esse crime, o Pacto prevê a promoção do trabalho decente, a integração social dos trabalhadores em situação de vulnerabilidade e o combate ao aliciamento. As empresas que são signatárias dessa iniciativa participam do processo de monitoramento do Pacto e têm o compromisso de tornar públicos os resultados de seus esforços para banir o trabalho escravo.









PACTO EMPRESARIAL PELA INTEGRIDADE E CONTRA A CORRUPÇÃO
DESDE 2013



O Pacto foi lançado em junho de 2006, por iniciativa do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, do UniEthos – Formação e Desenvolvimento da Gestão Socialmente Responsável, da Patri Relações Governamentais & Políticas Públicas, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) e do Comitê Brasileiro do Pacto Global. Os principais compromissos expressos no texto são: informação sobre legislação; divulgação, orientação e respostas sobre princípios legais aplicáveis às suas atividades; vedação ao suborno; contribuição transparente e lícita a campanhas políticas; propagação de princípios do Pacto entre seus públicos; investigações abertas e transparentes; e atuação na cadeia produtiva.