Competitividade e Resultados Econômicos – Klabin

Competitividade
e Resultados Econômicos

A FLEXIBILIDADE DA KLABIN DEMONSTRADA PELA DIVERSIFICAÇÃO DE SEUS PRODUTOS E COMPETITIVIDADE DE CUSTOS, ALIADA AO FOCO EM EFICIÊNCIA OPERACIONAL, TÊM SIDO FUNDAMENTAIS PARA A TRAJETÓRIA CRESCENTE DOS RESULTADOS DA COMPANHIA, QUE, EM 2018, APRESENTOU UM INCREMENTO DE 20% EM RELAÇÃO AO ANO ANTERIOR

Objetivos de
Desenvolvimento
Sustentável

<i>2 - </i>Eradication of hunger 2 - Fome zero e agricultura sustentável
<i>5 - </i>Gender equality 5 - Igualdade de gênero
<i>7 - </i>Renewable energy 7 - Energias renováveis
<i>8 - </i>Decent jobs and economic growth 8 - Empregos dignos e crescimento econômico
<i>9 - </i>Innovation and infrastructure 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura

—  Resumo do cenário econômico em 2018

(GRI 102-7, 103-1, 103-2, 103-3)

O início de 2018 foi marcado pelo aumento da confiança em relação à retomada da economia brasileira, com queda da inflação e das taxas de juros, maior estabilidade cambial e valorização do Ibovespa. A greve dos caminhoneiros ocorrida em maio, porém, antecipou a tensão pré‐eleitoral, trazendo volatilidade aos mercados de câmbio e ações, especialmente pelas incertezas em relação às reformas fiscais, freando a trajetória de queda das taxas de juros internas. Este episódio, somado à maior aversão a riscos ligados a economias emergentes, ao aumento das taxas de juros nos mercados globais e às consequências ainda incertas da guerra comercial entre Estados Unidos e China, mantiveram a alta volatilidade até o fim do ano.

Neste contexto, o cenário doméstico apresentou um crescimento econômico aquém do esperado no início do ano, tendo sido impactado ainda pela desvalorização da moeda brasileira. Seguindo essa tendência, a expedição brasileira de papelão ondulado teve suas expectativas de crescimento contrariadas. Já nos mercados de kraftliner, celulose de fibra curta, longa e fluff, os preços internacionais em patamares elevados influenciaram o mercado nacional, com impactos em preço e um ambiente mais favorável para os produtores.

No cenário internacional, as preocupações trazidas pelas tensões comerciais, especialmente entre China e Estados Unidos, além do possível aumento das taxas de juros nos Estados Unidos, não se refletiram globalmente nos preços de papéis para embalagem e celulose. Esses mercados seguem mostrando sinais positivos pela contínua demanda vinda, principalmente, de países emergentes, aliada à elevação de restrições de uso de materiais não recicláveis por questões ambientais.

Em 2018, a Klabin novamente comprovou sua eficaz atuação em condições de instabilidade e de grande volatilidade. Com os desafios observados no mercado doméstico, a diversificação de sua linha de produtos e sua competitividade de custos possibilitaram à companhia concentrar esforços em mercados que demonstraram maior estabilidade ao longo do ano. Nesse contexto, vale ressaltar os bons resultados obtidos nos mercados de kraftliner e celulose, com crescimentos de receita de 35% e 52%, respectivamente, em relação a 2017. Os resultados de celulose solidificam a eficiência da Unidade Puma como importante alavanca de geração de caixa da companhia.

O crescimento nesses segmentos, somado ao bom posicionamento da Klabin nos mercados de embalagens, impulsionaram o EBITDA da companhia, que totalizou R$ 4,0 bilhões em 2018, com crescimento de 47% sobre o período anterior, e margem EBITDA de 40%. Com a aceleração do crescimento dos resultados, a relação Dívida Líquida/EBITDA passou de 4,1x ao final de 2017 para 3,1x no final de dezembro.

—  Destaques de 2018

  • IMPULSIONADA PELO AUMENTO DE PREÇOS, EM ESPECIAL, KRAFTLINER E CELULOSE, A RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS ATINGIU
    R$ 10.016 MILHÕES, 20% ACIMA
    DO REGISTRADO EM 2017.

  • O EBITDA AJUSTADO FOI DE R$ 4.024 MILHÕES, CRESCIMENTO DE 47% NA COMPARAÇÃO COM 2017.

  • A MARGEM EBITDA FOI DE 40%, 7 PONTOS PERCENTUAIS ACIMA DO VERIFICADO NO ANO ANTERIOR.

  • AO FINAL DO ANO, A RELAÇÃO DÍVIDA LÍQUIDA/EBITDA ESTAVA EM 3,1X, REDUÇÃO DE 1,0X, SE COMPARADA AO FIM DE 2017, REFLEXO DA FORTE GERAÇÃO DE CAIXA DA COMPANHIA NO PERÍODO.

—  Principais resultados financeiros da Klabin

Principais resultados financeiros da Klabin (valores em R$ milhões)

2018  2017 2016
Volume de vendas (mil t) 3.189 3.220 2.650
Mercado interno 1.589 1.564 1.316
Exportação 1.601 1.656 1.333
% Mercado interno 50% 49% 50%
Receita bruta 11.517 9.727 8.204
Receita líquida 10.016 8.373 7.091
Mercado interno 5.534 5.020 4.230
Exportação 4.483 3.353 2.861
% Mercado interno 55% 60% 60%
Variação do valor justo dos ativos biológicos 628 790 533
Custo dos produtos vendidos (6.342) (6.427) (5.227)
Lucro bruto 4.302 2.736 2.397
Margem bruta 43% 33% 34%
Vendas (764) (657) (586)
Gerais e administrativas (558) (528) (467)
Outras receitas (despesas) operacionais (2) (12) 5
Total despesas operacionais (1.325) (1.197) (1.048)
EBITDA ajustado 4.024 2.738 2.288
Margem EBITDA 40% 33% 32%
Resultado líquido 137 532 2.482
Endividamento líquido 12.399 11.278 12.005
Endividamento líquido/EBITDA¹ 3,1x 4,1x 5,2x

¹ A margem EBITDA é calculada sobre a receita líquida pró-forma, que inclui a receita da Vale do Corisco

 

Distribuição do valor econômico gerado (em milhões de R$)

(GRI 201-1)

O ano de 2018 foi marcado pela melhora de resultados e criação de valor, por consequência, os indicadores de valor distribuído apresentaram evolução positiva. Os investimentos na comunidade não estão relatados aqui por não estarem incluídos nas demonstrações financeiras.

Valor econômico direto gerado 2018 2017 2016
Receitas R$ 12.449,58 R$ 10.784,83 R$ 8.965,28
Valor econômico distribuído 2018 % 2017 % 2016 %
Custos operacionais 5.683,85 58,4 5.583,23 52 4.441,77 41
Salários e benefícios de empregados 1.418,80 14,6 1.373,26 13,6 1.249,76 11,5
Pagamentos a provedores de capital 236,18 2,4 532,17 5,3 2.481,95 22,9
Pagamento aos fornecedores 2.002,90 20,6 1.564,68 15,5 1.279,84 11,8
Pagamentos ao governo  391,18 4 1.031,74 10,2 1.378,07 12,7
TOTAL 9.732,91 100% 10.107,44 100% 10.831,39 100%
Valor econômico retido 2018 2017 2016
“Valor econômico direto gerado” menos “Valor econômico distribuído” 2.716,67 677,39 -1.866,11

 

—  Resultado operacional

(GRI 102-7)

O volume de vendas (excluindo madeira) totalizou 3.189 mil toneladas em 2018, mesmo patamar do observado em 2017, reflexo, por um lado, do maior volume de vendas de celulose da Unidade Puma, e por outro, dos impactos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio e do menor volume de vendas de papelcartão. Além do aumento de 3% do volume de vendas de celulose, destaca-se o aumento de 4% no volume de vendas de kraftliner, reflexo do bom momento de mercado deste produto, que serve de insumo para embalagens tanto no Brasil quanto no exterior.

>> A RECEITA LÍQUIDA (INCLUINDO MADEIRA) ATINGIU R$ 10.016 MILHÕES, AUMENTO DE 20% EM RELAÇÃO A 2017, IMPULSIONADA PELOS AUMENTOS DE VOLUME E PREÇOS, PRINCIPALMENTE DE CELULOSE E KRAFTLINER <<

Adicionalmente, nos demais produtos de papéis e embalagens, a Klabin lançou mão de sua flexibilidade para focar em mercados de maior rentabilidade, o que também contribuiu para o aumento de receita verificado ao longo do ano.

O custo caixa unitário total, que contempla a venda de todos os produtos da companhia e inclui as despesas com vendas e gerais e administrativas, foi de R$ 1.879/t, 6% acima do verificado em 2017. A greve dos caminhoneiros e o prolongamento da parada de manutenção da unidade de celulose foram compensadas pelo bom desempenho da Unidade Puma no restante do ano, em especial pela maior geração e venda de energia elétrica desta fábrica.

As despesas com vendas foram de R$ 764 milhões versus R$ 657 milhões em 2017,
acompanhando menos que proporcionalmente o aumento na receita da companhia. Assim, essas despesas representaram 7,6% da receita líquida do período, queda de 0,2% em relação ao verificado no ano anterior.

As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 558 milhões, 6% superiores ao ano anterior. Esse aumento pontual explica‐se pela provisão em função da estimativa de crescimento da remuneração variável pela entrega de resultados superiores, conforme plano de remuneração aprovado.

Com o controle de custos e despesas gerais, a geração operacional de caixa (EBITDA Ajustado) em 2018 foi alavancada pelo aumento generalizado dos preços, em especial de celulose e kraftliner. Dessa forma, também beneficiado pela elevação na taxa de câmbio, o EBITDA ajustado foi de R$ 4.024 milhões, 47% acima do ano anterior, e a margem EBITDA, de 40%.

Antes dos valores de dividendos e projetos de expansão, o fluxo de caixa livre ajustado no ano foi de R$ 1.932 milhões, acima dos R$ 1.760 milhões verificados no 2017, e explicado principalmente pelo crescimento na geração de caixa operacional da companhia.

—  Resultado financeiro e endividamento

O endividamento bruto consolidado ao final do ano era de R$ 19.446 milhões, em linha com o observado ao final de 2017, mesmo com a taxa de câmbio 17% mais alta e impactando diretamente os financiamentos em dólar. Isso foi possível pela liquidação antecipada de títulos antigos, parcialmente substituídos por novas captações com condições mais atrativas em relação a prazos e custos. Esse modelo de gerenciamento da dívida deve ser reforçado ao longo de 2019, adequando ainda mais o perfil de endividamento da Klabin para fazer frente a futuros investimentos.

O caixa e as aplicações financeiras em 31 de dezembro somavam R$ 7.047 milhões, redução de R$ 1.225 milhões em relação ao final de 2017, efeito também do pagamento antecipado de dívida da Klabin.

O endividamento líquido consolidado totalizou R$ 12.399 milhões, aumento de R$ 1.121 milhões no ano, influenciado especialmente pelo efeito contábil da variação cambial nos financiamentos em moeda estrangeira, em parte compensado pela forte geração de caixa ao longo de 2018. Dessa forma, a relação dívida líquida/EBITDA ajustado fechou o ano em 3,1 vezes, contra 4,1 vezes observada ao final de 2017, reforçando a trajetória de desalavancagem iniciada desde o início de operações da Unidade Puma.

—  Desempenho dos Negócios

UNIDADE DE NEGÓCIO FLORESTAL

As operações da Unidade Florestal da Klabin têm evoluído para fazer frente aos maiores volumes de produção de celulose, papéis e embalagens decorrentes dos aumentos de capacidades da companhia. Em 2018, foram movimentados cerca de 15,7 milhões de toneladas de toras e cavacos de pínus e eucalipto e resíduos para energia, suprindo a demanda interna para a fabricação de papel e celulose, além do montante de madeira vendido para serrarias e laminadoras ao longo do ano.

Esse direcionamento da disponibilidade de madeira para o maior consumo interno das operações de celulose e papéis reduziu as vendas de toras a terceiros para 2,1 milhões de toneladas, em comparação a 2,6 milhões no ano anterior; a receita líquida atingida foi de R$ 331 milhões.

 

UNIDADE DE NEGÓCIO CELULOSE

O ano de 2018 ficou marcado pela consolidação da unidade de celulose da Klabin por meio da contínua evolução operacional da Unidade Puma, que atingiu níveis de produção acima de sua capacidade nominal no segundo semestre. A eficiência operacional, além do impacto positivo em volume produzido, também se refletiu em melhores custos e maior eficiência energética.

Essa melhora nas operações da Unidade Puma foi alavancada nos resultados da companhia pela alta contínua dos preços de celulose, reflexo do bom momento do mercado, com demanda aquecida.  O preço lista médio de celulose de fibra curta na Europa subiu de US$ 819/t em 2017 para US$ 1.037/t ao longo de 2018. Esse aumento também foi verificado no mercado de celulose de fibra longa, no qual o preço médio na Europa saiu de US$ 881/t para US$ 1.166/t no período.

O volume de vendas de celulose de fibra curta, longa e fluff, mesmo com os efeitos da greve dos caminhoneiros no mês de maio, atingiu 1.401 mil toneladas, 3% a mais do que no ano anterior. Acompanhado pela elevação de preços já mencionada e pela maior taxa de câmbio, o maior volume vendido fez a receita total de celulose atingir R$ 3.674 milhões ao longo de 2018, 52% maior que a receita de 2017.

Outro marco foi o mês de novembro de 2018, quando foi anunciado o término antecipado do contrato de negociação de celulose com a Fibria, após avaliação dos benefícios mercadológicos e estratégicos de assumir a comercialização de celulose de fibra curta. A Klabin conta com adequada estrutura comercial, logística e know how na distribuição dos mais diversos produtos e, com esse passo, firma‐se como fornecedor independente e competitivo também no mercado internacional de BEKP (Bleached Eucalyptus Kraft Pulp), vislumbrando condições ainda melhores de rentabilidade, preços e prazo nas vendas deste produto.

 

UNIDADE DE NEGÓCIO PAPÉIS

O ano de 2018 foi positivo para o mercado global de papéis para embalagens, tanto pela contínua demanda que acabou se refletindo novamente na alta dos preços de kraftliner, como pelo surgimento de oportunidades de entrada em novos mercados e desenvolvimento de novos produtos. Nesse sentido, notícias cada vez mais frequentes de regulamentação do uso do plástico, apesar de ainda serem difíceis de quantificar, têm feito as empresas produtoras de papéis para embalagens se posicionarem desde já visando novas oportunidades. A Klabin, por exemplo, iniciou em 2018 a produção e venda de cartões para copos, além de impulsionar pesquisas por meio da sua área de P&D+I e também pela participação na startup israelense Melodea, pioneira no desenvolvimento de processo sustentável para a extração de celulose nanocristalina (CNC).

No mercado de kraftliner, a Klabin obteve mais uma vez resultados consistentes ao longo de 2018, com aumento de 4% no volume, e de 35% na receita em relação a 2017. Os números foram influenciados positivamente pelo expressivo aumento de 39% no volume de vendas no Brasil, indicando o bom posicionamento da companhia para fazer frente ao aquecimento do mercado doméstico esperado para 2019.

Em relação às vendas de cartões, a Klabin valeu‐se da estratégia de buscar mercados com melhor rentabilidade, também realocando volumes para se posicionar em setores com boas perspectivas para os próximos anos. Por esse motivo, mesmo com uma queda de 12% no volume de vendas, também impactada pela greve dos caminhoneiros, a receita líquida manteve‐se estável em relação ao valor observado em 2017. Dentre esses setores, vale destacar o mercado de cervejas e demais bebidas carbonatadas, na qual a Klabin estabelece‐se como um importante fornecedor de papéis para embalagens six pack.

 

UNIDADE DE NEGÓCIO EMBALAGENS

No início de 2018, a projeção da Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO) era de crescimento de 3,5% para o ano nesse setor, que acabou sendo impactado pela greve dos caminhoneiros e incertezas econômicas trazidas pelo cenário político. Dessa forma, o ano terminou com crescimento de 1,6%, de acordo com dados prévios da ABPO, em linha com o aumento de vendas verificado na própria Klabin.

No mercado de sacos industriais, o setor de construção civil no país manteve ritmo lento de recuperação, conforme mostram dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Entretanto, a estratégia de buscar novos mercados como fertilizantes, alimentos e café, além da crescente venda de sacos para exportação, em especial para México e Estados Unidos, impulsionou os resultados de sacos industriais da Klabin ao longo de 2018.

Neste cenário, a companhia, buscando mais uma vez maximizar a rentabilidade entre os diferentes mercados de papéis e embalagens, obteve aumento de 1% no volume, acompanhado de crescimento de 7% na receita, que atingiu R$ 2.803 milhões.

—  Investimentos

A Klabin investiu R$ 956 milhões ao longo de 2018. Deste montante, R$ 272 milhões tiveram como destinos as operações florestais, R$ 462 milhões foram destinados à continuidade operacional das fábricas, e R$ 222 milhões foram aplicados em projetos especiais e expansões, especialmente nos projetos de alto retorno que buscam melhorar o desempenho da companhia em todos os segmentos em que atua.

Os valores de investimentos representam a visão caixa e não consideram os investimentos decorrentes da controlada Guaricana Reflorestadora S.A. (Sociedade de Propósito Específico – SPE), constituída em dezembro de 2018. Vale lembrar que a contribuição da Klabin para a formação do patrimônio da SPE se deu através do aporte de 4.511 hectares de florestas plantadas de pínus em Santa Catarina (não inclui terras). A Timber Investment Management Organization (TIMO), por sua vez, aportou R$ 191,6 milhões em caixa, sendo que a Klabin detém maioria do capital votante da SPE.

Principais investimentos na operação (em R$ milhões)
  2018 2017
Florestal 272 228
Continuidade operacional 462 399
Projetos especiais e expansão 222 121
Total 956 925

—  Mercado de capitais

No ano de 2018, as Units da Klabin (KLBN11) apresentaram desvalorização de 10%, contra uma valorização de 15% do Ibovespa. As Units da companhia foram negociadas em todos os pregões da B3, registrando 2,6 milhões de operações que envolveram 832 milhões de títulos e um volume médio diário negociado de R$ 64,4 milhões ao final do período.

O capital social da Klabin é representado por 5.410 milhões de ações, das quais 1.985 milhões de ações ordinárias e 3.425 milhões de ações preferenciais. As ações da Klabin também são negociadas no mercado norte‐americano. Como ADRs Nível I, os títulos são listados no OTC (over-thecounter), mercado de balcão, sob o código KLBAY. A Klabin é classificada como risco de crédito BB+ pelas agências Fitch Ratings e Standard & Poors.

—  Diferenciais para investidores

As práticas de governança em sustentabilidade da Klabin foram reconhecidas internacionalmente em 2018. A companhia constou no “A List” do Carbon Disclosure Project (CDP) pela primeira vez, nos questionários de gestão de Água, Clima e Cadeia de Suprimentos (Veja Nota máxima para a Klabin). Pela sexta vez consecutiva, a Klabin integrou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, que reúne as ações das companhias que se destacaram pelo alto grau de comprometimento com a sustentabilidade dos negócios e do país. O objetivo do ISE é criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de desenvolvimento sustentável, além de estimular a responsabilidade ética por meio de boas práticas empresariais. Os critérios são estabelecidos pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-CES), e a Klabin faz parte da carteira vigente até janeiro de 2020.

 

Green Bonds garante alocação de mais de US$ 29 milhões

Em 2018, a Klabin finalizou a alocação de recursos obtidos com a primeira emissão de títulos verdes (Green Bonds), feita em 2017. O valor total da operação foi US$ 500 milhões, com vencimento em 10 anos. Os recursos foram destinados a iniciativas que comprovadamente, pela agência Sustainalytics , atenderam aos critérios de elegibilidade para a emissão de Títulos Verdes (The Green Bond Principles).

O uso dos recursos compreendeu o período de setembro/2015 a junho/2018. Foram alocados, em 2018, US$ 29,8 milhões em projetos de energia renovável, eficiência energética, manejo florestal sustentável, Produtos, tecnologias e processos de produção ecoeficientes e/ou adaptados à economia circular, restauração de florestas nativas e conservação da biodiversidade. Saiba mais aqui.