Competitividade
e Resultados Econômicos

O CRESCIMENTO DA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DA KLABIN - COM A ESTABILIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES DA UNIDADE PUMA E AS AQUISIÇÕES NA ÁREA DE PAPELÃO ONDULADO EM 2016 - AMPLIOU AINDA MAIS A FLEXIBILIDADE DE SUA LINHA DE PRODUTOS. ESSE FATOR, ALIADO À COMPETITIVIDADE DE CUSTOS E AO FOCO EM EFICIÊNCIA OPERACIONAL - E REFORÇADO PELA NOVA GESTÃO DESDE O INÍCIO DE 2017 - FOI FUNDAMENTAL NA MAXIMIZAÇÃO DOS RESULTADOS, QUE APRESENTARAM UM CRESCIMENTO DE 20% NA COMPARAÇÃO COM O ANO ANTERIOR

Objetivos de
Desenvolvimento
Sustentável

<i>8 - </i>Decent jobs and economic growth 8 - Empregos dignos e crescimento econômico

—  Resumo do cenário econômico em 2017

(GRI 103-1, 103-2, 103-3)

O início de 2017 foi marcado pelo aumento da confiança em relação à retomada da economia brasileira, com queda da inflação e das taxas de juros,  maior estabilidade cambial e valorização do Ibovespa. Mesmo com incertezas em relação à aprovação das reformas propostas pelo governo e turbulências no cenário político, os indicadores econômicos evoluíram de maneira positiva ao longo dos meses, refletindo-se também em aumento nos números dos mercados de papéis e embalagens.

Nos mercados de celulose de fibra curta, fibra longa e fluff, os preços internacionais em patamares elevados também influenciaram o mercado nacional, com impactos em preço e em um ambiente mais favorável para os produtores nacionais.

No cenário internacional, apesar de incertezas no campo político, o ano também foi de sinais positivos no campo econômico. O bom desempenho das economias da China e dos Estados Unidos, aliado a restrições de uso de aparas mistas por questões ambientais em mercados asiáticos, impulsionou a demanda de kraftliner e de celulose.

Com melhores conjunturas nos mercados interno e externo, 2017 foi um ano de grande crescimento para a Klabin. O período marcou a finalização do ramp-up da Unidade Puma em Ortigueira (PR), que completou o primeiro aniversário da nova linha de 1,5 milhão de toneladas de celulose. Ainda ao longo de 2017, as aquisições feitas pela Klabin ao final de 2016 na área de papelão ondulado impulsionaram as vendas do produto, elevando os volumes de embalagens e, em conjunto com os aumentos de produtividade nas principais fábricas de papéis, o volume total vendido pela companhia.

O crescimento da capacidade de produção ampliou ainda mais a flexibilidade da linha de produtos da Klabin. Além disso, a competitividade de custos e o foco em eficiência operacional, reforçado pela nova gestão desde o início do ano, contribuíram para a maximização dos resultados, que apresentaram um crescimento expressivo de 20% na comparação com o ano anterior.

Com a aceleração do crescimento dos resultados durante os 12 meses do ano, a  redução da alavancagem também foi destaque em 2017; a relação Dívida Líquida/EBITDA passou de 5,2x ao final de 2016 para 4,1x no final de dezembro.

—  Destaques de 2017

  • Com a finalização do ramp-up da Unidade Puma, as vendas de celulose atingiram 1.355 mil toneladas, crescimento de 70% em relação a 2016, ano de inauguração da unidade.

  • O volume de vendas de embalagens (papelão ondulado e sacos industriais) totalizou 761 mil toneladas, representando um aumento de 8% na comparação com o ano anterior.

  • Impulsionada pelo maior volume de celulose, pelas maiores vendas de papéis e embalagens, e pelos preços internacionais, a receita líquida de vendas atingiu R$ 8.373 milhões, 18% acima do registrado em 2016.

  • O EBITDA ajustado foi de R$ 2.738 milhões no ano, crescimento de 20% na comparação com 2016.

  • Em junho, a Klabin inaugurou seu Centro de Tecnologia  em Telêmaco Borba (PR), com cinco rotas de pesquisa, completando a integração das frentes de Pesquisa e Desenvolvimento e ampliando os esforços da companhia em antecipar tendências e criar novas tecnologias e aplicações sustentáveis a partir de suas matérias-primas e produtos.

—  Principais resultados financeiros da Klabin

Principais resultados financeiros da Klabin (valores em R$ milhões)

  2017 2016 2015
Volume de vendas (mil t) 3.220 2.650 1.833
Mercado interno 1.564 1.316 1.205
Exportação 1.656 1.333 627
% Mercado interno 49% 50% 66%
Receita bruta 9.727 8.204 6.746
Receita líquida 8.373 7.091 5.688
Mercado interno 5.020 4.230 3.841
Exportação 3.353 2.861 1.846
% Mercado interno 60% 60% 68%
Variação do valor justo dos ativos biológicos 790 533 536
Custo dos produtos vendidos (6.427) (5.227) (3.982)
Lucro bruto 2.736 2.397 2.242
Margem bruta 33% 34% 39%
Vendas (657) (586) (429)
Gerais e administrativas (528) (467) (338)
Outras receitas (despesas) operacionais (12) 5 (13)
Total despesas operacionais (1.197) (1.048) (780)
EBITDA ajustado 2.738 2.288 1.975
Margem EBITDA 33% 32% 34%
Resultado líquido 532 2.482 (1.253)
Endividamento líquido 11.278 12.005 12.411
Endividamento líquido/EBITDA¹ 4,1x 5,2x 6,3x

¹ A margem EBITDA é calculada sobre a receita líquida pró-forma, que inclui a receita da Vale do Corisco

 

Distribuição do valor econômico gerado (em milhões de R$)

(GRI 201-1)

Valor econômico direto gerado 2017 2016 2015
Receitas R$ 10.784,83 R$ 8.965,28 R$ 7.520,30
Valor econômico distribuído 2017 % 2016 % 2015 %
Custos operacionais 5.583,23 -52% 4.441,77 41% 3.438,20 84%
Salários e benefícios de empregados 1.373,26 13% 1.249,76 12% 927,35 23%
Pagamento aos fornecedores 1.564,68 -14% 1.279,84 12% 1.047,57 25%
Pagamentos ao governo 1.031,74 10% 1.378,07 13% -49,62 -1%
Acionistas (dividendos, juros sobre o capital próprio, lucros retidos) 532,17 5% 2.481,95 23% -1.253,20 -30%
Investimentos comunitários 22,361 0% 0,00 0% 0,00 0%
TOTAL 4.210,74 -39% 10.831,39 100% 4.110,31 100%
Valor econômico retido 2017 2016 2015
Valor retido 14.995,57 1.866,11 3.409,99

1 Destes, R$ 5,6 milhões foram viabilizados por meio de leis de incentivo (saiba mais em Investimento social)

—  Resultado operacional

O volume de vendas (excluindo madeira) totalizou 3.220 mil toneladas em 2017, crescimento de 22% em relação a 2016, devido principalmente ao aumento de 70% nas vendas de celulose. Além do bem-sucedido processo de ramp-up da Unidade Puma, vale também destacar o incremento de 8% nas vendas de produtos convertidos no ano, puxado principalmente pelas vendas de papelão ondulado para o mercado doméstico. O volume total exportado no ano foi de 1.656 milhões de toneladas, representando 51% do volume total vendido, mesmo patamar do verificado no ano anterior.

A receita líquida (incluindo madeira) atingiu R$ 8.373 milhões, aumento de 18% em relação a 2017, devido principalmente às vendas de celulose da Unidade Puma e de embalagens, além do aumento nos preços internacionais de boa parte dos produtos. Esse aumento foi verificado mesmo com uma taxa de câmbio mais baixa, e de maneira equilibrada entre mercado interno e mercado externo, comprovando a flexibilidade da companhia e a sua capacidade de atuar em diferentes mercados e cenários econômicos.

O maior volume de vendas também influenciou positivamente os custos por meio da diluição dos custos fixos. O custo caixa unitário total, que contempla a venda de todos os produtos da companhia e inclui as despesas com vendas e gerais e administrativas, foi de R$ 1.766 mil/t, 4% inferior ao verificado em 2016. Além do efeito da diluição por conta do grande crescimento do volume vendido, a redução do custo caixa por tonelada nos períodos reflete o impacto da adição dos menores custos por tonelada da produção da celulose na comparação com os custos de produção de papéis e de produtos convertidos dentro do custo total da companhia.

>> A RECEITA LÍQUIDA CRESCEU 18% EM RELAÇÃO A 2017, DEVIDO PRINCIPALMENTE ÀS VENDAS DE CELULOSE DA UNIDADE PUMA E DE EMBALAGENS <<

O efeito líquido não caixa referente ao valor justo dos ativos biológicos (variação do valor justo das florestas subtraído da exaustão) no EBIT foi positivo em R$ 730 milhões, comparado a um efeito positivo de R$ 27 milhões em 2016. A variação se deve substancialmente ao menor aumento nos preços utilizados na avaliação em 2017, quando comparado ao aumento apresentado em 2016.

As despesas com vendas em 2017 foram de R$ 657 milhões versus R$ 586 milhões em 2016, acompanhando menos que proporcionalmente o aumento no volume de vendas. Assim, essas despesas representaram 7,8% da receita líquida do período, queda de 0,5% em relação ao verificado no ano anterior.

As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 528 milhões em 2017, 13% superiores ao ano de 2016, decorrente principalmente da adequação das estruturas para fazer frente às operações de celulose, dissídios coletivos, custos de benefícios e pela ampliação do programa de incentivo de longo prazo da Klabin.

A geração operacional de caixa (EBITDA ajustado) em 2017 foi alavancada pelo aumento no volume de vendas, em especial de celulose e embalagens, e pela diluição e controle de custos. Desta forma, mesmo com a menor taxa de câmbio, o EBITDA ajustado em 2017 foi de R$ 2.738 milhões, aumento de 20% em relação ao ano anterior.

—  Resultado financeiro e endividamento

O endividamento bruto consolidado ao final do ano era de R$ 19.550 milhões, R$ 1.081 milhões acima do valor verificado ao final de 2016. Este aumento ocorreu por meio da contratação de linhas de longo prazo e a custos competitivos, melhorando o perfil da dívida e garantindo um colchão de liquidez em um ano marcado por grande instabilidade econômica.

O caixa e as aplicações financeiras em 31 de dezembro somavam R$ 8.272 milhões, aumento de R$ 1.808 milhões em relação ao final de 2016. Isso foi possível devido à forte geração de caixa da companhia e à contratação de novos financiamentos.

O endividamento líquido consolidado totalizou R$ 11.278 milhões, redução de R$ 727 milhões no ano, influenciado pela forte geração de caixa e redução do capital de giro. Assim, a relação dívida líquida/EBITDA ajustado fechou o ano em 4,1 vezes, contra 5,2 vezes observada ao final de 2017.

—  Resultado líquido

O resultado líquido foi influenciado pela boa geração de caixa da Klabin em 2017, totalizando um lucro líquido de R$ 532 milhões no ano. Já em 2016, em grande parte devido ao impacto não caixa na dívida da apreciação do real em relação ao dólar, o resultado líquido havia sido positivo em R$ 2.482 milhões.

—  Desempenho dos Negócios

UNIDADE DE NEGÓCIO FLORESTAL

As operações da Unidade Florestal da Klabin evoluíram para fazer frente aos maiores volumes de produção de celulose e de papéis e embalagens durante 2017. No ano, a Klabin movimentou aproximadamente 16,1 milhões de toneladas de toras e cavacos de pínus e eucalipto e resíduos para energia, um crescimento de 12% em relação às 14,4 milhões de toneladas transportadas ao longo do ano anterior. Além da maior demanda interna gerada pela finalização do período de ramp-up da Unidade Puma em Ortigueira (PR), o montante de madeira vendido para serrarias e laminadoras também influenciou os resultados na unidade em 2017.

Mesmo com a disponibilidade de madeira direcionada às vendas para terceiros impactada pelo maior consumo interno das operações de celulose e papéis, o melhor cenário econômico que beneficiou a exportação de produtos de madeira dos clientes da Klabin elevou as vendas de toras a terceiros, que aumentou 5% em relação a 2016, totalizando 2,6 milhões de toneladas. A receita líquida com vendas de madeira atingiu R$ 364 milhões, 14% acima de 2016.

 

UNIDADE DE NEGÓCIO CELULOSE

O segundo trimestre de 2017 marcou a finalização do período de ramp-up da Unidade Puma, após o início de operações da fábrica em março do ano anterior. Seguindo a finalização desse processo, a produção de celulose acelerou na comparação com 2016 e encerrou o ano em 1.401 mil toneladas, sendo 1.029 mil toneladas de fibra curta e 372 mil toneladas de fibra longa e fluff.

Depois de um período de pressão vinda de ofertas de novas capacidades e menor crescimento da demanda durante o ano de 2016, os preços globais de celulose apresentaram elevação ao longo de todo o ano de 2017. A aceleração da economia mundial e as restrições implementadas pelo governo chinês a produções não adequadas do ponto de vista ambiental resultou em um crescimento da demanda acima dos níveis esperados e no aumento nos preços de celulose de fibra curta e de fibra longa na Europa.

O volume total vendido em 2017 foi de 1.355 mil toneladas, das quais 996 mil toneladas de fibra curta e 359 mil toneladas de fibra longa e fluff. Além do crescimento do volume de fibra curta, cujas vendas foram ancoradas pelo acordo celebrado com a Fibria em maio de 2015, destaca-se o crescimento das vendas de fibra longa e fluff, impulsionado principalmente pela evolução dos processos de aprovação de grandes clientes nacionais e internacionais da celulose fluff da Klabin durante 2017.

O crescimento do volume produzido na Unidade Puma, em conjunto com os melhores preços globais das celuloses de fibra curta, impactou as receitas de vendas de celulose na exportação e no mercado interno. Dessa forma, a receita total de celulose, contemplando fibra curta, longa e fluff, totalizou R$ 2.418 milhões ao longo de 2017 contra R$ 1.247 milhões em 2016.

 

UNIDADE DE NEGÓCIO PAPÉIS

Assim como no ano anterior, a flexibilidade e a competitividade da sua linha de produtos permitiram à Klabin se adaptar às mudanças nas configurações de mercado durante o ano. A menor taxa de câmbio média em 2017 na comparação com o ano anterior, a retomada crescente dos indicadores econômicos nacionais, e as novas capacidades de produção adquiridas impulsionaram a maior utilização de papéis nas fábricas de conversão e reduziram o volume de vendas de kraftliner.

Este fator influenciou a unidade principalmente durante o primeiro semestre, quando o cenário de preços internacionais de papéis não era tão atraente quanto o cenário de aquecimento apresentado pelo mercado interno de embalagens de papelão ondulado. Já o volume de vendas de cartão apresentou leve crescimento em 2017, devido melhorias de produtividade nas fábricas de Monte Alegre (PR), Otacílio Costa (SC) e Angatuba (SP) e melhores vendas na exportação. Assim, o volume de vendas de papéis para embalagens e cartões revestidos em 2017 foi de 1.092 mil toneladas, estável na comparação com o volume de vendas de 2016.

Nos mercados de cartões, o aumento no volume de vendas ao mercado externo se deu pela qualidade e pela receptividade do produto em mercados crescentes como China e demais países do sudeste asiático. Assim, com vendas levemente maiores na exportação e as vendas no mercado doméstico praticamente no patamar de 2016, o volume total de vendas de cartões foi de 698 mil toneladas, 1% acima do volume vendido em 2016.

Em relação às vendas de kraftliner, a Klabin utilizou-se de sua flexibilidade e do bom posicionamento nos mercados de conversão e direcionou uma maior porção da produção deste produto para suas fábricas de papelão ondulado e sacos industriais, principalmente na primeira metade do ano. Nesse cenário, o volume de vendas de kraftliner da Klabin em 2017 foi de 351 mil toneladas, 12% abaixo do ano anterior. É válido destacar porém que, com a aceleração da demanda no mercado global, que gerou altas nos preços lista ao longo do segundo semestre, houve evolução da receita de vendas de kraftliner na comparação com a receita do segundo semestre de 2016.

No acumulado do ano, a receita de vendas de papéis e cartões atingiu R$ 2.824 milhões, 6% menor do que no ano anterior.

 

UNIDADE DE NEGÓCIO CONVERSÃO

Com a evolução dos indicadores econômicos do país, a expedição de caixas medida pela Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO) mostrou sinais de forte recuperação durante todo o ano fechou 2017 com aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Klabin, no período, além das duas recentes aquisições no setor, aproveitou-se de sua capilaridade e proximidade a grandes clientes do setor de alimentos, obtendo crescimento ainda maior no volume de vendas na mesma comparação.

No mercado de sacos industriais, a mesma velocidade de recuperação não foi acompanhada pelo setor de construção civil no país. Os sinais de recuperação começaram a aparecer a partir de meados do segundo semestre e o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) já projeta crescimento entre 1% e 2% para 2018, após queda acumulada de 25% nos últimos três anos. Todavia, as ações da Klabin no desenvolvimento de novos mercados como fertilizantes, alimentos e café, além da crescente venda de sacos para exportação, em especial para México e Estados Unidos, também impulsionaram o volume de vendas de sacos industriais ao longo de 2017, com importante crescimento na comparação com 2016.

Neste cenário, a Klabin buscou mais uma vez maximizar por meio de sua flexibilidade as oportunidades entre os mercados de papéis e as embalagens convertidas. Assim, o volume de vendas de embalagens durante 2017 cresceu 8% na comparação com 2016, totalizando 761 mil toneladas. A receita de vendas, por sua vez, apresentou crescimento de 14% na mesma comparação, atingindo R$ 2.406 milhões em 2017.

—  Investimentos

No ano de 2017 a Klabin investiu R$ 228 milhões em suas operações florestais, R$ 399 milhões foram destinados à continuidade operacional das fábricas, R$ 177 milhões a investimentos remanescentes da Unidade Puma e R$ 121 milhões foram aplicados em projetos especiais e expansões, especialmente nos projetos de alto retorno que buscam melhorar o desempenho da companhia em todos os segmentos em que atua.

Em 2016, a companhia finalizou o ramp-up da Unidade Puma e com isso foram finalizados os investimentos referentes ao projeto de celulose, ao qual foram destinados R$ 8,5 bilhões, incluindo infraestrutura, impostos e correções contratuais. Deste valor, R$ 177 milhões foram pagos no ano de 2017.

Principais investimentos na operação (em R$ milhões)
  2017 2016
Florestal 228 136
Continuidade operacional 399 405
Projetos especiais e expansão 121 320
Projeto Puma 177 1.707
Total 925 2.567

Valor monetário total da ajuda financeira recebida do governo brasileiro (em R$ milhões)

(GRI 201-4)

2017 2016 2015
Benefícios e créditos fiscais 64,33 2,71 69
Subvenções para investimentos, pesquisa e desenvolvimento e outros tipos relevantes de concessões 37,25 33,99 31
TOTAL 101,58 36,70 100

 

—  Mercado de capitais

No ano de 2017, as Units da Klabin (KLBN11) apresentaram desvalorização de 1%, contra uma valorização de 27% do Ibovespa. As Units da companhia foram negociadas em todos os pregões da BM&FBovespa, registrando 2 milhões de operações que envolveram 552 milhões de títulos e um volume médio diário negociado de R$ 37,5 milhões ao final do período.

O capital social da Klabin é representado por 4.788 milhões de ações, das quais 1.860 milhões de ações ordinárias e 2.928 milhões de ações preferenciais. As ações da Klabin também são negociadas no mercado norte-americano. Como ADRs Nível I, os títulos são listados no  mercado de balcão OTC (over-the-counter), sob o código KLBAY. A Klabin é classificada como risco de crédito BB+ pelas agências Fitch Ratings e Standard & Poors.

—  Diferenciais para investidores

Pela quinta vez consecutiva, a Klabin integrou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, que reúne as ações das companhias que se destacaram pelo alto grau de comprometimento com a sustentabilidade dos negócios e do país. As empresas integrantes são selecionadas anualmente, com base em critérios estabelecidos pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV). A Klabin faz parte da carteira vigente até janeiro de 2019.

Também em 2017, a companhia levantou recursos no mercado internacional com sua primeira emissão de títulos verdes (Green Bonds) no valor aproximado de R$ 1,6 bilhão e vencimento em 10 anos. Pioneira na adoção de práticas sustentáveis, a operação realizada pela Klabin  alcançou classificação de “Alto Nível” (High Standard) na avaliação independente feita  pela consultoria Sustainalytics. A oferta teve grande interesse dos investidores, com demanda sete vezes maior do que o valor da oferta de títulos.

—  Boa prática

Saldo verde para a Klabin

Em sua primeira emissão de títulos verdes no mercado internacional, companhia capta montante três vezes maior do que o esperado para aplicação em projetos voltados à sustentabilidade

De um lado, o desejo de levantar recursos para dar sequência a investimentos previstos, voltados ao desenvolvimento sustentável, área na qual a Klabin é reconhecida como referência para o mercado. De outro, uma linha de crédito com foco na sustentabilidade e na positivação dos impactos. Em setembro de 2017, essas duas frentes se encontraram e permitiram que a Klabin emitisse, de maneira inédita, um alto volume de títulos verdes, os chamados Green Bonds, no mercado internacional. A ação resultou no levantamento de aproximadamente R$1,6 bilhão e no último mês de janeiro foi reconhecida no Deals of the Year, premiação internacional que destaca operações corporativas de alto rendimento.

Com a decisão tomada de ir ao mercado captar recursos, a Klabin notou que todas as iniciativas nas quais o dinheiro seria aplicado integravam projetos voltados ao cuidado com o meio ambiente, a pessoas e a comunidades. Desse modo, os títulos normais, inicialmente considerados, deram lugar aos Green Bonds, modalidade com utilização exclusiva para o financiamento de projetos com impacto ambiental positivo.

Melhor do que o esperado

Antes do contato com os investidores, a Klabin se dedicou a elaborar um dossiê sobre suas ações de sustentabilidade. O objetivo era reforçar o compromisso com a prática, que, nos últimos anos, vem sendo reconhecida como parte essencial da política de atuação da empresa.

Com o documento em mãos, três equipes fizeram as malas e visitaram, em setembro de 2017, investidores em diversas partes do mundo – Los Angeles, Boston, Nova Iorque, Paris e Londres -, além de contatos feitos a partir do próprio Escritório-Sede em São Paulo.

Os investidores reconheceram e valorizaram a atuação sustentável da Klabin, o que permitiu que a oferta de títulos à companhia fosse três vezes maior que a almejada: o plano era captar R$ 500 milhões, mas o montante disponibilizado se aproximou de R$1,6 bilhão – com vencimento em dez anos e uma das menores taxas de juros do mercado.

O sucesso da operação foi atestado em auditoria realizada pela consultoria internacional Sustainalytics, que a classificou como de ‘Alto Nível’ (High Standard). A ação também fortaleceu a imagem institucional da companhia, que ganhou visibilidade internacional como uma empresa verde.

O projeto foi conduzido em parceria entre uma equipe multidisciplinar da Klabin, que se dividiu para atuar nas frentes de operação econômico-financeira, green team e relação com investidores.

O passo a passo da operação

 

    • Decidida a emitir títulos no mercado internacional, a Klabin optou pelos Green Bonds, uma vez que todas as iniciativas nas quais os recursos serão aplicados terão impacto ambiental positivo.

    • Mais de 100 colaboradores se dedicaram a elaborar um dossiê de sustentabilidade da Klabin, listando projetos, investimentos e o compromisso da companhia com a atuação sustentável.

    • Em setembro, o documento foi apresentado aos futuros investidores, evidenciando que a Klabin é uma companhia confiável e com projetos de longo prazo.

    • Os investidores disponibilizaram um montante de títulos da ordem de R$1,6 bilhão à Klabin, montante três vezes maior que os R$500 milhões almejados.

    • Os recursos captados serão destinados a ações de Manejo Florestal, Restauração de Matas Nativas e Conservação da Biodiversidade, Energias Renováveis, Transporte Limpo, Eficiência Energética, Gerenciamento de Resíduos, Gestão Sustentável da Água, Produtos Ecoeficientes Adaptados para a Economia Circular, Processos e Tecnologias de Produção e Adaptação às Mudanças Climáticas.

    • A aplicação dos investimentos poderá ser acompanhada pelo site de Relações com Investidores da Klabin (ri.klabin.com.br), que será atualizado anualmente.

    • A operação foi reconhecida durante o Prêmio Deals of the Year, da publicação internacional especializada na área financeira LatinFinance, sendo a vencedora na categoria Corporate High-Yield Bond of the Year.

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